Eventualmente vejo alguém usando esta expressão, mas confesso que ela me soa um tanto abstrata. A princípio vejo como uma referência ao cânone ideológico petista, mas mesmo assim, é de difícil definição.
Qual seria a definição mais correta de "petismo"?
Seria alguma forma específica de social-democratismo? Seria um modelo de gestão que vise agradar as massas para a perpertua-se no poder? Seria um tipo específico de militância trotskista?
o petismo de classe média não é necessariamente marxista; é um trabalhismo-sindicalismo, basicamente uma ideologia para defender os interesses de sua classe/categoria (funcionários públicos).
o petismo dos intelectuais é marxismo gramscista.
e dentre os marxistas há as inúmeras tendências e correntes.
O petismo é movido por motivações econômicas pelas pessoas que não amam.
Já o anti-petismo é o que o Caetano percebeu em Curitiba, em 2000. E que o levou a adaptar essa musica para nós: Quando a gente ama é claro que a gente cuida. Curitiba é sonho, Curitiba é vida....
Só não entendi porque os petistas odiaram tanto (???)
"Nego aqui finge que não sabe o que sabe e sabe o que não sabe"...
Olavo de Carvalho:
“Não vamos confundir calma e tranqüilidade com honestidade. Só interessa uma coisa aqui: tem de ser honesto. Ou seja, não fingir que sabe o que não sabe nem que não sabe o que sabe: isto é a definição de honestidade intelectual’.
Minha resposta: No nordeste a gente só se faz de leso quando possui algum interesse oculto,como todo mundo aqui já foi vacinado contra o veneno retórico e anti-filosófico deste tipo de argumento, não são necessários maiores desenvolvimentos dialéticos, comentários ou explicações.
Para restituir a ontologia do ser e dar um tratamento fenomenológico ao problema, passando pela investigaçao lógica hursserliana e quebrar a forte tendência do pragmatismo empírico que julgou ser capaz de substituir a metafísica, só interrogações filosóficas verdadeiras e baseadas em métodos rigorosos de quem paga o preço de suas verdades.
Esta é a diferença entre perguntar como um filósofo e perguntar como um retórico.
Aliás, perguntar como um filósofo e perguntar como qualquer outro ser.
Afinal, Quid est conceptus???, Quid est veritas??? Quid est essentia??? Quid est pragma ou ousía??? Quid est signum??? são perguntas filosóficas...
Já perguntas como: Que horas são??? não é propriamente filosofia...
O Álvaro gastou uma centelha de caracteres e espaço de dois posts para dizer que acha que não vale a pena responder a pergunta do tópico, pq acredita que estou tentando conduzir a questão através de alguma retórica...
Aparentemente as pessoas sempre ficam com a pulga atrás da orelha quando lanço este tipo de questão.
As respostas aqui postadas foram todas previsíveis, como não podia deixar de ser.
O motivo da questão sobre o petismo é o fato de muitas pessoas, sobretudo jornalistas, criarem neologismos para definir determinado tipo de paradigma. O problema com os neologismos é que eles não costumam ter uma abrangência semântica determinada, dando espaço a uma série de interpretações.
A conclusão é de que petismo no fim das contas pode ser qualquer coisa ligada ao PT, varia apenas conforme o gosto do freguês.
Conheci o velho Leonel pessoalmente - e considero impossível não simpatizar com ele.
Eu conseguia discordar de 90% das suas idéias, e mesmo assim gostava muito dele.
Era a integridade, penso. E o interesse e a preocupação com as crianças, que era sinceríssimo.
Saudades do "velho caudilho"...
o problema do Brizola era só que ele era totalitário, claro que bem diferente de um totalitário nazista ou marxista, mas um totalitário, acreditava no estado...
Quanto aos que não entendem bulhufas do que eu escrevo, não posso deixar de sugerir uma certa dose de estudo prático, com o objetivo de se criar intimidade com os temas gerais da vida intelecual.
