Revisão da anistia, sim!, por Christopher Goulart*
Leio nos jornais a notícia de que os militares cobram posição do nosso presidente com o intuito de que este se manifeste contrariamente ao posicionamento do ministro de Justiça, Sr. Tarso Genro, e do Sr. Paulo Vannuchi, ministro de Direitos Humanos, causando-me perplexidade a hipótese de colocar panos quentes na história do Brasil.
Tal opção significaria ofuscar o brilhantismo e valentia cívica daqueles exemplos de cidadãos que lutaram a favor da democracia, da liberdade de expressão, dos direitos humanos, da emancipação de nossa pátria amparada em reformas de base, contrariando-se ao aparelhamento de grandes potências que subvertem nossa ordem interna. Pois, pasmem as novas gerações, houve uma época em nosso país na qual divergir do sistema significaria exílio, morte ou tortura. Muitos de nossos pais sofreram com perseguições brutais, danos irreparáveis que persistem até a presente data, mesmo passados 44 anos do golpe militar. E o que nos cobram algumas autoridades e representantes das Forças Armadas? Que todas as maiores atrocidades contra a democracia e os direitos humanos sejam esquecidas.
Será mesmo que serei obrigado a esquecer que meu avô foi assassinado aos 57 anos de idade, vítima da operação realizada na Argentina e denominada Escorpião, elaborada conjuntamente entre vários países? Ou então, devo olvidar subitamente que não tive a oportunidade de nascer no Brasil, e que minha mãe é uruguaia, pois meu avô João Goulart foi deposto inconstitucionalmente da Presidência e exilado no Uruguai por pretender reformas há 45 anos atrás que até hoje não foram feitas em nosso país? Assim como eu, inúmeros cidadãos brasileiros sofreram e sofrem na pele até hoje as conseqüências do golpe de 64.
Leio nos jornais a notícia de que os militares cobram posição do nosso presidente com o intuito de que este se manifeste contrariamente ao posicionamento do ministro de Justiça, Sr. Tarso Genro, e do Sr. Paulo Vannuchi, ministro de Direitos Humanos, causando-me perplexidade a hipótese de colocar panos quentes na história do Brasil.
Tal opção significaria ofuscar o brilhantismo e valentia cívica daqueles exemplos de cidadãos que lutaram a favor da democracia, da liberdade de expressão, dos direitos humanos, da emancipação de nossa pátria amparada em reformas de base, contrariando-se ao aparelhamento de grandes potências que subvertem nossa ordem interna. Pois, pasmem as novas gerações, houve uma época em nosso país na qual divergir do sistema significaria exílio, morte ou tortura. Muitos de nossos pais sofreram com perseguições brutais, danos irreparáveis que persistem até a presente data, mesmo passados 44 anos do golpe militar. E o que nos cobram algumas autoridades e representantes das Forças Armadas? Que todas as maiores atrocidades contra a democracia e os direitos humanos sejam esquecidas.
Será mesmo que serei obrigado a esquecer que meu avô foi assassinado aos 57 anos de idade, vítima da operação realizada na Argentina e denominada Escorpião, elaborada conjuntamente entre vários países? Ou então, devo olvidar subitamente que não tive a oportunidade de nascer no Brasil, e que minha mãe é uruguaia, pois meu avô João Goulart foi deposto inconstitucionalmente da Presidência e exilado no Uruguai por pretender reformas há 45 anos atrás que até hoje não foram feitas em nosso país? Assim como eu, inúmeros cidadãos brasileiros sofreram e sofrem na pele até hoje as conseqüências do golpe de 64.