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o Obama português

Iniciado por vicente_3 em 07/01/2009 · 2 mensagens

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Aristides Teixeira já foi presidente da Associação Democrática da Ponte 25 de Abril e anseia agora por voos mais altos, já que vai apresentar, esta quinta-feira, a sua candidatura às presidenciais de 2011, inspirado pelo exemplo do presidente eleito norte-americano Barack Obama.

"Antes de Obama seria considerado um acto de loucura que pudesse haver o atrevimento de alguém de cor tentar ser eleito presidente da República portuguesa, mas após Obama já acho que é melhor não se considerar um acto de loucura". Confiante, Aristides Teixeira lança a questão: "se Barack Obama nos EUA, que tem uma projecção racial enorme, conseguiu, então nós não conseguiremos cá em Portugal?"

Esta é já a segunda candidatura do, actualmente, produtor televisivo. Em 1995, Aristides Teixeira foi candidato à Presidência da República, sem ter chegado ao fim da corrida presidencial, mas só agora se apresenta como o "candidato de cor" a Belém. "Esta candidatura apresenta-se para ganhar as eleições", porque "a cor da pele e o sexo não podem ser determinantes para cargos públicos ou não públicos", sublinhou à agência Lusa.

Aristides Teixeira não tem um passado político comparável ao de Obama, tendo sido apenas candidato a deputado pela CDU, como independente, na década de 80. Questionado sobre a escolha da data de apresentação da candidatura - as eleições presidenciais só se realizarão em 2011 - o candidato aponta a independência partidária como razão para a necessidade de uma campanha mais longa.

"Esta candidatura tem de arrancar agora porque não tem apoios partidários, é uma candidatura apoiada em cidadãos e em associações cívicas e logo aí tem um suporte económico mais frágil."

(segue)
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O lema foca-se na temática colonial. "Seria excelente para Portugal ter um Presidente de cor, na medida em que temos um passado colonial com muitas feridas por resolver" sublinha Aristides Teixeira, que acredita que a sua candidatura "pode conseguir finalmente integrar estas comunidades, como também pacificar as relações com os africanos regressados, os ex-combatentes e as pessoas que vieram despojadas dos seu bens de África."
O projecto, que resultou de conversas entre pessoas ligadas a comunidades africanas e movimentos de cidadãos, deverá servir sobretudo para dar ao "instrumento político que como é a Presidência da República um espaço onde a comunidade africana presente em Portugal se sinta e se reveja".
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.as…t_id=1047498

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