Em 15 de novembro de 1889 o golpe de Floriano derrubou o gabinete Imperial, servindo-se da figura do ingênuo Deodoro! Estamos de luto por esses 119 anos !!! O dia em que o Brasil acabou! O dia em que o Brasil foi atirado, pelo fisiologismo e inconseqüência de uma meia dúzia de militares-positivistas, à sarjeta do terceiro mundo.
Ruy Barbosa - Republicano arrependido.
Rui Barbosa foi um dos articuladores da proclamação da República, mas dela logo se desiludiu. Em um discurso no Senado, em 17 de dezembro de 1914, ele critica a República e exalta o Imperador D. Pedro II. O texto é bastante conhecido, mas poucos sabem o contexto em que se insere, porque a citação é sempre apresentada isoladamente:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre – as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade”.
Já nos primeiros anos da República, o marechal Deodoro estava tão cansado diante da impossibilidade de vencer a desordem, que disse:
— Vou mandar chamar o dono da casa.
E mandou um emissário ao Imperador exilado, que respondeu:
— Se me chamarem, voltarei. Conspirar, nunca!
Soneto do Exílio - de Dom Pedro II
dedicado a Manoel Deodoro da Fonseca
Ingrato
Não maldigo o rigor da iníqua sorte,
Por mais atroz que fôsse e sem piedade,
Ruy Barbosa - Republicano arrependido.
Rui Barbosa foi um dos articuladores da proclamação da República, mas dela logo se desiludiu. Em um discurso no Senado, em 17 de dezembro de 1914, ele critica a República e exalta o Imperador D. Pedro II. O texto é bastante conhecido, mas poucos sabem o contexto em que se insere, porque a citação é sempre apresentada isoladamente:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre – as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade”.
Já nos primeiros anos da República, o marechal Deodoro estava tão cansado diante da impossibilidade de vencer a desordem, que disse:
— Vou mandar chamar o dono da casa.
E mandou um emissário ao Imperador exilado, que respondeu:
— Se me chamarem, voltarei. Conspirar, nunca!
Soneto do Exílio - de Dom Pedro II
dedicado a Manoel Deodoro da Fonseca
Ingrato
Não maldigo o rigor da iníqua sorte,
Por mais atroz que fôsse e sem piedade,
