Quem ficou na dúvida (como eu) quando prencheu o o perfil aqui no Orkut na parte de political view?
Pq a esquerda do Brasil, na minha opinião, tem tantos elementos da direita dos outros países que me confundo sempre. Afinal, controle estatal nos mais diversos setores da sociedade é coisa de direita lá fora.
Se olharmos para a ideologia, aí complica mais ainda, pois a esquerda daqui é comunista mesmo...
Cada um tem suas próprias idéias (ao menos deveria ter) sobre determinados assuntos. Sou apóstolo do liberalismo econômico, contra o controle do estado, a favor do aborto e por aí vai. Será que essas idéias são comportadas sob um único rótulo?
Confesso que não entendo muito sobre as diferenças entre "liberal" e "libertarian", mas que sei que a direita lá de fora costuma defender maior controle estatal ao passo que a direita daqui defende o estado mínimo.
É engraçado, e admito ser também provocador um cara de esquerda como eu, em site de admiradores de Olavo de Carvalho. Muitos acham que não faz mais sentido a questão de esquerda e direita. Claro que faz, todavia principalmente nas últimas duas décadas mudanças incríveis ocorreram colocando em crise tanto a visão liberal, como a visão comunista. Segundo alguns poucos, o Leninismo e o Reaganismo/Tacherismo, seriam no fundo duas faces da mesma moeda. Ou seja, as duas visões acreditam no progresso material como caminho para a felicidade humana. Um usou o estado, o outro o estado mínimo. Mas ambas visões tem como linha central,sociedades industriais onde o estado tem o monópolio da violência. De fato, talvez os pós-modernos estejam certos. Se as grandes narrativas como o marxismo acabaram, porque não o liberalismo? O que fazer? Deixo para depois .
Acho que a confusão vem do fato de a principal distinção política no Brasil ser essencialmente econômica, enquanto em outros países, em especial nos EUA, os temas comportamentais têm muita importância. Eu, por exemplo, defendo uma economia aberta e desregulamentada, mas sou liberal em todos os temas comportamentais (sou ateísta, defendo o casamento gay, o Estado laico, o aborto etc). Confesso que eu também tive dúvidas na hora de preencher o formulário, e acabei optando por um "centrist" que de alguma forma fica aí no meio.
E Vítor, não faz o menor sentido comparar o tatcherismo com o comunismo. Um é uma tendência/movimento político sazonal, que se abriga no guarda-chuva da democracia liberal, o outro é um sistema de força. Essa comparação só faz sentido na visão distorcida da esquerda, que não quer dar o braço a torcer por ter perdido dua utopia e tenta pateticamente arrastar um "pedaço" do capitalismo consigo. Quem diz isso não tem o menor senso de proporção.
Se a descrição que vc faz acima é precisa, então vc não é "centrist", e sim "libertarian". Se além disso for radicalmente anti-estado, então é "very libertarian", também conhecidos como anarco-capitalistas.
É... isso pode dar bate-boca. Sim, uma parte da esquerda, da qual faço parte, entende que entra em colapso todo um " sistema produtor de maercadorias", seja ele capitalista, ou socialista. O socialista mais débil(se comparado aos países centrais), colapsou de cara, mas e o outro? O outro, o capitalista dito liberal, só consegue produzir riquezaz dentro dos países centrais. É quase a mesma que coisa que ha 100 anos. Uma outra questão é falar em livre mercado. Existe mesmo tal coisa em grande escala? Os lobbies, corrupções, os monopólios naturais e outros atuam em forma de livre mercado? Tá bom...aí vai se dizer,que existem as leis- anti-trustes e tudo mais. Isso é desregulamentação? Outros componentes começam a surgir para botar areia na máquina capitalista. Quem achava que a ocupação do Iraque ia ser tranquila. Olhem o preço do petróleo. Se a coisa continua assim, será mais um golpe no sistema produtor de mercadorias. Mas sei que liberais são otimistas e mesmo dizendo-se a-históricos, acreditam no progresso constante. Ha...o senso de proporção.
