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Olavo e o Profeta Maomé - Profeta da Paz

Iniciado por uriel em 01/11/2008 · 5 mensagens

uriel#1
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(...)
"Talvez ainda mais significativa que a coincidência do Natal com o Eid-al-Fitr seria a aproximação dele com a Laylat-al-Qadr, a noite em que o Corão "desce" dos céus ao coração do profeta. Maomé é o analfabeto que, no silêncio da noite, recebe em ditado angélico o mais belo livro da língua árabe, livro que transcende as propriedades do idioma ao ponto de sua recitação em voz alta afetar os animais, que se detêm para ouvi-la.
É também à noite que a Virgem, fecundada pelo Espírito, dá à luz a mais nobre das criaturas humanas, indistinguível do Criador mesmo.
A analogia entre esses dois sublimes paradoxos é evidente. E, enquanto os teólogos disputam nas trevas, cotejando Cristo a Maomé, a narrativa, em si, é "luz sobre luz": Maomé não corresponde a Cristo, mas a Maria, o portador humano do Verbo divino; Cristo não é Maomé, é o Verbo divino, o Logos, Kalimat’ullah.
O espírito sopra onde quer, da forma que quer. Como diz o Corão, "há nisto um sinal, para os que entendem".
Isso não quer dizer que o Papa esteja errado ao afirmar que o cristianismo é a única via de salvação. Como poderia estar errado, se o conceito mesmo de "via de salvação" não se aplica ao Islã ou ao judaísmo? O judaísmo é a lei, a constituição divino-histórica do povo eleito, não a via de salvação para as almas individuais, para os pecadores errantes e ovelhas desgarradas. E a palavra mesma "religião" não corresponde ao árabe din, que assim se traduz erroneamente. Din é o modo natural e primordial do ser social humano, a constituição civil da sociedade sacra - algo sem correspondência no evangelho, onde Deus fala às almas individuais, alheio e indiferente ao que é de César.
Como, pois, comparar essas dimensões diferentes, achatando-as no confronto doutrinal do certo e do errado?
(...)
Lembrete de Natal
Olavo de Carvalho
O Globo, 23 de dezembro de 2000
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http://www.olavodecarvalho.org/semana/natal2000.htm
uriel#2
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(...) "Numa escala bem menor, fiz de minha própria vida um exemplo desse gênero de ecumenismo, escrevendo por exemplo meu ensaio O Profeta da Paz, que é uma exegese simbólica da vida do Profeta Maomé à luz das tradições católica e judia. "
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http://www.olavodecarvalho.org/textos/europalivre.htm
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NOTA DE RODAPÉ
16. Meu trabalho incluiu também algumas investigações no campo da Religião Comparada (O Profeta da Paz. Estudos sobre a Interpretação Simbólica da Vida do Profeta Mohammed/Maomé, obra inédita, premiada na Arábia Saudita) e do simbolismo astrológico e alquímico (Astrologia e Religião, São Paulo, Nova Stella, 1986; Alquimia Natural e Espiritual, apostila)
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http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/amorosa.htm
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"Meu aprendizado com Frithof Schuon, o episódio Idries Shah e a premiação do meu livro O Profeta da Paz na Arábia Saudita, em especial, lhe pareciam especialmente enigmáticos.
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http://www.olavodecarvalho.org/textos/fedeli9.htm
leandro_13#3
Qual é o problema do islamismo?

É uma religião bem feitinha, que salvou muitas nações de um paganismo homicida.
É o que diz a história.

As virtudes morais do islamismo não antecipam a transformação que teve em religião oficial do ressentimento contra a democracia e a economia, na atualidade.
É um fascismo islâmico.

Mas nem todo o islamismo é fascista.
mikal#4
As informações foram expostas, mas nada foi comentado.
uriel#5
Então seja o primeiro a comentar.

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