Afinal, falar em fenomenologia, investigação lógica hursserliana, ontologia heideggeriana, como forma de distinguir entre a interrogação filosófica e a interrogação meramente retórica numa comunidade que pretende discutir a obra de um filósofo, (Olavo de Carvalho, conheçem???)deveria ser (ao meu ver) a linguagem coloquial e quotidiana, assim como a éphoche fenomenológica se dirige à essência de um ser pela suspensão da dúvida e comunhão poética de seu sentido, eu prego a liguagem como forma de desvelamento do mundo e dos sentidos primeiros e fundamentais da realidade.
Eu acho o meu estilo claro até demais para quem tem o mínimo de leitura filosófica, sociológica, mística,literária, ou mesmo um simples interesse nestas questões.
Ás vezes, o problema cultural é do interlocutor.
Não se pode ler filosofia como quem ler Mônica, Cascão, Cebolinha, Chico Bento...
Fazendo-lhe uma elegante provocação intelectual...
Não é que o PT seja mais um “Tipo Ideal” do que um conceito, já que o Tipo Ideal é um conceito.
E como conceito, o Tipo Ideal refere-se ao mesmo tratamento epistemológico dado aos demais conceitos: Formação de unidades significativas e de imagens, e delimitação racional e finita das possibilidades cognoscíveis do mundo fenomênico.
O que faz do Tipo Ideal um conceito diferente da visão clássica da filosofia e retomada pela escola fenomenológica aberta por Edmund Hursserl, é que, enquanto estas tomam os conceitos como essências, como a verdadeira realidade em si, conforme a preocupação de Sócrates em distinguir na realidade um conflito entre a essência e a aparência, e da necessidade de uma dialética que parta do sensível e caminhe em direção ao intelectivo, (perspectiva esta criticada por Nietzsche e no século XX por Foucault, por exemplo), o Tipo Ideal é um conceito puro neokantiano que pode ser tratado como um signo ou conceito mediador (Rickert) entre a realidade infinita e a interpretação.
Daí que as unidades significativas que compõe o Tipo Ideal como Conceito Puro Kantiano (e não conceito empírico) dizem respeito sempre à evidência interna que é encontrada por intermédio de imputações causais por parte do investigador, evidência interna esta compreendida como racionalidade – verdadeira chave analítica e hermenêutica da realidade na perspectiva de Hegel em considerar o ser finito como dotado de identificação entre o real e o racional, e o conceito que parte de uma negatividade dialética.
Desta evidência ou valor-relevância constrói-se por meio do Tipo Ideal as conexões de sentido, as causalidades significativas, as causalidades explicativas, as adequações de sentido e, é claro, encontram-se as motivações existentes no mundo empírico o que concede à metodologia o “dom” da previsibilidade.
Mas, veja bem... é justamente por isso que o Tipo Ideal é um instrumento eurístico, é metodológico em si, não diz respeito a nenhum tipo de ontologia.
A maioria dos sociólogos e historiadores que interpretam os fluxos dinâmicos da sociedade brasileira esquecem esta posição quanto ao método e querem fazer sínteses múltiplas dos vários estágios da realidade, como se buscassem uma realidade última que os fundamente.
Por isso, não posso considerar o fenômeno do PT como uma síntese ou resultado da dialética histórica brasileira, este é um processo enraizado num tipo de política tradicional, populista, familiar, personalista, corrupta, alimentada por uma ideologia de esquerda fracassada no mundo todo, e que não devem se conciliar com os valores da nossa modernidade social.
No demais, para mim o fenômeno do Petismo explica pouco perto de outro fenômeno maior: O Lulismo.
Deveríamos perguntar, então: Que é o Lulismo???
Estamos, aliás, vivenciando a morte do Petismo e o triunfo do Lulismo. Cito questões de método aqui para não cairmos em nenhum tipo de equívoco. Da nossa herança politiqueira tradicional.
Tanto Faoro quanto Sérgio Buarque e Holanda construíram Tipos Ideais para interpretar o processo histórico brasileiro, creio que o segundo soube pensar melhor os dinamismos característicos e necessários existentes no nosso mundo social.
