Quanto ao Nany, o raciocínio estaria correto se o Olavo fosse realmente "fruto" da influência de Guénon, Schuon, Evola e outros da mesma corja. Acontece que o padrão dele é mais elevado do que se pode imaginar. O Caio Rossi e os outros rapazes estão tentando enquadrar o Olavo de todo jeito. Vão dar com os burros n'água.
Vale lembrar que pela etimologia, o nome "Olavo" significa "sobrevivente". Graças a Deus, ele sobreviveu a essa e a outras influências ruins, bem como a boicotes, difamações, ameaças de morte, etc.
Outra coisa, Guénon adotava o pseudônimo de Esfinge: "decifra-me ou devoro-te". O mais cômodo é deixar-se devorar, como fizeram esses meninos. O Olavo preferiu decifrar e adverte que é impossível compreender Guénon em profundidade sem livrar-se dele automaticamente. Os meninos não compreendem a ambigüidade que a palavra"influência" tem nesse contexto. Nesse sentido, Olavo também foi influenciado por Marx e Freud, e precisamente por isso não pode ser considerado um "fruto" deles.
""""Por volta de 1974, o movimento abandonou o termo "pentecostal" por outro mais neutro: "carismático", para não ser confundido com os pentecostais mais antigos. Durante aquele ano, calcula-se que o número de grupos de oração da América tenha sido de 1.800 e no mundo todo de 2.400. O número de participantes ao redor do mundo foi estimado em 350.000. Entre esses calcula-se que 2.000 sacerdotes se juntaram ao movimento."""
http://dantas.editme.com/files/aurelio/rcc.htm
Roxane,
Olavo foi influenciado por Marx e Freud, mas nem por isso colocou ambos no panteão dos seus gurus como fez com Guénon. No site dele ainda há uma menção honrosa a Guénon como uma de suas influências - positivas, evidentemente - e logo abaixo a citação elogiosíssima de Valsan sobre Guénon.
Ademais, na controvérsia que o prof. teve com Orlando Fedeli, a despeito de ter desde o início frisado as suas divergências para com Guénon, censurou Fedeli pelo tom desrespeitoso com que este havia se referido ao metafísico francês.
Vejo-me no entanto no dever de apontar pelo menos um grave erro no seu
artigo recente sobre René Guénon. Sou um estudioso da obra de Guénon e
tenho com ele pontos de concordância e de divergência. Deste últimos,
alguns são bem sérios, mas nunca julguei que isto devesse me levar a
enxergar na obra desse autor algo de essencialmente maléfico. Ao contrário,
a elevação espiritual de que ele dá mostras cabais em inúmeros trechos da
sua obra é suficiente para inibir qualquer veleidade minha de contestá-lo
em termos desrespeitosos. (Olavo de Carvalho, em resposta a Fedeli)
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&su…545&lang=bra
E num artigo de 2003,
Guénon é sem dúvida um sábio, e tenho pelos seus ensinamentos um profundo respeito, mas, além de não me considerar discípulo ou seguidor de quem quer que seja — a palavra “guru” sendo usada ali no sentido elástico e polissêmico que lhe dá, aliás, por vezes o próprio René Guénon —, não vejo como poderia me submeter a esses ensinamentos quando se voltam contra realidades patentes. (Olavo de Carvalho)
Neste artigo Olavo explica porque não compartilhava da visão histórica de Guénon e assinala neste autor graves erros de previsão histórica. Porém, apesar do viés crítico do texto, não há nada nele que indique que Olavo julgava Guénon - e os tradicionalistas - como uma corja. Se é assim que ele pensa, então ele deve pensar a partir de 2003 (pelo menos) e não antes, como sugere a deferência prestada ao metafísico francês.
Não estou querendo alimentar aquelas polêmicas inúteis, tão ao gosto dos propagandistas tupiniquins de René Guenon. Não sou tampouco um hater e nem pretendo, do Olavo, cobrar uma coerência monolítica incompatível com o trajeto de um filósofo. Mas deixo aqui estas observações.
[url]/Main#Album.aspx?uid=10219650898572857760&aid=1230533045[/url]
O q tem nesse álbum, Luiz? Nõ dá para ver.
Então tu não sabe o que tá perdendo...
(o dono do álbum é esse: [url]/Main#Profile.aspx?uid=10219650898572857760[/url] )