RIO - A novidade agora entre os traficantes dos morros e favelas do Rio é uma metralhadora calibre .30 (7,92 x 57mm), modelo Lehky Kulomet ZB, fabricada na antiga República da Tchecoslováquia, com capacidade de tiro capaz de derrubar até um helicóptero. Arma de guerra de uso restrito de militares, a metralhadora foi fabricada para ser um importante apoio de infantaria e impedir o avanço de tropas inimigas. Mas o que as investigações das autoridades policiais do Rio e de Brasília revelam é que a arma passou a ser desviada dos quartéis do Exército boliviano, seguindo para o Paraguai e, de lá, para morros cariocas, depois de atravessar a fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná, como mostra reportagem do jornal "O Globo" publicada nesta segunda-feira..
Somente nos primeiros sete meses deste ano, nove metralhadoras .30 foram recolhidas com traficantes do Rio, revelou uma estatística da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), da Polícia Civil. Duas estavam com traficantes do Complexo do Alemão, na Penha; duas no Morro do Dendê, na Ilha do Governador; e o restante reforçava o arsenal do tráfico dos morros da Mineira (Estácio), Dona Marta (Botafogo), Manguinhos e São João (Engenho Novo). No ano passado, outras dez metralhadoras iguais foram recolhidas pela polícia das mãos dos traficantes - duas delas no Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, que vive uma guerra entre duas quadrilhas rivais. Todas tinham gravado na coronha o brasão do Exército boliviano.
O assunto é tão grave que tem sido discutido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pelo Setor de Inteligência do Comando do Exército e pela Divisão de Combate ao Crime Organizado (Dcor), a unidade central de repressão ao crime da Polícia Federal, em Brasília. Em sucessivas trocas de informações reservadas, investigadores das três agências têm buscado respostas para os desvios com a Subsecretaria de Inteligência (SSI) da Secretaria de Segurança fluminense e com a Drae, os maiores interessados em reprimir a chegada das armas ao Rio.
Somente nos primeiros sete meses deste ano, nove metralhadoras .30 foram recolhidas com traficantes do Rio, revelou uma estatística da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), da Polícia Civil. Duas estavam com traficantes do Complexo do Alemão, na Penha; duas no Morro do Dendê, na Ilha do Governador; e o restante reforçava o arsenal do tráfico dos morros da Mineira (Estácio), Dona Marta (Botafogo), Manguinhos e São João (Engenho Novo). No ano passado, outras dez metralhadoras iguais foram recolhidas pela polícia das mãos dos traficantes - duas delas no Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, que vive uma guerra entre duas quadrilhas rivais. Todas tinham gravado na coronha o brasão do Exército boliviano.
O assunto é tão grave que tem sido discutido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pelo Setor de Inteligência do Comando do Exército e pela Divisão de Combate ao Crime Organizado (Dcor), a unidade central de repressão ao crime da Polícia Federal, em Brasília. Em sucessivas trocas de informações reservadas, investigadores das três agências têm buscado respostas para os desvios com a Subsecretaria de Inteligência (SSI) da Secretaria de Segurança fluminense e com a Drae, os maiores interessados em reprimir a chegada das armas ao Rio.