Caio Blinder, de Nova York
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Eu faço minhas as perguntas da jornalista espanhola Pilar Rahola, que não é judia e ainda se considera de esquerda. Num texto perplexo que circula na Internet, está uma saraivada de questões: por que não vemos manifestações em cidades européias contra ditaduras islâmicas? Por que não existe tanta solidariedade com as vítimas de terrorismo em Israel como quanto às vítimas dos bombardeios israelenses em Gaza? Por que não se defende o direito de Israel de se defender e de existir? Por que se confunde a defesa da causa palestina com a justificativa do terrorismo palestino?
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A fúria contra Israel não é acompanhada de indignação com as barbaridades praticadas pelos regimes do Irã e Síria, patrocinadores do Hamas, contra os seus cidadãos, ou da opressão em geral no mundo árabe-islâmico. Não se trata de desviar as atenções do que esta acontecendo em Gaza. A população civil palestina está pagando um preço terrível. É um ônus moral e político para Israel, país fadado hoje em dia a ser rotulado de genocida enquanto no mundo islâmico se faz vista grossa ao genocídio praticado em Darfur pela ditadura islâmica do Sudão.
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Não se trata de fechar os os olhos a barbaridades praticadas por Israel na sua luta de independência e nos combates para sobreviver em uma região hostil, onde por décadas havia a promessa de ditaduras árabes de jogar os judeus ao mar. O recado genocida hoje é transmitido pelo iraniano Mahmoud Ahmadinejad, enquanto grupos como o Hamas esposam o culto da morte. As mãos de Israel, é verdade, também estão sujas de sangue. Terrorismo foi praticado por seus dirigentes, como Menachem Begin e Yitzhak Shamir.
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Mas de volta a Pilar Rahola e sua perplexidade. Existe esta obsessão com Israel. A esquerda global está obcecada para combater uma das democracias mais sólidas do planeta, onde a imprensa questiona furiosamente as autoridades e há um intenso debate sobre os limites do poder militar ou como adquirir um modus vivendi com os vizinhos.
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Eu faço minhas as perguntas da jornalista espanhola Pilar Rahola, que não é judia e ainda se considera de esquerda. Num texto perplexo que circula na Internet, está uma saraivada de questões: por que não vemos manifestações em cidades européias contra ditaduras islâmicas? Por que não existe tanta solidariedade com as vítimas de terrorismo em Israel como quanto às vítimas dos bombardeios israelenses em Gaza? Por que não se defende o direito de Israel de se defender e de existir? Por que se confunde a defesa da causa palestina com a justificativa do terrorismo palestino?
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A fúria contra Israel não é acompanhada de indignação com as barbaridades praticadas pelos regimes do Irã e Síria, patrocinadores do Hamas, contra os seus cidadãos, ou da opressão em geral no mundo árabe-islâmico. Não se trata de desviar as atenções do que esta acontecendo em Gaza. A população civil palestina está pagando um preço terrível. É um ônus moral e político para Israel, país fadado hoje em dia a ser rotulado de genocida enquanto no mundo islâmico se faz vista grossa ao genocídio praticado em Darfur pela ditadura islâmica do Sudão.
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Não se trata de fechar os os olhos a barbaridades praticadas por Israel na sua luta de independência e nos combates para sobreviver em uma região hostil, onde por décadas havia a promessa de ditaduras árabes de jogar os judeus ao mar. O recado genocida hoje é transmitido pelo iraniano Mahmoud Ahmadinejad, enquanto grupos como o Hamas esposam o culto da morte. As mãos de Israel, é verdade, também estão sujas de sangue. Terrorismo foi praticado por seus dirigentes, como Menachem Begin e Yitzhak Shamir.
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Mas de volta a Pilar Rahola e sua perplexidade. Existe esta obsessão com Israel. A esquerda global está obcecada para combater uma das democracias mais sólidas do planeta, onde a imprensa questiona furiosamente as autoridades e há um intenso debate sobre os limites do poder militar ou como adquirir um modus vivendi com os vizinhos.