Por falar em libertarian, isso é coisa de norte-americano. Na minha opinião um fenômeno único lá. Um libertarian seria um anarquista primitivo. Mas no fundo, mesmo não quer é pagar impostos. Quer viver em sua farmer lá, sem se importunar. O estado para ele restringe a sua liberdade, que no caso se resume em não pagar impostos. São pessoas, em geral muito incultas, que se baseiam em idéias muito distorcidas de Henry David Thoreau, este sim alguém importante. O cara pode ser libertários nos eua, e odiar, negros, judeus, etc. É coisa de " patoteiro" americano. Por outro lado vejam o que é a esquerda brasileira. O PT...dá náuseas, um bando de vigaristas, e ingênuos. Agora, tentá-se formar um partido alternativo o SOl.Socialismo e Liberdade. Já começa mal, essa de misturar socialismo e liberdade. Eu sou um esquerdista, mas sei que a liberdade total é impossível. Liberdade para ter um supermercado cheio , enquanto ao lado alguns morrem de fome? Mas os rumos para as esquerdas deixo para discutir em outros forums que não o de olavistas. Abraços.
Entendo que existam inúmeras, combinaçõe s possíveis de definições. Eu acho que, no Brasil, predominam o que chamo de " direitosos" e "alternativos". Não há praticamente esquerda e direita. Os direitosos se identificam com os liberais em termos econômicos, mas nesse ponto a esquerda brasileira também não é estatista. Por isso para ela o melhor rótulo é alternativo. Os caras adoram agitar bandeiras, fazer onda contra as privatizações, mas quando chegam ao poder....vejam o Lula. Desestatizou alguma coisa? Reforçou a Petrobrás? Aproveitou para encarar as empresas Enron e AES que assumiram o patrimônio público e deram o calote? Mas não se alegrem os liberais, mesmo sendo essa esquerda fraca a coisa , também não está para eles. Mas deixo isso para outra hora.Como alguns se definiram, eu também o faço. Sou a favor da liberação das drogas, do casamento gay, contra as guerras( não que seja pacifista, longe disso, isso explico melhor outra hora), estatista, no sentido de serem estatais todos os grandes meios de produção( mas sem pelegos de estatais como salários astronômicos, fundos de pensão), mercado livre...só para mercadinhos, padarias, etc.Mais o mais importante, meu raciocínio central que tento levar a foruns de esquerda, sem sucesso. Sou anti-desenvolvimentista. Ou seja, entendo que a esquerda pode no, máximo "vender" um país pobre. Peguem o PIB brasileiro dividam pelos 180 milhões e vejam o que dá. Antes pobre que excluído. Antes vender pais pobre que a utopia reacionária, que é possível, ainda o desenvolvimento.
A polarização brasileira: direitosos e alternativos. Só que esses , de fato, não compõem mais de 10% de toda a população. A maior parte, sequer tem rotulação alguma. Não se definir, antes de ser algo bom é algo pobre. Quem não se define= Quem não tem idéias. Mas isso é assim no mundo todo. A maior parte das pessoas vivem afundadas no senso comum, são os "average-joes".Mas vamos a nós brasileiros, terceiro mundistas. O que direitosos e alternativos pensam em fazer para:
1) Colocar o país no roll das nações desenvolvidas?
É claro que nada podem fazer. Eles tem que saber que não há mais caminho para o desenvolvimento. Ha cem anos, os países centrais já eram os eua, a inglaterra, a frança e a alemanha. Verdade que a alemanha teve que provocar duas guerras para ser aceita. De 100 anos para cá o que mudou? Praticamente só o Japão ingressou no time dos desenvolvidos. E só ingressou porque foi convidado, pelos eua para fazer frente a ex-urss.
2) Por que não se encara logo a verdade? Claro os direitosos não farão isso. Irão vendo a barbárie crescer, mas sempre achando que tem jeito. Se ao menos as mortes violentas, as balas perdidas só sobrassem para eles! Mas os alternativos teriam que transformar-se em esquerdistas e propor alguma coisa. Caiam na real. Não dominamos sequer o ciclo completo da produção de circuitos integrados e da genética de matrizes de aves e sementes. Tem que encarar. Não é possível, não o pais de banqueiros, de super ricos, mas nem sequer os classe médias que escrevem em orkurt e lotam os supermercados. A esquerda tem que propor a seguinte questão.Ou vc vence a barbárie, ficando pobre e mais feliz ou deixa rolar. Melhor até que vire liberal. Quais as chances dos alternativos entenderem essa questão? Sei lá !
Vamos as utopias.
1) A utopia liberal:
Liberdade e Independência. A liberdade dada pela democracia liberal ou burguesa; a independência dada pelo capitalismo.
2) A utopia socialista.