Na verdade, como demonstra Raymundo Faoro ou o próprio Sérgio Buarque de Holanda, este equívoco é de fato secular - ora é uma característica do estamento brasileiro, na esteira do Estado Português Patrimonialista e centralizador; - ora é o resultado de toda uma cultura e civilização má adaptada à nossa terra e que utilizou os personalismos e interesses próprios para construir as nossas instituições políticas.
Assim penso que deve ser usado o Tipo Ideal para explicar esse fenômeno dialético-processual, (mas sem síntese última e muito menos ontológica), e, no demais, considero ainda o Tipo Ideal como uma forma de consciência (já que todo tipo ideal é tipo ideal de alguma coisa), ou seja, ele tende à realidade de forma muito semelhante ao grau de intencionalidade fenomenológica.
Obs. Eu quis fazer aqui uma investigação metafísica sobre as origens do processo histórico brasileiro que levaram o PT ao poder, mas o tópico não foi respondido.
Por isso, nem começei o raciocínio, só lancei as bases retóricas dele.
O que para mim é muito rasteiro para uma investigação.
O conceito de Metafísica que formei partia dos Sefirots Cabalísticos da Árvore da Vida, da Numerologia Pitagórica e da Decadialética de Mário Ferreira dos Santos.
Foi outro tópico que não funcionou e que servia como fundamento metodológico àquele.
Vejam o tópico: MÁRIO FERREIRA DOS SANTOS E A ÁRVORE DA VIDA.
Você conhece as histórias do Mingau e os Gnomos que esconderam o chinelo da Magali??? conhece aquela da "caixinha de areia"??? simplesmente impagável, conhece a que o Mingau fala porque tomou por engano uma invenção do Franjinha??? pois é, eu tô atrás dessa daí.
Na verdade, muitos sociólogos enxergam as práticas ideológicas da reprodução capitalista nas relações entre o Tio Patinhas e o Donald e seus sobrinhos.
Conheço às críticas marxistas à Turma da Mônica, é quer saber??? a ideologia burguesa para mim, neste caso,é a única ignorância abençoada que já surgiu neste mundo.
Olha só a "faceirisse" do Álvaro, desviando o tema do tópico como se quisesse "dar o troco" em mim...
Perde seu tempo, Álvaro, já falei o que queria falar, agora sou indiferente ao andamento do tópico... fique à vontade para continuar com sua empreitada...
O Gerson acha que tudo que acontece na comunidade se deve a ele ou o possui como centro.
Eita sujeitinho morbidamente vaidoso.
E com o ato falho de confirmar sem querer a minha distinção fenomenológica entre a natureza e existência do objeto e a forma de interrogá-lo provou, como eu havia dito, que sua interrogação era meramente retórica.
Pois todos nós somos muito previsíveis para ele, é claro, ele é o livre-pensador do orkut e nós, coitados, temos nossas mentes presas a dogmatismos.
Sílvio aparece aí, não se ausente durante muito tempo desta comunidade não... vamos continuar o debate...
Se um tópico é criado para demostrações lógicas apodicticas de seus sofismas e refutação dialética dos mesmos, você deveria entrar nesta comunidade com humildade.
Eu sei que você já mentiu e disse que não houve demostração lógica ali.
Mas todo mundo sabe que a mentira está com você, que, inclusive, tentou me responder, mas depois de ter inventado algo como um tipo de silogismo de "validade global" (sic) percebeu que não seria capaz de prosseguir na discussão.
No demais, este tópico aqui nada tem a ver com aquele outro: estamos diante de mais uma falácia da composição tipicamente gersoniana.
Um projeto aprovado pela Câmara dos Deputados e encaminhado para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva proíbe o uso, em documentos oficiais, de palavras masculinas para designações coletivas que incluam a mulher. Caso a lei seja sancionada, o termo "brasileiros" usado para designar o conjunto da população terá de ser substituído por "brasileiros e brasileiras" e a palavra "homem" não poderá mais se usada quando abranger pessoas do sexo masculino e feminino.