TERRA - O ex-vice presidente Al Gore - que nas últimas três décadas tentou advertir a humanidade da destruição vindoura do planeta apenas para ser zombado e ridicularizado pelas mesmas pessoas que tentou salvar - enviou seu único filho ao espaço na vaga esperança de que a criança alcançaria a segurança de outro mundo ...
O pior é colocar o Super-Homem no meio dessa ideologia esquerdista imbecil... apesar de Cavaleiro das Trevas (que não faz parte da cronologia...), a mitologia do kryptoniano nunca foi apologia de revolucionário, muito pelo contrário: bom mocismo, valores familiares, american way of life, valor e valores, uso responsável do poder, etc...
Que raiva!
Tomara que o filho dele caia num planeta de sol vermelho e não tenha nenhum poder... e, se tiver, que o planeta seja cheio de terranita....risos...
"Nos momentos finais antes da destruição da Terra, Gore expressou a esperança de que seu filho cresceria e um dia levaria adiante a missão de lutar pela verdade, pela justiça, e pelo modo Americano nos recônditos do universo, usando os superpoderes dados pela Terra para se tornar um defensor dos oprimidos e um redutor das emissões de carbono por toda a galáxia."
Bem, originalmente, o Super-Homem era chamado "O Homem do Amanhã", um lema socialista e Krypton era pintado como um paraíso socialista embora isso não fosse dito. Porém os poderes do Super-Homem eram explicados como os que todos os seres humanos um dia teriam quando evoluíssem até o nível de Krypton se tornando assim novos homens.
Sem contar é claro que o próprio termo Super-Homem é de Nietzsche, embora os criadores não admitam.
Na Wikipedia vemos ainda:
By 1934, the pair had once more re-envisioned the character. He became more of a hero in the mythic tradition, inspired by such characters as Samson and Hercules,[11] who would right the wrongs of Siegel and Shuster's times, fighting for social justice and against tyranny.
(...) The left-leaning perspective of creators Shuster and Siegel is reflected in early storylines. Superman took on the role of social activist, fighting crooked businessmen and politicians and demolishing run-down tenements.[26] This is seen by comics scholar Roger Sabin as a reflection of "the liberal idealism of Franklin Roosevelt's New Deal", with Shuster and Siegel initially portraying Superman as champion to a variety of social causes.[27] In later Superman radio programs the character continued to take on such issues, tackling a version of the KKK in a 1946 broadcast.[28][29]
Discordo. Primeiro, wikipedia não é exatamente uma fonte confiável. Segundo, porque basta ter uma noção da cronologia do personagem para se saber que ele é tudo, menos socialista.
Krypton: há duas versões básicas. Era de Ouro e Byrne. A de Ouro era apenas um planeta absolutamente evoluido cientificamente, sem qualquer paródia social. A nova versão era um lugar frio (cheio de edifícios de gelo) onde as pessoas sequer tinham contato físico (os filhos eram feitos em matrizes gestacionais), e um dos motivos pelos quais Jor-El manda seu filho à Terra é para que ele possa se opor à transformaçao da Terra num lugar assim. Na verdade, uma anti-engenharia social.
Quando o Super foi criado, basta ler, acha-se na net as histórias, eram de uma ingenuidade extrema. É muita forçação de barra imaginar que os poderes dele seriam uma metáfora de algo.. inclusive, há uma nota de rodapé na primeira edição (action comics no. 1) em que o editor explica que os poderes dele se devem à sua fisiologia alien (e compara com uma formiga, que tem "super força" etc). O conceito hoje mudou um pouco, sem se afastar da questão fisiológica.
Gente, o cara é chamado de Homem do Amanhã, sim, mas também é chamado de Escoteiro, Azulão e tido como o protótipo do bom moço: cristão, honesto, honrado. Sem falar na pá de histórias anti-comunistas que ele protagonizou.
o Super-Homem, originalmente, era ingênuo sim, mas de "esquerdismo" ingênuo. O próprio símbolo era originalmente uma estilização de um distintivo policial da época e o Super-Homem o protótipo de um "vigilante universal", semente do mal essa que é explorada até hoje em diversas histórias, não coincidentemente, da melhor forma já feita na mini-série "A Foice e o Martelo".
A própria Era de Ouro não é homogênea. O que houve foi uma adaptação ao mercado além do que o personagem passou pela era de combate ao comunismo nos EUA e portanto era incoerente manter as "escorregadas" de esquerda dele. As descrições de Krypton pré II Guerra e pré Guerra Fria apontavam a utopia esquerdista, embora não de forma profunda pois a mídia HQ não ousava ir tão fundo assim na época em questões dessa ordem.
Não é que os poderes deles simbolizassem alguma coisa. Mas o todo da coisa, a idéia de que a evolução biológica e da ciência (biológica no nazismo e social no socialismo) poderiam gerar um 'novo homem' ou um 'homem do amanhã', de qualquer forma física e moralmente superior, e que por ele ser assim ele tem o direito de impor sua própria justiça é integrante da mentalidade revolucionária.
Como eu disse, o personagem, porém, acabou sendo absorvido pelo ethos americano e ainda na Era de Ouro se tornou francamente identificado com a direita. É verdade também que mesmo em sua época "esquerdinha" ele nunca foi um Oliver Queen. Mas não deixa de ser irônico notar que o personagem evolui como muitos na vida real evoluem, passando por um breve affair com a esquerda e se tornando finalmente conservador.
Outro exemplo interessante é a própria Mulher-Maravilha, toda ela planejada detalhadamente para ser um ícone do feminismo de esquerda (embora me pareça que a blasfêmia dela ter sido criado do barro seja inovação pós-crise).
Já o Batman, desde o ínicio, nunca combateu "em nome da justiça", assim abstrato como o Super-Homem. Sempre combateu crimes objetivos, investigando antes de intervir. E por isso mesmo em mãos anarquistas como Miller o personagem só parece anárquico porque combatendo um Estado revolucionário, mas em nome de valores conservadores.