Chegar a sociedade sem classes, a sociedade http://comunista.no/ meio o socialismo que soçobrou.
A questão é que temos que optar. Verdade que boa parte não opta por nada. Mas afinal...qual o sentido da vida? Talvez seja optar por uma utopia. O meu recado é para as esquerdas, mesmo sabendo que estamos em um fórum de liberais. Liberais terceiro mundistas...não deixa de ser interessante. É... houve os Bulhões, os Gudain , os Roberto Campos, agora tem esse filósofo aí...enfim, afasto-me do tópico. A questão é apostar em que? Os liberais apostam no livre mercado(quer coisa mais utópica?), na moeda forte. Engraçado a esquerda Lulista faz a mesma coisa. Gente, tem que apostar, fazer como Hugo Chávez. Esquerda que se preza não fala em liberdade, democracia, mas sim explicita mais os conflitos das diferenças de classes, de gênero, de sexo. É aquele negócio, esquerda que uma distribuição radical de renda, que a curto prazo significa um país pobre! É isso, mesmo,queremos ser pobres, mas felizes, sem meninos de ruas, excluídos, com baixa criminalidade. O problema, é: quem vai ter coragem de pregar isso? Mas há precedentes. Marxistas terceiro mundistas como Osea Jaffe e Hans Diederich Esteban, já levantam ha tempos essas bandeiras. Celso Furtado, no fim da vida escreveu alguma coisa sobre o mito do desenvolvimento. Estudos mais sofisticados como os de Giovanni Arrighi e outros, mostram a impossibilidade de toda a humanidade ter um padrão médio do ocidente. Daí não se deduza que esquerdistas devem ser “naturebas”, não!! (me refiro ao pessoal da homeopatia e dos impregnados pela animia em geral)...temos de ter tecnologia, remédios eficientes , etc. Como se faz.? Há que se copiar, piratear, tudo que for possível. Todas as grandes invenções básicas foram copiadas. Motor a explosão, compressores para refrigeração, motores elétricos, geradores, etc,
Sempre será preciso algum capital, claro. Aí como se faz? Usa-se a criatividade. Poderemos ter todo tipo de mercado, chamado ilegal. Exportar maconha. Pesquisar a possibilidade de produzir, cocaína nacional, e todo o tipo de drogas, para exportação ao primeiro mundo. Queremos ser pobres, felizes. Devemos usar e copiar toda a tecnologia disponível.Claro, vai ter troco, mas qual o sentido de uma vida sem luta? Escolher entre ser liberal e liberal lulista?
Quando o José Serra escreveu que o PT era "bolchevique sem utopia", ele na verdade definiu esse cara: ele acaba de inventar o socialismo de resultados, não-utópico, amoral. O sujeito é de uma cara de pau tocante.
O socialismo dele sequer é internacionalista, pois depende das nações capitalistas centrais como mercado para as nossas drogas e desenvolvedores de tecnologia que nós viremos a roubar.
Quando alguém me diz que é socialista, eu imagino que sonhe aquele sonho antigo e elevado dos esquerdistas de antanho. Esse aí sabe que o socialismo é uma porcaria e acha sinceramente (será?) que a Venezuela é um bom modelo...
Não, vcs não viram de tudo. Essa é a linha do neo-comunismo-terceiro mundista, que aproveito para lançar entre os liberais. Não que não se mantenha as linhas básicas do socialismo, como o internacionalismo, a estatização dos grandes meios de produção. A diferença é que é uma via terceiro mundista. A coisa é mais ou menos assim. Na questão da mais valia, antes da mais valia extraída pela burguesia ao proletariado, privilegia-se a análise da mais valia extraida do Norte versus Sul. Assim não se pode esperar o apoio , ao menos maciço dos irmãos do norte, tem-se que andar com as próprias pernas. Daí a questão do PIB baixo e da pobreza solidária. Não é nenhum ideal asecético ou franciscano, mas uma questão prática. Não se quer a felicidade atual, de criminalidade sem controle, de chacinas que vão do Grande Rio a todas as grandes capitais. Admitimos uma fase de , digamos, pobreza digna, sem exclusão. Sim, isso é algo difícil de aceitar até por esquerdistas, mas essa questão central, para não cair-se em vigarices tipo o "conto do operário". Temos que desenvolver a luta de classes, no caso interno, não só contra os banqueiros, latifundiários, mas contra a classe média alta, também, do tipo da que posta aqui. Talvez uma aliança com o crime seja algo perigoso mas não descartável. Organizar o lumpen para ocupar, por exemplos imóveis vagos, casas de praia, etc. Embora desprezado poe Marx, o Lumpen é organizável, embora nada fácil. Saudações.
