Trecho:
."Se há no mundo uma coisa óbvia, é que o cristianismo não é na origem uma doutrina, mas uma narrativa de fatos miraculosos. O próprio Jesus deixa isso muito claro em Mateus 11:1-6, quando lhe perguntam quem Ele é: “Contem o que ouviram e viram: os cegos enxergam e os paralíticos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem e os mortos se levantam”. Se essa é a autodefinição de Jesus, essa é a definição do cristianismo: não um discurso doutrinal, mas uma sucessão de milagres.
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Mas vivemos numa época tão estúpida que as pessoas, mesmo crentes, já não conseguem conceber o que seja um milagre: acreditam que é um acontecimento estranho ao qual se atribui uma “causa divina” por falta de uma “explicação científica”. Essa idéia é absurda. Vejam, por exemplo, o milagre de Fátima: ele junta, num só momento do tempo, uma variedade de acontecimentos correlatos – as aparições, milhares de curas de doenças, as profecias confirmadas pelo decorrer da História e, por fim, a “dança do Sol”, vista a centenas de quilômetros por pessoas sem a menor idéia dos demais fatos que ocorriam simultaneamente. Uma “explicação materialista” requereria uma superciência inexistente e, a rigor, impossível, que fosse capaz de encontrar uma causa material comum não só para os variados fatos de ordem histórica, médica e astronômica que compõem o episódio mas para a sua convergência naquele instante e lugar, bem como para a sua coincidência acidental com a simbólica e as doutrinas cristãs.
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Na verdade, todo milagre é assim: não é um fato recortável nos padrões desta ou daquela ciência existente ou inexistente, mas um complexo inseparável, e inexplicavelmente harmônico, de diferentes fatos pertencentes a diferentes planos de realidade. (...)".http://www.olavodecarvalho.org/semana/081225jb.html.
Comentem.
."Se há no mundo uma coisa óbvia, é que o cristianismo não é na origem uma doutrina, mas uma narrativa de fatos miraculosos. O próprio Jesus deixa isso muito claro em Mateus 11:1-6, quando lhe perguntam quem Ele é: “Contem o que ouviram e viram: os cegos enxergam e os paralíticos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem e os mortos se levantam”. Se essa é a autodefinição de Jesus, essa é a definição do cristianismo: não um discurso doutrinal, mas uma sucessão de milagres.
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Mas vivemos numa época tão estúpida que as pessoas, mesmo crentes, já não conseguem conceber o que seja um milagre: acreditam que é um acontecimento estranho ao qual se atribui uma “causa divina” por falta de uma “explicação científica”. Essa idéia é absurda. Vejam, por exemplo, o milagre de Fátima: ele junta, num só momento do tempo, uma variedade de acontecimentos correlatos – as aparições, milhares de curas de doenças, as profecias confirmadas pelo decorrer da História e, por fim, a “dança do Sol”, vista a centenas de quilômetros por pessoas sem a menor idéia dos demais fatos que ocorriam simultaneamente. Uma “explicação materialista” requereria uma superciência inexistente e, a rigor, impossível, que fosse capaz de encontrar uma causa material comum não só para os variados fatos de ordem histórica, médica e astronômica que compõem o episódio mas para a sua convergência naquele instante e lugar, bem como para a sua coincidência acidental com a simbólica e as doutrinas cristãs.
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Na verdade, todo milagre é assim: não é um fato recortável nos padrões desta ou daquela ciência existente ou inexistente, mas um complexo inseparável, e inexplicavelmente harmônico, de diferentes fatos pertencentes a diferentes planos de realidade. (...)".http://www.olavodecarvalho.org/semana/081225jb.html.
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