Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Movimento de Solidariedade Ibero-americana

Iniciado por eduardo_20 em 08/11/2008 · 10 mensagens

eduardo_20#1
Pessoal olhem o que saiu no site do MSIa...

Brasil: Olavo de Carvalho "strikes again... and again"

Desde que emergiu na vida pública brasileira, na década passada, o autoproclamado "filósofo" Olavo de Carvalho passou a se destacar como um loquaz porta-voz de certos setores da sociedade que se orientam pelos valores e princípios dos círculos dirigentes dos EUA mais imbuídos da ideologia do "excepcionalismo" estadunidense. Um dos pilares culturais do país, o "excepcionalismo" invoca uma presumida responsabilidade dos EUA para sair pelo mundo promovendo os valores da democracia e da livre iniciativa, considerando-os as formas superiores de organização da sociedade. Uma de suas variantes é a doutrina do "Destino Manifesto", que, transplantada para a política externa, tem justificado as numerosas intervenções militares dos EUA desde a guerra com o México, em 1844-46 e, de uma forma mais ostensiva, a partir da Guerra Hispano-Americana de 1898, com a qual o país iniciou a fase "imperial". Hoje, visivelmente, tal fase atingiu os seus limites com a fracassada tentativa dos "neoconservadores" dominantes no Governo George W. Bush de impor ao mundo um regime de poder unipolar e as catastróficas invasões do Afeganistão e do Iraque.

Na área econômica, o "excepcionalismo" se traduz na concessão de todas as vantagens para a operação das grandes corporações transnacionais estadunidenses, inclusive no exterior, onde, como ocorre com freqüência, tais favorecimentos se dão em detrimento dos interesses nacionais. Qualquer contrariedade a isso representaria uma espécie de rejeição a uma suposta ordem natural das coisas, que costuma ser rotulada como manifestações de atraso, "antiamericanismo" e outros epítetos do gênero.
eduardo_20#2
Na área político-estratégica, a mais acabada formulação do "excepcionalismo" se mostra na política belicista do Governo Bush, já formulada em seus documentos de campanha e implementada após os ataques de 11 de setembro de 2001, sob a forma da "guerra ao terror" e a doutrina de "ataques preventivos" contra nações que alegadamente abrigariam ou apoiariam terroristas.

Não por acaso, em suas colunas na imprensa, Olavo de Carvalho se tornou um ativo propagandista das diretrizes e ações dos "neoconservadores" de Washington, chegando a atribuir os ataques de 11 de setembro a um conluio entre os serviços de inteligência chineses e russos (estes últimos, segundo ele, já teriam até mesmo contrabandeado numerosas minibombas nucleares para dentro dos EUA).

Outra marca registrada de Carvalho é a sua colossal soberba, apresentando-se como um gigante intelectual numa terra de anões mentais incapazes de perceber o mundo ao redor sem a sua "orientação". Um trecho característico se encontra em sua coluna no Diário do Comércio de 12 de maio último, na qual adverte sobre o "globalismo" de uma forma que até parece sensata e sobre a necessidade de formação de uma elite intelectual preparada para inserir o Brasil na "mais vasta e complexa mutação histórica de todos os tempos". Porém, logo em seguida, afirma, de forma peremptória:
eduardo_20#3
No Brasil essa elite não existe de maneira alguma, e a presunção de que as nossas instituições de ensino "superior" possam prepará-la é tão ridícula que nem merece discussão... Que eu saiba, o único brasileiro que está preocupado em formar essa elite sou eu mesmo, mas, como os senhores não ignoram, só posso trabalhar em escala miúda, proporcional aos meus recursos, isto é, à falta de recursos (grifos nossos).

Um ex-comunista transformado em anticomunista profissional, além de dotado de um verniz de cultura livresca que impressiona em um país de poucos leitores, Carvalho ganhou a simpatia de indivíduos e grupos conservadores brasileiros, em especial dos que ainda têm dificuldades em interpretar os acontecimentos mundiais fora da ótica do conflito ideológico da Guerra Fria. Por isso, o seu discurso é cuidadosamente calibrado para agradar aqueles círculos, como demonstra a sua insistência em apontar o falido Foro de São Paulo como uma das maiores ameaças à democracia e à prosperidade da América do Sul. Em seu sítio, ele mesmo escreve:

Desde que cheguei aos EUA, em maio de 2005, assumi como dever pessoal, fora e independentemente do meu trabalho de correspondente jornalístico e da preparação do livro A Mente Revolucionária, informar ao maior número possível de jornalistas, intelectuais, empresários e políticos americanos a verdade sobre o estado de coisas no Brasil, a abrangência dos planos do Foro de São Paulo, a aliança entre partidos de esquerda e organizações criminosas, a colaboração ativa e essencial do governo Lula na revolução continental cujas personificações mais vistosas são Hugo Chávez e Evo Morales.
eduardo_20#4
Atualmente residindo em Richmond, Virgínia, Carvalho está longe de ser o pensador "independente" que propala. Na verdade, suas idéias e posições o colocam bastante próximo de setores de inteligência estadunidense vinculados aos "neoconservadores", atualmente engajados em uma feroz disputa intestina dentro do próprio Establishment, para definir os rumos que os EUA deverão tomar no período pós-Bush. O próprio Carvalho cumpre um papel específico nessa refrega, como deixa implícito no texto acima citado:

A política oficial do governo de Washington, de dar apoio à "esquerda moderada" na esperança de que sirva de barreira às ambições da "esquerda radical", é fundada inteiramente em desinformação proposital espalhada há décadas por entidades poderosas como o CFR [Conselho de Relações Exteriores] e as fundações Rockefeller, Ford e Soros. Nos últimos anos, uma crescente onda de revolta contra essas entidades espalhou-se entre a maioria conservadora. Informações longamente ocultadas sobre seus planos e atividades começam a jorrar na mídia conservadora e a ser discutidas abertamente nos think tanks. O momento é propício para mostrar que, entre as inumeráveis mentiras com que essas macro-organizações manipularam a opinião pública americana, havia algumas sobre o nosso país e os nossos políticos. (...)

Um dos sofismas desses grupos, com o qual tratam de alimentar toda uma pletora de fanáticos ultranacionalistas (e racistas) nos próprios EUA, entre eles muitos integrantes de milícias, é o de uma suposta conspiração baseada nas Nações Unidas para implementar um "governo mundial", em detrimento da soberania estadunidense. Porém, uma de suas principais preocupações é a recuperação da Federação Russa sob o comando de Vladimir Putin e o seu retorno ao primeiro plano do cenário estratégico global. De forma duplamente emblemática, Carvalho escreve em sua coluna no Diário do Comércio de 8 de abril:
eduardo_20#5
Por ironia, não são só esquerdistas ex professo que assim ludibriam o povo brasileiro e buscam induzir em erro até as nossas Forças Armadas. Em recente conferência no Clube da Aeronáutica do Rio de Janeiro (O movimento ambientalista-indigenista, conflitos de quarta geração e a Amazônia no século XXI), o jornalista Lorenzo Carrasco, discípulo e porta-voz do sr. Lyndon La Rouche , falando sobre o indigenismo como estratégia globalista para a dissolução da soberania nacional, não pronuncia uma única vez a expressão "Nações Unidas" (é como descrever um estupro sem mencionar a presença do estuprador) e, no fim, ainda apresenta como modelo inspirador para o nacionalismo brasileiro a política do ditador russo Vladimir Putin, como se este fosse uma alternativa à dominação global e não um de seus agentes maiores através do Pacto de Solidariedade de Shangai, cujo objetivo declarado é dar ainda mais poder à ONU.

A menção ao jornalista Lorenzo Carrasco, membro do conselho editorial do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa), não é gratuita, uma vez que a militância "neoconservadora" de Carvalho já o colocou algumas vezes em oposição ao nosso grupo. Porém, a sua qualificação de Carrasco como um "porta-voz de Lyndon LaRouche" revela uma manifesta má-fé, pois alguém vinculado a grupos de inteligência nos EUA não pode desconhecer que o MSIa rompeu publicamente com LaRouche e sua organização em 2003, por motivos políticos ligados, precisamente, ao papel protagonista que os países ibero-americanos podem e devem desempenhar na presente reconfiguração da ordem de poder mundial. Igualmente, não deixa de ser relevante que, na conferência citada, Carrasco tenha ressaltado o papel de Putin como aglutinador de setores relevantes das elites russas em torno de um projeto de reconstrução nacional, visando uma inserção plenamente soberana na "nova ordem" em gestação - motivo que o torna uma "besta negra" para os círculos aos quais serve Olavo de Carvalho.
eduardo_20#6
marcosleonardi#7
faz calor aqui em Santa Maria, e em dias quentes fico com preguiça de comentar.
tiago_8#8
Grande merda. O Lorenzo Carrasco é citado de passagem em coluna do Olavo, fica nervosinho e resolve, como todos os outros antes dele, inventar um Olavo que possa atacar com sua tosca pena, ou então mandar que alguém o faça por ele.
Que o sujeito só em 2003 tenha resolvido parar de se deixar conduzir pelo bando de malucos do LaRouche e agora esteja à frente de seu próprio bando não quer dizer que não tenha sido por anos a fio o porta voz de fato do LaRouche. Se está com vergonha disso, vá chupar caju, pensasse antes de subscrever àquela bobagada toda.
Vejam: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/08/261512.shtml
Já LaRouche acusa o Carrasco de ter sido cooptado por uma rede internacional de nazis, acusando igualmente de facista a família Buckley (deve estar falando do Christopher Buckley, que recentemente perdeu a coluna na National Review por ter privadamente apoiado o Obama):
http://www.larouchepac.com/spanish/boletines_arch/20…eactnazi.htm
Enfim, não percamos, como acabo de fazer, tempo com esses imbecis.
alexandre_7#9
Parei de ler no autoproclamado filósofo.
marcosleonardi#10
quantas palavras entre aspas, nem eu pra escrever texto faço merdas dessa, e olha que eu tenho dificuldade de transformar meus pensamentos em palavras

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