Coluna 11/05/2006
De São Paulo - ivesgandra,volta e meia em,gandramartins.adv.br
A esquerda no poder.
As ideologias conformam a maneira de pensar dos que a elas aderem. Seus militantes são, quase sempre, fanáticos seguidores dos pseudovalores nelas contidos. Comumente, a ideologia é a negação da 'verdade real', pela adoção de uma 'verdade ideal', cujo ponto de chegada exigiria algo diferente do que a natureza humana é capaz de produzir.
Por esta razão, as ideologias são de fácil defesa e de impossível implementação , porque dependem, exclusivamente, do 'homem ideal' e, como dizia, Montesquieu, o homem não é confiável no poder.
Desta convicção do mestre francês é que surgiu a mais bem concebida teoria da partição de poderes desde a Antiguidade clássica.
Atenas já conhecera tal forma de partilha. O mestre francês, todavia, a partir das lições de Locke, concebeu, tendo em vista a fragilidade de seus detentores, uma teoria que permitia ao 'poder controlar o poder'.
Lord Acton, notável por sua variada experiência investigatória e reflexiva, com mais realismo declarou que 'o poder corrompe sempre e o poder absoluto corrompe absolutamente'.
Isto porque quem deseja o poder deseja, mais do que servir ao povo, servir-se a si mesmo. Luta, desesperadamente, para mantê-lo e apenas se houver sobras orçamentárias é que passa a servir à sociedade, por 'efeito colateral'.
Das diversas ideologias, de longe as múltiplas facetas da esquerda exteriorizam uma utopia admirável e uma realidade degradante. Aqueles que as têm defendido, em todos os espaços geográficos e períodos históricos, tendem a regimes de exceção, à confusão do dinheiro público com o privado, a perseguir os que pensam diferentemente, inclusive com eliminação dos adversários, e a não promover o verdadeiro bem social (patrocinam um medíocre assistencialismo), mas o bem para si mesmos.
De São Paulo - ivesgandra,volta e meia em,gandramartins.adv.br
A esquerda no poder.
As ideologias conformam a maneira de pensar dos que a elas aderem. Seus militantes são, quase sempre, fanáticos seguidores dos pseudovalores nelas contidos. Comumente, a ideologia é a negação da 'verdade real', pela adoção de uma 'verdade ideal', cujo ponto de chegada exigiria algo diferente do que a natureza humana é capaz de produzir.
Por esta razão, as ideologias são de fácil defesa e de impossível implementação , porque dependem, exclusivamente, do 'homem ideal' e, como dizia, Montesquieu, o homem não é confiável no poder.
Desta convicção do mestre francês é que surgiu a mais bem concebida teoria da partição de poderes desde a Antiguidade clássica.
Atenas já conhecera tal forma de partilha. O mestre francês, todavia, a partir das lições de Locke, concebeu, tendo em vista a fragilidade de seus detentores, uma teoria que permitia ao 'poder controlar o poder'.
Lord Acton, notável por sua variada experiência investigatória e reflexiva, com mais realismo declarou que 'o poder corrompe sempre e o poder absoluto corrompe absolutamente'.
Isto porque quem deseja o poder deseja, mais do que servir ao povo, servir-se a si mesmo. Luta, desesperadamente, para mantê-lo e apenas se houver sobras orçamentárias é que passa a servir à sociedade, por 'efeito colateral'.
Das diversas ideologias, de longe as múltiplas facetas da esquerda exteriorizam uma utopia admirável e uma realidade degradante. Aqueles que as têm defendido, em todos os espaços geográficos e períodos históricos, tendem a regimes de exceção, à confusão do dinheiro público com o privado, a perseguir os que pensam diferentemente, inclusive com eliminação dos adversários, e a não promover o verdadeiro bem social (patrocinam um medíocre assistencialismo), mas o bem para si mesmos.