Hoje, zapeando a TV, dou de cara com o rePórTer Ernesto Paglia, aquele, do Jornal Nacional, levantando a bola para o tal César Teles, pintando-o como um anjinho injustiçado, e, ao mesmo tempo detonando o coronel Ustra, esse monstro assassino torturador a serviço dos imperialismo do guerreiro Búchi...
Detalhe, em nenhum momento Ernesto (nome bem apropriado, diga-se de passagem) apareceu ouvindo o lado do coronel. Só no final, William Bobôner leu uma notinha burocrática do advogado do militar, informando que no dia da alegada tortura, Ustra estava hospitalizado, doente (com prova documental e tudo o mais). Mas aí já era, o estrago já estava feito. Ustra saiu como o vilão torturador genocida da história...
Nem imagino quem ainda tenha estômago p/ assistir estes noticiarios da TV (etc).
Mas só por justiça? Ahahah eles tinham mais ou menos 4,5 anos na época e querem se dar bem.
Esse Ernesto Paglia já é figurinha manjada também naquelas matérias “sob encomenda”, tipo “o melhor do Brasil é o brasileiro”: durante aqueles escândalos petralhas, por exemplo, a Globo decidiu fechar o Jornal Nacional com uma matéria bem ufanista para garantir o “ótimo final de semana” dos otários. Para isso encarregou o Paglia, que não fez feio: ao som do Hino Nacional, discursou sobre “todas as cores” dos atletas do Pan. “Afro-brasileiros”, filhos de libaneses, decendentes de italianos, todos têm as cores do Brasil, informa Paglia. Bonito isso. A ironia involuntária ficou na passagem onde um atleta brasileiro responde à pergunta do repórter barbudinho: “De que é feito o brasileiro?” O atleta enche o peito, abre o sorriso e olhando pra câmera global dispara a patriotada: “O brasileiro é aquele que não larga o osso”. O atleta tinha razão, por aqui tem um monte de “filhos do Brasil” que “não largam o osso”: Renan Calheiros, Milton Zuanazzi, Benedita, Jader Barbalho...
Esta ação mostra de uma vez por todas que não existe mais ordenamento jurídico no Brasil. O coronel Ustra foi réu numa ação declaratória, tipo de ação inteiramente inadequada para o que os autores objetivavam: obter uma sentença reconhecendo o coronel como torturador. A ação declaratória existe para que o juiz declare a existência ou inexistência de uma relação jurídica ou ainda a falsidade ou autenticidade de documento.
Por exemplo, alguém recebe uma cobrança por um serviço que jamais contratou. Para prevenir responsabilidade civil, a pessoa cobrada indevidamente ingressa em juízo com uma ação declaratória, para que o juiz declare por sentença que não existiu qualquer relação jurídica que desse base à cobrança.
No caso em questão, a ação deveria ter sido extinta desde o início, com base num fenômeno processual denominado "carência de ação", porque o meio utilizado é absolutamente inidôneo ao objetivo perseguido pelos autores. A ação declaratória não se presta a declarar fatos acontecidos, mas a existência ou não de relações jurídicas, como por exemplo contratos.
Paglia no “Jornal Nacional” de 05/05/07, fazendo um histórico sobre as viagens do Papa João Paulo II ao Brasil, fez questão de ressaltar que o pontífice, “em pleno regime militar”, apoiou os heróicos operários contra os malvados militares. Lembrou também que o Papa visitou as “maravilhosas favelas” do Rio. Mesmo com os elogios, Paglia achou que o Papa merecia um puxão de orelhas e terminou a reportagem “lembrando” que o João Paulo II governou a Igreja com “mãos de ferro”.
No Jornal Nacional de hoje, o Paglia está comparando os militares de 64
aos nazistas e fazendo poesias ao Vladimir Lenin Herzog. ..[2]
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Eu vi e até comentei com o meu cunhado: compara a ditabranda do Brasil com o Nazismo é o cúmulo da cara-de-pau.
Que beleza essa Era Queniana, pois não? Virou uma festa de explosões aquilo lá. Ninguém fala se é acidente ou terrorismo, mas se fosse na administração anterior a anta num instante ia dizer que a culpa é "do Búchi"...