Uma monarquia pode ser ABSOLUTISTA ou PARLAMENTARISTA.
Um excelente exemplo é o dos Países Baixos (errôneamente conhecido como Holanda):
lá adota-se a Monarquia Parlamentarista e é um dos países mais democráticos e liberais do mundo.
Lá, a monarca (da família Oranje) tem atividades que não são apenas decorativas como ocorre na Inglaterra.
Monarquia e Democracia [bñão são conceitos antagônicos, muito pelo contrário. A Democracia dentro de uma Monarquia é muito mais sólida do que a Democracia nas Repúblicas.
O contrário de Democracia é Tirania, e não Monarquia.
Quem disse que monarquia é apenas "botar um cara pra governar"? Numa monarquia pode haver descentralização e estruturas democráticas, porém com voto indireto e uma elite tradicional mediadora, um Poder Moderador. Isso impediria os votos comprados, a demagogia e a decadência que são presentes em toda democracia direta à francesa, protegendo a nação da imbecilidade das massas. É claro que a qualidade dessa elite poderia ser discutida, mas isto é outro problema.
Desnecessário procurar. Basta colocar os Orleáns e Bragança de volta lá.
Eles podem ser facilmente sustentados por uns 4% do PIB em impostos sem terem de fazer nada em troca.
É muito melhor ter uma família real ocupada exclusivamente em fazer esbórnia do que ter um presidente e todo um corpo legislativo querendo regular a economia, controlar nossas vidas e salvar o mundo.
A Monarquia é superior porque todo poder vem do alto. A legitimidade do governo repousa em Deus. "Soberania popular" é coisa de revolucionário iluminista e rousseauniano.
É muito melhor ter uma família real ocupada exclusivamente em fazer esbórnia do que ter um presidente e todo um corpo legislativo querendo regular a economia, controlar nossas vidas e salvar o mundo.
Eu acho a monarquia viavel por inumeros motivos. Mas, se fosse somente esse que o Ron Paul citou, já seria o suficiente para que ela fosse IMENSAMENTE superior a qualquer democracia republicana moderna.
Mas ainda me permanece a dúvida: entronam-se os monarcas e se convence como aos súditos em relação à legitimidade deles?
Do mesmo modo que convenceram os suditos que de que o rei não mandava mais em nada e que quem governava agora era um marechal auto-declarado "presidente".
Alias, estudando o fim da monarquia se chega a conclusão que se fizessem exatamente o mesmo com o Lula amanhã, a maioria das pessoas não iria reclamar.
Imaginem: Sabadão de manhã. Vc estiva tomando café preto para curar a ressaca do happy hour de sexta com a tv da cozinha ligada. De repente, o jingle do "Plantão da Globo", e a Fatima Bernades aparece falando em tom solene: "tropas do Exército amotinadas cercaram o Palacio do Planalto esta manhã. Há rumores de que o o presidente Lula conseguiu fugir e que ele esta na Venezuela. Maiores informações em instantes."
Vc acha que a maioria das pessoas iria para a rua reclamar?? Nem o MST, nem ninguém iria fazer nada, pq eles não podem nada contra o Exército. A única coisa é que depois disso viria a guerrilha comunista, bombas, assaltos, pressão internacional, all again....
Obrigado, amiga. Se insisto em divulgar minhas duas comunidades, Estudos Católicos Monárquicos e Monarquia Brasil, é porque não temos mais nenhuma forma de regeneração moral. O problema do Brasil é moral. Enquanto todos nós não atentarmos
para isso, e fizermos algo, continuaremos descendo a escada rumo ao inferno!
Eu já li o livro do Hoppe Democracy - The God That Failed. A princípio me entusiasmei com ele e com o anarco-capitalismo, mas depois, pensando melhor, vi que era uma doutrina falsa, limitada, revolucionária. Hoppe não é um desconhecido para mim.
Hoppe aparentemente usa o conceito aristotélico de democracia (demagogia, governo de massas) para entender a política contemporânea, nomeadamente a ocidental. Ocorre que, para isso, ele tem de ignorar o Estado de Direito, os Direitos e garantias dos cidadãos, etc. Ele entende que a democracia actual pode tudo, como se os Estados democráticos não tivessem também limites legais.
É porque você disse que não havia democracia na época do Czar, como se considerasse a democracia boa e fosse contra o Czar. Então achei que se você estivesse naquela época e local, apoiaria Lenin para derrubar a monarquia russa.
