Em tribunal popular, Estado brasileiro é acusado de praticar violência contra pobres e negros
Instituições do Estado brasileiro foram acusadas ontem (04) de praticar uma política de violência contra a população pobre e negra do país. Os argumentos contra o Estado foram apresentados no Tribunal Popular, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
O evento foi organizado por dezenas de movimentos e organizações sociais com objetivo de questionar o posicionamento do Estado brasileiro em situações de violações de direitos humanos de populações pobres de favelas, periferias urbanas e do campo, principalmente jovens negros, quilombolas, indígenas e seus descendentes.
O caso do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro foi o tema posto em discussão na primeira das quatro sessão de julgamento que serão realizadas desde ontem até amanhã (06) abordando casos emblemáticos que, segundo os organizadores, envolvem a violência institucional do Estado.
“O extermínio é assumido pelo Estado. É o dia-a-dia da ação policial, é o dia-a-dia da ação do Estado no Rio de Janeiro. Essa é a denúncia principal. Que se trata de uma política, de uma cultura de Estado muito entranhada nas instituições. Quem tem que ser julgado são as próprias instituições. E não um ou outro agente de Estado que são os executores desse mecanismo, dessa mecânica”, ressalta Maurício Campos, um dos organizadores do julgamento.
Entre maio e julho de 2007, cerca de 40 pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas durante uma série de operações policiais realizadas no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Apenas no dia 27 de junho, 19 pessoas foram mortas e 60 feridas por armas de fogo. A ação foi realizada pela Polícia do Rio e pela Força Nacional de Segurança, com a participação de 1.350 agentes policiais.
Instituições do Estado brasileiro foram acusadas ontem (04) de praticar uma política de violência contra a população pobre e negra do país. Os argumentos contra o Estado foram apresentados no Tribunal Popular, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
O evento foi organizado por dezenas de movimentos e organizações sociais com objetivo de questionar o posicionamento do Estado brasileiro em situações de violações de direitos humanos de populações pobres de favelas, periferias urbanas e do campo, principalmente jovens negros, quilombolas, indígenas e seus descendentes.
O caso do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro foi o tema posto em discussão na primeira das quatro sessão de julgamento que serão realizadas desde ontem até amanhã (06) abordando casos emblemáticos que, segundo os organizadores, envolvem a violência institucional do Estado.
“O extermínio é assumido pelo Estado. É o dia-a-dia da ação policial, é o dia-a-dia da ação do Estado no Rio de Janeiro. Essa é a denúncia principal. Que se trata de uma política, de uma cultura de Estado muito entranhada nas instituições. Quem tem que ser julgado são as próprias instituições. E não um ou outro agente de Estado que são os executores desse mecanismo, dessa mecânica”, ressalta Maurício Campos, um dos organizadores do julgamento.
Entre maio e julho de 2007, cerca de 40 pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas durante uma série de operações policiais realizadas no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Apenas no dia 27 de junho, 19 pessoas foram mortas e 60 feridas por armas de fogo. A ação foi realizada pela Polícia do Rio e pela Força Nacional de Segurança, com a participação de 1.350 agentes policiais.