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Lula atrai inimigos mundiais para o Brasil

Iniciado por klaicon em 17/10/2008 · 10 mensagens

klaicon#1
Islâmicos querem impedir entidade do Brasil de defender gays na ONUCom apoio de EUA e Vaticano, bloco liderado por Irã, Egito, Líbia e Argélia diz que homossexualismo não é direito

Jamil Chade e Simone Iwasso

Uma proposta feita pelo Brasil de permitir que a orientação sexual seja tratada em fóruns das Nações Unidas está gerando polêmica e protesto de países islâmicos. O Brasil tentou inscrever uma organização não-governamental de defesa dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais na ONU para que a entidade possa participar dos debates sobre discriminação, racismo e intolerância. Mas Irã, Egito, Líbia e Argélia lideraram os países islâmicos para tentar impedir a inscrição da ONG.

“O que vocês (brasileiros) chamam de direito, em nossos países é crime e punido duramente. Essa é uma questão religiosa”, afirmou na ONU um diplomata do Irã, que pediu para não ser identificado. Marcia Adorno, chefe da divisão de Direitos Humanos do Itamaraty, confirma que o problema existe e que o Brasil tenta negociar uma saída. “Já esperávamos que haveria resistência. Mas vamos tentar chegar a um acordo.”

Uma das soluções seria a organização, a ABGLT, ser inscrita, mas não falar do assunto dos direitos de gays e lésbicas, o que a entidade rejeita. Existem cinco organizações que trabalham com a defesa dos direitos homossexuais inscritas na ONU -- são da Alemanha, Canadá e Holanda.

O principal temor dos países islâmicos é que o tema entre nos debates da conferência sobre racismo e discriminação que ocorrerá na Suíça em 2009. Eles preferem que o encontro se transforme em uma declaração forte contra a blasfêmia, alegando que muçulmanos em todo o mundo ocidental estão sendo atacados por sua religião.
klaicon#2
Para a delegação do Irã, não há o que discutir. “Isso é um tema religioso para nós. Não é natural do ser humano essa opção. Quem pratica isso é punido severamente em nossos países. O Corão (o livro sagrado do islamismo) não prevê essa opção”, disse o negociador iraniano. Em nenhum momento da entrevista concedida ao Estado o representante de Teerã mencionou o termo homossexualismo ou gays.

Hoje, 86 países criminalizam a homossexualidade, 7 deles punindo-a com pena de morte. Na ONU, além do apoio dos Estados Unidos -- para barrar a inclusão das entidades em defesa dos direitos homossexuais --, esses países têm a colaboração do Vaticano, que mesmo sem direito a voto por não fazer parte do órgão, mantém um delegado em Genebra.

HISTÓRICO

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) foi criada em 1995 e hoje é uma rede nacional de 203 organizações, sendo 141 grupos de gays, lésbicas, travestis e transexuais e mais 62 voltados aos direitos humanos e aids. É a maior rede do tipo da América Latina. “Há cinco anos começamos um trabalho na ONU para defender a retomada das discussões. Fizemos uma declaração contra a homofobia, que foi apoiada por 54 países, como França e Holanda. E vamos continuar levando a proposta de reconhecimento da entidade pela ONU”, diz Beto de Jesus, secretário para America Latina e Caribe da Associação Internacional de Gays e Lésbias e diretor internacional da ABGLT. “Estamos no meio do processo, enfrentando reuniões e respondendo a perguntas. Mas é difícil, porque os países islâmicos são extremamente violentos em suas posições.”
klaicon#3
Em janeiro, na próxima reunião da ONU em que a questão será debatida, a questão pode gerar uma saia-justa para o Brasil. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou os últimos anos tentando uma aproximação com os países islâmicos e africanos. Há quatro anos, devido à pressão desses países, chegou a desistir de proposta que estava fazendo à ONU para que ninguém fosse discriminado por sua opção sexual. Os islâmicos ameaçaram não apoiar Lula se a ofensiva fosse mantida.

TRATADOS INTERNACIONAIS

Princípios de Yogyakarta (novembro de 2006): Todas as pessoas têm o direito de desfrutar de todos os direitos humanos livres de discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero. A lei deve proibir essas discriminações e garantir proteção igual e eficaz contra qualquer uma dessas discriminações

Resolução do Parlamento Europeu (janeiro de 2006): Condena firmemente discriminação em razão da orientação sexual; convida estados-membros a assegurarem que pessoas LGBT sejam protegidas de discursos de ódio e da violência homófoba e que parceiros do mesmo sexo gozem do mesmo respeito, dignidade e proteção.

Comentário de Rodrigo Pedroso

Quem diria? A diplomacia do presidente Lula está conseguindo unir, num mesmo bloco internacional, os Estados Unidos, o Vaticano e os países islâmicos — contra o Brasil.

Sim, porque o governo Lula está usando o nome de nosso país para defender que o homossexualismo seja proclamado como um “direito humano”. A oposição à proposta do Brasil conseguiu unir, num mesmo bloco, inimigos históricos como os Estados Unidos e o Irã. Apesar da histórica inimizade, os governos desses países concordam que o homossexualismo é um comportamento contrário ao direito natural e à Lei de Deus, e põem esse valor ético acima de suas próprias divergências.
klaicon#4
É uma vergonha para nós que o governo do Brasil esteja apoiando internacionalmente uma perversão sexual, reconhecida como tal até pelo psiquiatra ateu Sigmund Freud e também pela escritora lésbica Camille Paglia. Alguém precisa dizer ao Lula que homossexualismo não é direito, mas desvio.

Aliás, grande parte do corpo diplomático brasileiro, infelizmente, é composta de homossexuais.

Fonte: O Estado de São Paulo (16/10/2008)
uriel#5
EUA, Vaticano e países islâmicos contra a Nova Ordem Mundial.

boa aliança.
thiago_7#6
eu não conheço nenhum tratado,em que o brasil participe,que proiba discriminação contra identidade de gênero.
thiago_7#7
ser contra o homossecxualismo é uma questão religiosa,mas o brasilquer proibir qualquer coação moral contra o homossexcualismo, ou seja quer entre outros absurdos criminalizar as tres religiões monoteístas
pedro_17#8
Assim como protestantes e católicos se unem quando o assunto é defender a vida e lutar contra a decadência, a chegada dos muçulmanos a causa é muito importante, até porque o discurso sai da esfera puramente social e alcança grande extensão com os vários Estados muçulmanos que condenam veementemente a pederastia. Essa aliança em nada, repito, em nada, interfere nas concepções doutrinárias dos fiéis das respectivas religiões.
leonardo_15#9
Pelo visto, a diplomacia brasileira cultiva um vasto tempo livre para se desgastar em questões fundamentais das relações internacionais, como esta ora posta.
filipe_7#10
Depois ainda dizem que o Lula é um "estadista".

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