De fato, não havia democracia na época do Czar. Agora o fato de eu preferir a democracia à autocracia czarista não me faz ter nenuma simpatia pelo comunismo.
E é a democracia que vai levar uma nulidade como Obama a comandar a maior potência do globo.
A eleição de Obama não é nem um pouco certa, e está cada vez mais difícil. E o regime democrático que pode elegê-lo é o mesmo que elegeu Reagan nos anos 80.
ASLAKSEN - O homem evidentemente bebeu demais. Continue, doutor, mas procure ser mais moderado na sua exposição...
DR. STOCKMANN - Muito bem, caros concidadãos. Nada mais direi sobre nossos governantes. Não pretendo criticá-los mais, dizer-lhes mais e mais verdades, não, não mesmo! Quem julgar que estou aqui para desabafar meu inconformismo contra estes senhores está enganado.
Estou certo de que todos estes reacionários, todos esses velhos destroços de um mundo que está desaparecendo terão o seu fim natural, cedo ou tarde. (...) Não é tampouco essa gente que constitui o perigo mais iminente para a sociedade. Não, não são eles (...) Nem são eles os mais perigosos inimigos da verdade e da liberdade!
GRITOS POR TODOS OS LADOS – Quem são? Quem são? Diga!
DR. STOCKMANN – Sim, podem ficar descansados, eu direi! Foi esta justamente a grande descoberta que fiz ontem ( Alteando a voz ) O inimigo mais perigoso da verdade e da liberdade, entre nós, é a enorme e silenciosa maioria dos meus concidadãos. Esta massa amorfa, é ela! Sim, agora já o sabem.
( Grande alvoroço. A maioria dos assistentes grita, sapateia, assobia. Ruído formidável na sala. Alguns mais velhos parecem aprovar com olhares divertidos [...] Aslaksen faz soar a campanhia e pede silêncio[...] )
ASLAKSEN – O presidente exige que o orador retire as expressões impróprias e ditas impensadamente!
DR. STOCKMANN – De modo algum, Sr. Aslaksen. Não é a grande maioria da nossa população que me priva da liberdade e me impede de dizer a verdade?
HOVSTAD – A maioria sempre tem razão!
BILLING – A MAIORIA SEMPRE TEM RAZÃO!
DR. STOCKMANN – NÃO! A MAIORIA NUNCA TEM RAZÃO! Esta é a maior mentira social que já se disse!
Todo o cidadão livre deve protestar contra ela. Quem se constitui na maioria dos habitantes de um país? As pessoas inteligentes ou os imbecis? Estamos todos de acordo, penso eu, em afirmar que, em se considerando o globo terrestre como um todo, os imbecis formam uma maioria esmagadora. Este é um motivo suficiente para que os imbecis mandem nos demais . ( Gritos, berros, protestos ).
Sim, vocês podem gritar mais alto do que eu, mas não podem me responder. A maioria tem o poder, infelizmente! Mas não tem razão! A razão está comigo e do lado de alguns indivíduos isolados. O direito está sempre com as minorias. ( Tumulto total )
HOVSTAD – Desde quando o sr. se converteu em aristocrata, Dr. Stockmann?
DR. STOCKMANN – Repito, não me convém perder tempo com esta pobre manada de fôlego curto, que nada tem a ver com o grande movimento da vida.
Para eles não é possível o sonho, nem o progresso. Penso no pequeno grupo de indivíduos que estão sempre na linha de frente (...) Vou dedicar toda a minha energia e a minha vida a contestar a pseudoverdade de que a voz do povo é a voz da razão !
Que sentido têm as verdades proclamadas pela massa, massa esta que é manobrada pelos jornais e pelos poderosos? São velhas e caducas (...) Proponho-me a fazer uma revolução contra a mentira que diz que “a maioria tem o monopólio da verdade” (...)
VOZES IRRITADAS – Nós somos o povo! Então só os nobres têm o direito de governar?
UM OPERÁRIO – Vamos pôr no olho da rua este sujeito que diz estes absurdos contra o povo!
HOVSTAD – Não tenho pretensões a nenhuma distinção social. Descendo de uma simples família de camponeses e me orgulho de ter minhas raízes nesse povo que o sr. insulta violentamente!
UM GRUPO DE OPERÁRIOS – Viva Hovstad! Hurra! Hurra!
