Queda do petróleo é o pior pesadelo para a Venezuela
A turbulência financeira internacional deve trazer à tona o pior dos pesadelos para a Venezuela: fazer cair o preço do petróleo, principal fonte de receita do país, num momento em que os gastos públicos seguem crescendo. A advertência vem de analistas venezuelanos.
O petróleo responde por 75% da das exportações do país e por 40% do Orçamento federal da Venezuela. O preço do barril venezuelano - um petróleo pesado, mais barato por causa da dificuldade de refino - foi de US$ 101 em média neste ano. Em 2007, manteve-se numa média de US$ 64,7. Espera-se que a desaceleração nos EUA, maior importador da commodity energética, continue derrubando os preços no mercado internacional.
Asdrubal Oliveros, da consultoria Ecoanalitica, de Caracas, traça dois cenários. No primeiro, o barril de petróleo alcança uma média de US$ 85 no ano que vem. "Aí a situação seria manejável, com saldo nas transações correntes de cerca de US$ 13 bilhões."
O segundo cenário, com o barril a US$ 50 em média, é que traria os efeitos mais dramáticos, deixando um rombo nas transações correntes de mais de US$ 4 bilhões. "Os ingressos não seriam capazes de cobrir nível das importações, demasiadamente elevadas."
Segundo dados do Banco Central da Venezuela, as importações cresceram 102% em volume, na comparação entre o primeiro semestre de 2005 e os primeiros seis meses deste ano. As exportações de petróleo, por sua vez, caíram 13% em volume. Apesar de a alta do preço ter compensado plenamente esse desequilíbrio, tornou o país ainda mais vulnerável às altas e baixas da commodity, diz o economista Domingos Maza Zavala, ex-diretor do BC venezuelano.
A turbulência financeira internacional deve trazer à tona o pior dos pesadelos para a Venezuela: fazer cair o preço do petróleo, principal fonte de receita do país, num momento em que os gastos públicos seguem crescendo. A advertência vem de analistas venezuelanos.
O petróleo responde por 75% da das exportações do país e por 40% do Orçamento federal da Venezuela. O preço do barril venezuelano - um petróleo pesado, mais barato por causa da dificuldade de refino - foi de US$ 101 em média neste ano. Em 2007, manteve-se numa média de US$ 64,7. Espera-se que a desaceleração nos EUA, maior importador da commodity energética, continue derrubando os preços no mercado internacional.
Asdrubal Oliveros, da consultoria Ecoanalitica, de Caracas, traça dois cenários. No primeiro, o barril de petróleo alcança uma média de US$ 85 no ano que vem. "Aí a situação seria manejável, com saldo nas transações correntes de cerca de US$ 13 bilhões."
O segundo cenário, com o barril a US$ 50 em média, é que traria os efeitos mais dramáticos, deixando um rombo nas transações correntes de mais de US$ 4 bilhões. "Os ingressos não seriam capazes de cobrir nível das importações, demasiadamente elevadas."
Segundo dados do Banco Central da Venezuela, as importações cresceram 102% em volume, na comparação entre o primeiro semestre de 2005 e os primeiros seis meses deste ano. As exportações de petróleo, por sua vez, caíram 13% em volume. Apesar de a alta do preço ter compensado plenamente esse desequilíbrio, tornou o país ainda mais vulnerável às altas e baixas da commodity, diz o economista Domingos Maza Zavala, ex-diretor do BC venezuelano.