Caros amigos de odiosa filosofia liberal: Bom que coloquemos mais algumas coisas quanto a questão da pobreza. Vejam, nós comunas, sabemos que o planejamento estatal de toda produção a nível universal, tornaria possível que toda a humanidade tivesse atendida as necessidades básicas. O que colocamos, é que a revolução mundial tornou-se se não impossível, mas muito difícil, por vários motivos sendo os principais:
1. O Norte rico, extrai mais valia do Sul. Por aí fica difícil, conseguir-se a solidariedade total dos trabalhadores Nortistas.
2. Esquerdistas, perdidos, com a queda da URSS, assustados com as tragédias de Pol-Polt, Kil- Il Sung, etc, se tornaram verdes, esotéricos e toda a sorte de malucos.
3. Aqui no Brasil (mas não só aqui), foi até pior, esquerdistas da linha PT, tornaram-se vigaristas, atuando como neo-liberais, ou bem próximos a eles.
Sendo assim tem-se que investir na revolução dentro das fronteiras nacionais, claro que procurando fazer com que ela se alastre. Quando se olha o PIB brasileiro, e não se é liberal cínico, ou desenvolvimentista ingênuo, sabe-se que uma radical divisão de renda, levar-nos-ia a um país pobre. Como eu disse antes 180 milhões de pobres, que 60 milhões de excluídos. Vejam que temos apenas 60 milhões que são consumidores, mais 60 que estão no meio e 60 de excluídos. Ou seja, conseguiríamos em um cálculo otimista colocar na luta 120 milhões contra os 60 milhões de privilegiados. Isso é muito otimista, talvez metade do terço médio dos que não são excluídos nem medianos nos apoiassem. Ou seja, seria 90 X 90. Deixemos isso de lado, por hora.
Apesar da aparente derrota do socialismo o preceito Marxiano de antes que um sistema acabe os elementos do sistema atual já absorvem alguns elementos do sistema que está por vir, está evidente. O que fazem as empresas com grandes fusões se não a procura por um cérebro único? O que é a tendência de criar-se grandes blocos econômicos, do qual o maior exemplo é a UE. Isso tudo, mostra que estão a nascer confederações dentro dos estados
Isso tudo, mostra que estão a nascer confederações dentro dos estados nações,(vejam a UE) o que nada mais é que o embrião de um sistema planejado.Qual o empecilho?: A propriedade privada, é claro. Voltamos, outra hora. Que a barbárie, com seus assaltos, estupros, balas perdidas, sobre apenas para os mais, renitentes entre vcs! Alguns outros, são jovens podem ser perdoados pois não sabem o que fazem. Saudações comunistas e terceiro-mundistas!
"Este livro é o Capítulo XII de Geschichte und Kritik der Kapitalzins-Theorien (História e crítica das teorias de juro), primeiro dos três volumes da famosa obra de Böhm-Bawerk intitulada Kapital und Kapitalzins (Capital e juro).
"Sua tradução para o português se baseia no original alemão Kapital und Kapitalzins, de 1921, e na edição americana The Exploitation Theory of Socialism-Comunism, de 1975 (...)"
Na verdade Böhm-Bawerk usou um canhão para matar um mosquito. A melhor refutação da mais-valia que encontrei, li-a em "Marxism - Philosophy and Economics" de Tomas Sowell.
Segundo Marx, o valor de uma commodity (C) pode-se decompor em capital constante (c) + capital variável (v) + mais-valia (s).
Entretanto, Sowell observa que se trata apenas de uma hipótese não demonstrada, pois Marx toma-a como auto-evidente e nunca se deu ao trabalho de explicá-la.
Há muitas outras nuances, é claro; penso em escrever um artigo sobre esta obra e oferecê-lo ao MSM.
