Por recomendação do Olavo, estou terminando de ler o Reflexões Autobiográficas, do Voegelin, que é realmente muito bom. Não pude deixar de traçar, é claro, um paralelo entre a crítica arrasadora do autor ao estado do ensino acadêmico contemporâneo e a crítica feita pelo próprio Olavo.
Há, porém, uma diferença substantiva: Voegelin - ao contrário do Olavo - é claramente otimista quanto à existência de focos de "resistência" de dignidade acadêmica. Tendo sido ele mesmo um acadêmico durante toda a vida, ele, entre outras indicações favoráveis, aposta no desenvolvimento da ciência histórica e elogia nomes como Raymond Aron. Já o Olavo insiste na necessidade de distanciamento total da universidade, ainda agora nos States.
A pergunta que eu faço é: ainda que saibamos que as reflexões de Voegelin datam de 1973, não seria ainda possível ser otimista como o autor e vislumbrar nos dias de hoje centros de resistência a ideologias e de dignidade acadêmica? A meu ver, a própria edição deste livro é uma prova disso, na medida que o mesmo é comentado por um antigo discípulo de Voegelin, o qual ainda trabalha na universidade em que Voegelin lecionou (Louisiana).
Há, porém, uma diferença substantiva: Voegelin - ao contrário do Olavo - é claramente otimista quanto à existência de focos de "resistência" de dignidade acadêmica. Tendo sido ele mesmo um acadêmico durante toda a vida, ele, entre outras indicações favoráveis, aposta no desenvolvimento da ciência histórica e elogia nomes como Raymond Aron. Já o Olavo insiste na necessidade de distanciamento total da universidade, ainda agora nos States.
A pergunta que eu faço é: ainda que saibamos que as reflexões de Voegelin datam de 1973, não seria ainda possível ser otimista como o autor e vislumbrar nos dias de hoje centros de resistência a ideologias e de dignidade acadêmica? A meu ver, a própria edição deste livro é uma prova disso, na medida que o mesmo é comentado por um antigo discípulo de Voegelin, o qual ainda trabalha na universidade em que Voegelin lecionou (Louisiana).