Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Entrevista do VERDADEIRO Principe Herdeiro

Iniciado por guilherme_14 em 19/11/2008 · 13 mensagens

guilherme_14#1
Caros, a entrevista daquele oportunista ao programa Roda Vida parece ter causado algumas opiniões que acabam fazendo mal juízo da verdadeira família imperial.
O verdadeiro principe herdeiro, Dom Luiz de Orleans e Bragança é conservador e 4 de março de 2008 deu esta entrevista a Folha de São Paulo falando de suas atividades. Seguem partes da entrevista dele:
guilherme_14#2
Folha Online - E como é seu cotidiano? Como é a vida do príncipe imperial do Brasil hoje?
Dom Luiz - Meu cotidiano é parecido com todos os paulistanos ou todos os brasileiros. Eu me levanto de manhã, faço as minhas orações, tomo café e depois tenho o meu trabalho [como chefe da Casa Imperial]. Tenho bastante correspondência [para ler e responder] e muitos contatos com os monarquistas de todo o Brasil. Recebo visitas de monarquistas de todo o Brasil e participo de congressos monárquicos bianuais. Também procuro atuar no campo ideológico e cível na Associação dos Fundadores --grupo dissidente da TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade), uma entidade católica--, que procura pôr uma barreira à investida do esquerdismo e do comunismo aqui no Brasil muitas vezes sob o manto da Teologia da Libertação.
guilherme_14#3
Folha Online - Então o senhor é contra a Teologia da Libertação. Como é esse trabalho?
Dom Luiz - Escrevo artigos para algumas publicações, faço conferências e palestras. O próprio atual papa [Bento 16] quando era cardeal condenou a Teologia da Libertação, como sendo uma infiltração marxista na teologia católica. Ora, o marxismo é uma filosofia completamente atéia e materialista e não se coaduna com a religião católica. Porque o marxismo não vê no homem uma criatura de Deus com corpo e alma, portanto com necessidades materiais e espirituais e que deve dar "glória a Deus" e com isso trazer felicidade sobre a terra.
Entrevista na Íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u374584.shtml
guilherme_14#4
Também da casa imperial e também, se não me engano, 2° ordem dos herdeiros, Dom Bertrand também defende posicionamentos conservadores. Eis aqui um série de videos dele que encontrei no Youtube:
QUILOMBOLAS - http://www.youtube.com/watch?v=x0rdEbXXI-s
REFORMA AGRÁRIA - http://www.youtube.com/watch?v=sRwNShNbqs8
ESCRAVATURA - http://www.youtube.com/watch?v=m4Dtr6Bjw8Y
MST E PODER - http://www.youtube.com/watch?v=3SM_EYxXd00
marcioneijr#5
Agora sim!!!
marcioneijr#6
Lembrando que o Olavo defende D. Bertrand!
pedro_14#7
Agora sim.
Gostaria de ver aquele pessoal fazer aquelas colocações tolas para um homem preparado como D. Luis.
Foi muito irritante ver aquele esquerdinha falar pela monarquia.
fabio_7#8
Para uma análise detalhada da mal-fadada questão dinástica, peço aos interessados que leiam este tópico:
[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=14827194&tid=2515313952301122868[/url]
Não gosto das posições "progressistas" de D. João Henrique, e simpatizo mais com o conservadorismo de D. Bertrand. Porém depois de analisar a questão, me parece inegável que o *direito* dinástico pertence ao ramo de petrópolis. Caso houvesse uma restauração, essas posições seriam irrelevantes, fossem conservadoras ou progressistas porque em uma monarquia constitucional parlamentarista quem governaria seria o primeiro-ministro, cabendo ao rei apenas defender o Estado. A influência dele seria muito suave - mesmo que fosse conservadora.
marcioneijr#9
Se é assim.....
Neste tópico tbm possui uma explicação para a ''questão dinástica'':
[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=19345200&tid=2572978576224543002&kw=cannes&na=3&nid=19345200-2572978576224543002-0&nst=2[/url]
marcioneijr#10
''Príncipe Dom Pedro de Alcantara de Orleans e Bragança

Eu o Principe Dom Pedro de Alcantara Luiz Philippe Maria Gastão Miguel Gabriel Raphael Gonzaga de Orleans e Bragança, tendo maduramente reflectido, resolvi renunciar ao direito que pela Constituição do Imperio do Brazil promulgada a 25 de Março de 1824 me compete à Corôa do mesmo Paiz. Declaro pois que por minha muito livre e espontanea vontade d'elle desisto pela presente e renuncio, não só por mim, como por todos e cada um dos meus descendentes, a todo e qualquer direito que a dita Constituição nos confere á Corôa e Throno Brazileiros, o qual passará ás linhas que se seguirem á minha conforme a ordem de successão estabelecida pelo Art. 117. Perante Deus prometto por mim e meus descendentes manter a presente declaração.

Cannes 30 de Outubro de 1908

assinado: Pedro de Alcantara de Orleans e Bragança

Nota:

a) Esse ato de renúncia foi emitido em três vias e assinado na presença da Princesa Da. Isabel de Orleans e Bragança, de jure Imperatriz do Brasil, e membros da Família Imperial.

b) Em 9 de novembro de 1908, a Princesa Isabel enviou uma das três vias ao Diretório Monárquico do Brasil, no Rio de Janeiro.''
marcioneijr#11
fabio_7#12
Aos interessados apenas reitero: estudem a questão e adotem ponderamente o posicionamento que parecer mais justo.

E digo mais, mesmo entre os luisistas existem pessoas menos "empolgadas" que nosso amigo.

O documento postado é precisamente o que recebeu pelo menos dois pareceres jurídicos de invalidade. As dinastias européias, que entendem de direito dinástico, transitam com o ramo de petrópolis.

O movimento monárquico, porém, é algo bem mais rico e importante do que qualquer tietagem de ambos os lados.

Minha posição é simplesmente que a questão dinástica é secundária perante a monárquica. O problema real é que o ramo de vassouras é católico tradicionalista com idéias conservadoras e o de petrópolis é mais "progressista", o que gera um profundo desconforto político e ideológico entre os apoiadores de cada grupo. Mas até isso é relativo dado que nenhum dos ramos se compõe exclusivamente das suas figuras mais proeminentes.

Minha opinião é que tem gente demais dando opinião. Uma coisa que as pessoas tem que lembrar é que "questões dinásticas", especialmente quando fora de um regime jurídico monárquico que reja devidamente os questionamentos, são questões *de família*. Ficar remexendo muito isso é exatamente se meter em um problema de família e temos que manter uma respeitosa distância. Se os primos não se entendem entre si, não é tietagem que vai resolver. O mais correto é simplesmente apostar no que é certo que é a desmitificação do regime monárquico e pensarmos os modos concretos de aplicá-lo no Brasil nos dias de hoje.
uriel#13
Príncipe não herdeiro não deixa de ser príncipe.

‹ Voltar para a lista de tópicos