Não e não, meus jovenzinhos terceiro mundistas liberais. Não, caros amigos adoradores da Von Mises, Hayek, Friedman. Eu também conheço bem os liberais. No Brasil, temos o intrigante Carlos Lacerda, o cara que só levou a bala no pé há 50 anos, e modernamente o filósofo “ mal-de- grana , Olavinho. Tudo bem. A minha intenção aqui é: como eu conheço os liberais e neo-liberais, quero que vcs conheçam o neo-marxistas. Há algumas diferenças clássicas, de doutrina e/ou interpretações, senão vejamos:
1. Não há mais teleologia, muito menos teologia. A revolução não é inevitável. Nesse ponto, R. Louxenbourg já havia previsto isso. Não se vai, necessariamente, ao socialismo, mas vai-se a barbárie.
2. Bom, se as chacinas em todas as cidades do terceiro mundo, as guerras sem fim, e a miséria em que sobrevivem quase 2/3 da humanidade, se isso não é barbárie!!
3. O combate atual, de curto prazo, tem duas frentes: combater os petistas e oportunistas, combater os liberais.
3.1 Combater os petistas e oportunistas:
Isso é a parte mais árdua da tarefa. Petistas que pareciam sinceros, lutadores, na realidade eram só pessoas que adoram o movimento. São os caras que agitam bandeiras, fazem piquetes nas greves, dão e até tomavam porrada da polícia, mas nunca entenderam nada do socialismo. Como nada entendem, o que o partido disser é coisa dos deuses. Os oportunistas são os mais perigosos, mas talvez mais fáceis de serem destruídos. São os advogados que se locupletam com causas trabalhistas, os sindicalistas que tocam os fundos de pensão das estatais. Logo eles mostrarão seu lado corrupto e serão denunciados (nesse ponto é válida até a ajuda de liberais que sejam indignados com corrupção)
continua
Isso é difícil se entrar-se em discussões com gente tipo Olavo de carvalho que usa e abusa do raciocínio Aristotélico.Mas vejam que as discussões muito profundas com correntes liberais não nos interessa. Os liberais jamais terão os sindicatos, as centrais de trabalhadores, ou seja eles jamais terão as massas com eles, daí a sua fraqueza.
Voltamos com mais em outra hora.
Máxima de hoje: O caminho da servidão foi há muito traçado pelos liberais, não se permita a esquerda pavimentá-lo.
Quanto a mais valia e outras questões econômicas, claro que elas podem ser criticadas. Mas ..não podem ser criticados os conceitos de mão invisível do mercado e outros dos liberais? A questão da prosperidade crescente então...das maiores falácias. Da liberdade? Nossa...os eua são os maiores encarceradores do mundo. Em alguns estados dos eua, a prostituição é crime (não digo relação com menores ou o rufianismo que é, claro, criminalizado em toda parte). Voltamos a isso com mais profundidade outra hora, Por hora talvez fosse interessante falar-se pouquinho sobre a economia, o cálculo marginal. Vejam, que Marx, não utilizou as teorias marginalistas econômicas. Elas estavam se desenvolvendo a época que Marx terminava o Capital. Falo isso para que voltemos a questão da pobreza. Qual seria o problema de distribuição de renda radical? É quando se implantasse um sistema e todos ficassem mais pobres. Assim aplicar-se-ia um cálculo marginal em termos de humanidade. Exemplos de cálculo marginal. Seja uma composição de metrô ou trem, onde o tamanho da composição marginal, é aquele em que o acréscimo de um vagão adicional, faria que esse investimento não compensasse o valor maior obtido com as receitas. Isso se aplica a tudo, ao número de turbinas em unidades de contrais elétricas, etc. O desafio na área econômica, agora do neo-comunismo é desenvolver-se a questão marginal. Já adianto que não coisa difícil. Abraços
O Vítor pergunta: "Qual seria o problema de distribuição de renda radical?"
É simples: as pessoas trabalhariam menos, tornando a produção de riqueza cada vez menor, até estagnar a economia, chegando por fim à produção perpétua de miséria. Vou mostrar um exemplo bem simplificado, etapa por etapa, envolvendo dois indivíduos, os senhores A e B, e considerando ainda que o processo de distribuição estatal é perfeito, ou seja, que o Estado consome rigorosamente 0% do riqueza que está distribuindo (o que, óbvio, nunca é verdade).
a) O senhor A, por suas capacidades, inteligência, engenho, força física etc. é capaz de produzir, quando trabalhando ao máximo de seu esforço, $800 em riqueza anteriormente inexistente. Já o senhor B, esforçando-se também ao máximo, consegue produzir $200. A soma da riqueza gerada por ambos é $1000.