DR. STOCKMANN – Para se encontrar a plebe de que falo não devemos procurar somente nas classes mais baixas. Ela está por todo lado, também e principalmente em torno de nós, e ali nas classes privilegiadas, ricas. (...). Vejam o vosso prefeito, meu próprio irmão, Peter: é rico, ar próspero.. mas lhes asseguro: é tão plebeu quanto o mais plebeu dos plebeus. (...) Aqueles que obedecem e pensam somente pelas cabeças dos outros sempre serão plebeus morais!
Aristóteles divide as formas de organização política entre suas forma ideais e suas formas corrompidas. Salvo engano meu: 1) monarquia - tirania; 2) aristocracia - oligarquia; 3) democracial - populismo. Aristóteles afirma que o melhor tipo ideal é a monarquia, mas que a vantagem da democracia é que a sua forma corrompida é a menos nociva. Assim, ser a favor da democracia é uma estratégia max-min.
Os mais ferrenhos defensores da democracia que conheço são funcionários públicos. Nessa classe, não só não tem nenhum contra, como também eles ficam revoltadíssimos quando você fala mal da democracia.
Já entre os verdadeiros trabalhadores (aqueles do setor privado), o entusiasmo para com a democracia vai diminuindo ano após ano. Por quê?
Palpite: eles começaram a perceber quem está pagando a conta.
Farra federal - Até técnicos do governo vêem exagero em reajustes de servidores
Até mesmo técnicos do Palácio do Planalto avaliam que o governo exagerou na dose ao conceder reajustes salariais tão generosos quanto os embutidos nas últimas medidas provisórias.
Um interlocutor da Casa Civil classifica como contradição inexplicável, referindo-se ao fato de o Ministério do Planejamento ter proposto lei em 2007 limitando o aumento dos gastos de pessoal a apenas 1,5% ao ano acima da inflação.
Em menos de dois anos, a regra ainda não aprovada pelo Congresso está desmoralizada pelo próprio Executivo. A confirmarem-se as projeções, despesas de pessoal pularão de R$ 105,5 bilhões em 2006, antes da apresentação da proposta, para R$ 155,3 bilhões em 2009. Em três anos, projeta-se expansão da folha de pessoal de 23,1% acima da inflação estimada, quando o limite proposto era de 4,6%.
Para integrantes da Casa Civil, onde as MPs são analisadas, a bola de neve foi lançada quando o governo cedeu à greve dos auditores da Receita, que terão salários elevados até R$ 19.451 mensais. Depois, outras carreiras assemelhadas, como analistas do Planejamento e do Tesouro, decidiram pedir o mesmo e o ministério não pôde segurar.
"Os mais ferrenhos defensores da democracia que conheço são funcionários públicos."
Serviço público está cheio de esquerdistas e muitos tem é despreso pela democracia.
É bom lembrar que a burocracia e o "serviço público" começou na China Imperial.
Os mais ferrenhos defensores da democracia que conheço são funcionários públicos. Nessa classe, não só não tem nenhum contra, como também eles ficam revoltadíssimos quando você fala mal da democracia.
Já entre os verdadeiros trabalhadores (aqueles do setor privado), o entusiasmo para com a democracia vai diminuindo ano após ano. Por quê?
Palpite: eles começaram a perceber quem está pagando a conta.
Em geral, no Brasil, quem não gosta muito da democracia tem saudades do regime militar, ou mesmo de um governo populista tipo Jango ou Getúlio. Nada a ver com Hans-Hermann Hoppe ou similares.
a crítica conservadora é que a tendência é sempre o eleitorado se dividir em grupos de interesse. Com isso a própria opinião pública pressiona o Estado a se inchar e aumentar gastos.
Os países que têm mais liberdade (inclusive economica), como os chamados "tigres asiáticos" etc, são os que tem menos democracia, isto é, os que não têm sufrágio universal.
O autor começa errado ao "ungir à santidade" o raciocínio dedutivo em detrimento das evidências indutivas, justamente o contrário do que faz toda "boa ciência" moderna. Se uma teoria é constamente negada pelos acontecimentos, ela não descreve a realidade objetiva. Uma teoria que deve ser aceita a priori com base apenas em apodicidades, independendo dos resultados ou - pior dos piores - se proclamando como verdade objetiva "apesar da realidade" simplesmente não pode ser falseada e portanto não pertence ao reino da ciência (Strictu senso, puh-lease! Latu sensu até numerologia é ciência) e sim ao difuso reino das ideologias, crenças e aí vai. Aliás, essa é minha crítica à Escola Austríaca, tão em voga atualmente nos círculos liberais. Menos dedução e filosofia (ótimas, mas na justa medida), gente! Mais estatística e rigor matemático, por favor.