Caros, a entrevista daquele oportunista ao programa Roda Vida parece ter causado algumas opiniões que acabam fazendo mal juízo da verdadeira família imperial.
O verdadeiro principe herdeiro, Dom Luiz de Orleans e Bragança é conservador e 4 de março de 2008 deu esta entrevista a Folha de São Paulo falando de suas atividades. Seguem partes da entrevista dele:
Folha Online - E como é seu cotidiano? Como é a vida do príncipe imperial do Brasil hoje?
Dom Luiz - Meu cotidiano é parecido com todos os paulistanos ou todos os brasileiros. Eu me levanto de manhã, faço as minhas orações, tomo café e depois tenho o meu trabalho [como chefe da Casa Imperial]. Tenho bastante correspondência [para ler e responder] e muitos contatos com os monarquistas de todo o Brasil. Recebo visitas de monarquistas de todo o Brasil e participo de congressos monárquicos bianuais. Também procuro atuar no campo ideológico e cível na Associação dos Fundadores --grupo dissidente da TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade), uma entidade católica--, que procura pôr uma barreira à investida do esquerdismo e do comunismo aqui no Brasil muitas vezes sob o manto da Teologia da Libertação.
Folha Online - Então o senhor é contra a Teologia da Libertação. Como é esse trabalho?
Dom Luiz - Escrevo artigos para algumas publicações, faço conferências e palestras. O próprio atual papa [Bento 16] quando era cardeal condenou a Teologia da Libertação, como sendo uma infiltração marxista na teologia católica. Ora, o marxismo é uma filosofia completamente atéia e materialista e não se coaduna com a religião católica. Porque o marxismo não vê no homem uma criatura de Deus com corpo e alma, portanto com necessidades materiais e espirituais e que deve dar "glória a Deus" e com isso trazer felicidade sobre a terra.
Entrevista na Íntegra:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u374584.shtml
Também da casa imperial e também, se não me engano, 2° ordem dos herdeiros, Dom Bertrand também defende posicionamentos conservadores. Eis aqui um série de videos dele que encontrei no Youtube:
QUILOMBOLAS -
http://www.youtube.com/watch?v=x0rdEbXXI-s
REFORMA AGRÁRIA -
http://www.youtube.com/watch?v=sRwNShNbqs8
ESCRAVATURA -
http://www.youtube.com/watch?v=m4Dtr6Bjw8Y
MST E PODER -
http://www.youtube.com/watch?v=3SM_EYxXd00
Lembrando que o Olavo defende D. Bertrand!
Agora sim.
Gostaria de ver aquele pessoal fazer aquelas colocações tolas para um homem preparado como D. Luis.
Foi muito irritante ver aquele esquerdinha falar pela monarquia.
Para uma análise detalhada da mal-fadada questão dinástica, peço aos interessados que leiam este tópico:
[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=14827194&tid=2515313952301122868[/url]
Não gosto das posições "progressistas" de D. João Henrique, e simpatizo mais com o conservadorismo de D. Bertrand. Porém depois de analisar a questão, me parece inegável que o *direito* dinástico pertence ao ramo de petrópolis. Caso houvesse uma restauração, essas posições seriam irrelevantes, fossem conservadoras ou progressistas porque em uma monarquia constitucional parlamentarista quem governaria seria o primeiro-ministro, cabendo ao rei apenas defender o Estado. A influência dele seria muito suave - mesmo que fosse conservadora.
Se é assim.....
Neste tópico tbm possui uma explicação para a ''questão dinástica'':
[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=19345200&tid=2572978576224543002&kw=cannes&na=3&nid=19345200-2572978576224543002-0&nst=2[/url]
''Príncipe Dom Pedro de Alcantara de Orleans e Bragança
Eu o Principe Dom Pedro de Alcantara Luiz Philippe Maria Gastão Miguel Gabriel Raphael Gonzaga de Orleans e Bragança, tendo maduramente reflectido, resolvi renunciar ao direito que pela Constituição do Imperio do Brazil promulgada a 25 de Março de 1824 me compete à Corôa do mesmo Paiz. Declaro pois que por minha muito livre e espontanea vontade d'elle desisto pela presente e renuncio, não só por mim, como por todos e cada um dos meus descendentes, a todo e qualquer direito que a dita Constituição nos confere á Corôa e Throno Brazileiros, o qual passará ás linhas que se seguirem á minha conforme a ordem de successão estabelecida pelo Art. 117. Perante Deus prometto por mim e meus descendentes manter a presente declaração.
Cannes 30 de Outubro de 1908
assinado: Pedro de Alcantara de Orleans e Bragança
Nota:
a) Esse ato de renúncia foi emitido em três vias e assinado na presença da Princesa Da. Isabel de Orleans e Bragança, de jure Imperatriz do Brasil, e membros da Família Imperial.
b) Em 9 de novembro de 1908, a Princesa Isabel enviou uma das três vias ao Diretório Monárquico do Brasil, no Rio de Janeiro.''
Aos interessados apenas reitero: estudem a questão e adotem ponderamente o posicionamento que parecer mais justo.
E digo mais, mesmo entre os luisistas existem pessoas menos "empolgadas" que nosso amigo.
O documento postado é precisamente o que recebeu pelo menos dois pareceres jurídicos de invalidade. As dinastias européias, que entendem de direito dinástico, transitam com o ramo de petrópolis.
O movimento monárquico, porém, é algo bem mais rico e importante do que qualquer tietagem de ambos os lados.
Minha posição é simplesmente que a questão dinástica é secundária perante a monárquica. O problema real é que o ramo de vassouras é católico tradicionalista com idéias conservadoras e o de petrópolis é mais "progressista", o que gera um profundo desconforto político e ideológico entre os apoiadores de cada grupo. Mas até isso é relativo dado que nenhum dos ramos se compõe exclusivamente das suas figuras mais proeminentes.
Minha opinião é que tem gente demais dando opinião. Uma coisa que as pessoas tem que lembrar é que "questões dinásticas", especialmente quando fora de um regime jurídico monárquico que reja devidamente os questionamentos, são questões *de família*. Ficar remexendo muito isso é exatamente se meter em um problema de família e temos que manter uma respeitosa distância. Se os primos não se entendem entre si, não é tietagem que vai resolver. O mais correto é simplesmente apostar no que é certo que é a desmitificação do regime monárquico e pensarmos os modos concretos de aplicá-lo no Brasil nos dias de hoje.
Príncipe não herdeiro não deixa de ser príncipe.