b) O Estado faz a distribuição. Os srs. A e B recebem $500 cada. O sr. B fica feliz, afinal, ganhou $300 a mais do que produziu, já o sr. A não, pois recebeu $300 a menos.
c) No mês seguinte o mesmo acontece. O sr. A decide então: "Já que eu trabalho tanto e não recebo tanto quanto deveria, vou me esforçar menos. Para que tanta dedicação, se não sou retribuído?"
d) Passa-se mais um mês. Dessa vez, o sr. A produziu apenas $600. Somado aos $200 do sr. B, isso dá $800. O Estado faz a distribuição, entregando $400 para cada um. O sr. A pensa: "Porra! Os maleditos já me pagavam pouco, e agora resolvem diminuir?!? Quer saber? A partir da agora vou produzir tanto quanto me pagam!" Quanto ao sr. B, este ainda está satisfeito, afinal, recebeu $200 a mais do que produziu, o que, embora menos do que antes, ainda é ótimo.
e) Dito e feito! Da vez seguinte o sr. A produziu $400 que, somados aos $200 do sr. B, dá $600. O Estado toma a riqueza gerada por ambos e distribui $300 para cada um. E no mês seguinte, o que acontece? E-xa-to! $300 do sr. A, mais $200 do sr. B, total de $500, portanto $250 para cada um.
f) Nessa altura, quando a decadência da coisa toda já se tornou irrefreável, o sr. B começa a se irritar também. Ele pensa: "Caralho! Eu me mato de trabalhar, o governo paga cada vez menos, e o sr. A fica lá na folga, trabalhando quase nada, e ganhando o mesmo que eu! Dane-se! Eu também vou mais é relaxar!"
g) No mês seguinte o sr. A produz $250 e o sr. B (que também diminuiu o ritmo) produz $100, total de $350. O Estado, sempre atento, distribui então os "justos" $175 de cada um.
h) Quando a situação chega a um ponto em que ninguém está produzindo mais do que $100 o Estado resolve ficar um pouco mais ativo, porque "desse jeito não dá!". Um soldado armado com um metralhadora AR-15 é designado para supervisionar o trabalho de ambos. Logo o sr. A está produzindo "otimamente" $420, o sr. B, também "otimamente" $180, e todos estão recebendo adequados $200 cada: $200 para o sr. A, $200 para o sr. B e, claro, $200 para o soldado, que, afinal, também é gente e está prestando um trabalho dos mais relevantes à integridade da indústria nacional.
Aliás, entendeu agora porque é que o "socialismo real" sempre acaba virando uma ditadura policial? É estrutural.
Meu caro Alexander! Depois vcs liberais, dizem que não ideologizam as coisas. Vc mostra a tua historinha com o viés liberal. Ou seja, as pessoas só progridem pelo egoísmo de cada um. Isso é a velha máxima do século 18 de Adam Smith e outros. Ou seja coisa mais antiga que o pensamento marxista. Claro, vcs não podem entender a questão da cooperação e só a ganância. E tem mais, a produtividade média humana,se corretamente administrada, não tem essas distorções. Um exemplo, a produtividade média brasileira vem crescendo a décadas e não decresce a concentração de renda. Por outro lado se não basta a cooperação existe também a coerção. No final a civilização é isso um balanço entre cooperação e coerção. De toda forma meu objetivo não é convence-los uma vez que sei que estão profundamente intoxicados pela ideologia liberal. Meu objetivo era mais saber se vcs liberais tinham argumentos mais modernos que aqueles do século 18. Até agora, a minha busca se revelou infrutífera.Outro objetivo é mostrar que nos comunas estamos vivos. Vamos ter que fazer uma limpeza em nosso próprio meio, mas estaremos sempre dispostos a colocar areia na máquina capitalista.
Qualquer pessoa pode, conforme queira, inventar uma "natureza humana" fictícia que considere mais agradável do que a real, e em cima desta elaborar projetos políticos que, se a natureza humana fosse mesmo do jeito que o sujeito descreve, até funcionariam quando implantados. O problema é que sonhos e ilusões não formam uma realidade por mais que milhões de pessoas concordem em compartilhar as mesmas fantasias. É por isso que na hora que cientistas sérios, como os Mises, Hayeks e Böhm-Bawerks da vida, pegam esses programas políticos e analisam as conseqüências deles à luz da natureza humana tal e qual ela realmente é, eles são capazes de descrever exatamente quais serão suas conseqüências inescapáveis.
