Segundo Alan Dershowitz, obsessão por Israel ignora violência pelo mundo.
Norman Finkelstein diz que vitimização busca evitar responsabilidade.
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Daniel Buarque Do G1, em São Paulo
Em nome do apoio à população atacada pelo Exército israelense na Faixa de Gaza, grupos de pessoas de diferentes países do mundo têm se reunido em protesto contra a investida que já deixou mais de 600 mortos. O problema é quando, em nome dos direitos humanos, os protestos dão espaço para declarações e ataques contra o povo judeu como um todo, fazendo referências ao Holocausto e revelando motivações antissemitas, de hostilidade e preconceito contra os judeus como o que tinham os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
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Para um dos mais proeminentes defensores de Israel, o jurista norte-americano Alan Dershowitz, os ataques ao time israelense de basquete na Turquia e a tentativa de incendiar uma sinagoga em Londres, por exemplo, não revelam exatamente um aumento do antissemitismo. “O que acontece é que estamos vendo ser revelada a verdadeira extensão do antissemitismo que existe em todo o mundo, e que normalmente fica mais escondido. Israel está dando uma desculpa para que as pessoas mostrem o que realmente pensam”, disse, em entrevista ao G1, por telefone.
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Segundo ele, as mesmas pessoas que agora se dizem defensoras dos direitos humanos nunca reclamaram dos constantes ataques do Hamas a civis israelenses. “Elas marcham apenas contra Israel. Nunca vi essas pessoas protestarem contra o que está acontecendo em Darfour, não reclamaram do genocídio em Ruanda. Essas pessoas são basicamente antissemitas que agora têm uma desculpa.”
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Professor da universidade Harvard e autor de “The Case For Israel” (Em defesa de Israel, não lançado no Brasil), Dershowitz disse defender o direito que as pessoas têm de protestar, de criticar as ações de Israel. “As pessoas que criticam apenas Israel, que acham que a questão palestina é a única causa a ser defendida no mundo, essas pessoas é que digo que têm motivações antissemitas.”
Norman Finkelstein diz que vitimização busca evitar responsabilidade.
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Daniel Buarque Do G1, em São Paulo
Em nome do apoio à população atacada pelo Exército israelense na Faixa de Gaza, grupos de pessoas de diferentes países do mundo têm se reunido em protesto contra a investida que já deixou mais de 600 mortos. O problema é quando, em nome dos direitos humanos, os protestos dão espaço para declarações e ataques contra o povo judeu como um todo, fazendo referências ao Holocausto e revelando motivações antissemitas, de hostilidade e preconceito contra os judeus como o que tinham os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
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Para um dos mais proeminentes defensores de Israel, o jurista norte-americano Alan Dershowitz, os ataques ao time israelense de basquete na Turquia e a tentativa de incendiar uma sinagoga em Londres, por exemplo, não revelam exatamente um aumento do antissemitismo. “O que acontece é que estamos vendo ser revelada a verdadeira extensão do antissemitismo que existe em todo o mundo, e que normalmente fica mais escondido. Israel está dando uma desculpa para que as pessoas mostrem o que realmente pensam”, disse, em entrevista ao G1, por telefone.
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Segundo ele, as mesmas pessoas que agora se dizem defensoras dos direitos humanos nunca reclamaram dos constantes ataques do Hamas a civis israelenses. “Elas marcham apenas contra Israel. Nunca vi essas pessoas protestarem contra o que está acontecendo em Darfour, não reclamaram do genocídio em Ruanda. Essas pessoas são basicamente antissemitas que agora têm uma desculpa.”
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Professor da universidade Harvard e autor de “The Case For Israel” (Em defesa de Israel, não lançado no Brasil), Dershowitz disse defender o direito que as pessoas têm de protestar, de criticar as ações de Israel. “As pessoas que criticam apenas Israel, que acham que a questão palestina é a única causa a ser defendida no mundo, essas pessoas é que digo que têm motivações antissemitas.”