Tanto é assim que Mises, por exemplo, publicou em 1923 (lembrando: isso foi antes de qualquer idéia socialista ter sido testada na prática, portanto ele se baseou puramente nas propostas) um livro chamado Socialism em que ele descreveu item por item quais seriam as conseqüências das políticas que os socialistas estavam propondo. Passados 70 anos, quando o muro de Berlim caiu e nós finalmente pudemos verificar o que realmente tinha acontecido por lá, os fatos batiam 100% com o que Mises havia afirmado que ocorreria. É porque os seres humanos são o que são, e não o que você gostaria que eles fossem.
Da mesma maneira, se um liberal bem versado na técnica praxeológica (o método elaborado por Mises) fizer uma análise das propostas que você está fazendo, ele vai prever exatamente o que elas provocarão. E se acontecer de você conseguir implementá-las, quando sua ditadura finalmente acabar o que se encontrará será apenas a plena realização dessas previsões, atestando a grande precisão científica da praxeologia.
Sinto dizer, mas é a isso que a coisa toda se reduz: os socialistas, estatistas, nacionalistas etc. inventando alguma moda, os liberais analisando-a cientificamente e concluindo "isso não vai dar certo, vai acontecer isso e isso", e a previsão se concretizando, para então inventarem outra moda e o ciclo se reiniciar. É uma regra invariável que, como vc bem notou, vem se repetindo desde o século XVIII, e que vai continuar se repetindo enquanto todos esses pseudo-economistas continuarem a recusar a adoção do método científico no estudo da Economia.
É como se diz: tertium non datur, não há terceira opção. Nem terceira (ou quarta, quinta, sexta...) via. Só ciência de um lado, e ficção do outro. Mas ficção com conseqüências destrutivas mais que reais.
Se socialismo e miséria são sinônimos, sempre, como explicar o caso da Suécia? Pelo próprio índice da Heritage Foundation ela está em 12o. lugar, só 2 posições atrás dos Estados Unidos, paraíso mítico do liberalismo. Está acima dos EUA no IDH. E é considerada socialista pelo maniqueísmo do MSM, que acha que social-democracia é só um socialismo mais "light". Ao mesmo tempo, acho que nem você é capaz de identificar a Suécia como miserável, não? Como explicar?
Na realidade o que há são ciclos. Há ciclos de estatismo e ciclos de liquidez , onde aí se diz, que os liberais predominam. Mas o fato é está-se chegando ao fim de todos os ciclos. Isso soa apocalítico? e é mesmo!! O petróleo acabando, a visão de mercado, do dinheiro não deixando que se olhem os reais interesses da espécie humana, que é a sua continuação. Continuação, não como sujeitos interados socialmente por mercados, divididos em classes. Mesmo abstraindo do debate liberalismoxcomunismo, poucos vêm a crise que vem se intensificando no planeta. A culpa disso? Tanto aqui, como lá fora, as pessoas estão deixando morrer a visão socialista, a única que poderia planejar, a nível universal, um futuro viável para a humanidade. Mas qual!! No fim o liberalismo, é anglo-saxão, branco e protestante( embora tenham seus lacaios entre cucarachas e outros),não considerando toda a humanidade. Por outro lado sabe-se que nações não brancas como China, India, Paquistão são potências nucleares. O que estes liberais aprontram para a humanidade!!!
Você não viu nada ainda, Juliano. Para os seguidores de Olavo, não só a América Latina como o mundo todo atual (talvez com a exceção de uma parte dos Estados Unidos e de Israel) é socialista, e envolvido numa grande conspiração totalitária mundial. A ONU, as ONGs, a imprensa e a intelectualidade do mundo inteiro são participantes ativos desta conspiração gramsciana também. É o mundo segundo Olavo...
O governo Espanhol, fez recortes na Educaçao, já que o país está literalmente quebrado. A grande maioria dos estudantes , secundários e Universitários sao de esquerda e estao querendo retomar o poder , como era de se esperar , custe o que custar. Há alguns dias a polícia reprimiu energicamente uma Manifestaçao , que foi Organizada pela extrema esquerda . Acontece que como sempre nestas situaçoes, alguns idiotas menores de idade , se meteram na tal marcha e acabaram voltando prá casa com a cara quebrada . Os jornalistas de La Gaceta - Intereconomia, foram agredidos, por novamente filmarem os organizadores dos protestos. Nao sao menos , tao pouco pacificos .