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Um apelo pela paz

Iniciado por luizfernando em 09/01/2009 · 10 mensagens

luizfernando#1
Carta aos judeus

"Por mais que o governo de Israel e todos os que o apóiam tentem, não irei odiar a vocês, irmãos judeus. Ainda que as tropas israelenses matem centenas de crianças e pessoas inocentes, não irei desejar a morte de suas crianças nem jogar a culpa na totalidade de seu povo.

"Mesmo que manchem a Faixa de Gaza com o sangue de um povo, que também corre em minhas veias, metade árabe, não irei revoltar-me contra nenhuma etnia nem julgar que há raças melhores ou com mais direitos que outras, como quer nos fazer acreditar o governo israelense.

"Embora eu também queira ouvir as vozes judaicas de protesto contra o massacre dos palestinos, não deixarei de condenar os que se calaram diante do holocausto judeu. E mesmo que tomem à força a terra do povo árabe, não irei jamais apoiar o confisco dos bens do povo judaico, praticado há tempos pelo governo nazista.

"Por mais que o governo de Israel e todos que o apóiam traiam a tradição hebraica dos grandes profetas que clamaram por justiça e paz, ainda quero manter viva a esperança que eles anunciaram. Mesmo que joguem sua memória na lata de lixo, faço dos profetas do antigo Israel os meus profetas, pois o anúncio da justiça não distingue credos, nações ou etnias.
luizfernando#2
"Sei que muitos de vocês condenam a violência, não apóiam o massacre dos árabes palestinos, e gostariam que o governo de Israel respeitasse as decisões da ONU e o clamor da comunidade internacional pelo cessar-fogo imediato. Mas, gritem! Se sua voz não for ouvida, acreditar-se-ão com razão aqueles que ainda falam mal de seu povo.

"Mesmo que sejam deploráveis todos os anti-semitas, o silêncio dos judeus diante do massacre perpetrado pelo país que ostenta a estrela de Davi na bandeira pode ser usado como reforço para os argumentos torpes da superioridade racial.

"Há mais de 60 anos seu povo clamou ao mundo por solidariedade. Chegou o momento de retribuir, de mostrar que a solidariedade é um sentimento universal e não restrito a uma etnia. Não deixem o governo de Israel fazer esquecer o quanto vocês sofreram como vítimas, só porque agora ele é algoz e está protegido pela maior potência mundial, os EUA.

"Não permitam que a ação de Israel faça parecer que, apesar das manifestações mundiais de condenação, seu Estado se acredita o único que possui razão, pois era assim que o governo alemão pensava no tempo do nazismo.
luizfernando#3
"Estejam certos de uma coisa: independentemente do resultado da absurda campanha israelense ou qualquer que seja a posição de seu povo diante da violência e injustiça cometida por aquele país, não irei ceder à tentação do pensamento racista; não irei apagar da minha memória a catástrofe do nazismo e o sofrimento do povo judeu; não irei pensar que há povos que não merecem nação e que devem ser eliminados; não deixarei de condenar o anti-semitismo ou qualquer tipo de preconceito étnico.

"Continuarei defendendo a idéia de que todos, sem distinção, somos iguais, e temos os mesmos direitos: judeus, negros, árabes, índios, asiáticos etc. Manter-me-ei firme em minhas convicções, pois jamais quero me igualar aos governantes de Israel e àqueles que o apóiam."
luizfernando#4
[Carta de Maurício Abdalla, companheiro no Movimento Fé e Política, professor de filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo referendada por Frei Betto]
cristina_2#5
POMBINHA DA PAZ

Meu amigo André Mariosa, de São Paulo, enviou-me este texto a respeito da guerra travada por Israel contra o Hammas, em Gaza. Muito bom! Resolvi publicá-lo!

Sempre que vejo manifestações a favor da paz, com pessoas vestindo branco e fazendo aquela pombinha simbolizada pela união dos polegares e as costas das mãos voltadas para frente, pergunto-me: Que diabos essa gente pretende com isso? Comover os criminosos? É patético achar que esse tipo de coisa tenha algum efeito prático. Esse tipo de manifestação é simplesmente inócua. Acreditem, estupradores, homicidas e afins não dão a mínima pra isso.

Por ocasião dos recentes conflitos entre Israel e Hamas em Gaza, houve uma verdadeira intifada midiática contra Israel e a favor da famigerada e desejada paz. Os argumentos em geral são dois: É preciso negociar uma saída diplomática e/ou há uma gritante desproporcionalidade nas ações israelenses.
cristina_2#6
Qual seria a saída diplomática possível entre judeus e nazistas? Entre estupradores e estupradas ou entre o Hamas e Israel? Nenhuma, repito, nenhuma, absolutamente nenhuma. Não há diplomacia com alguém que deseja te destruir, e mais, não há diplomacia com uma organização que foi criada com o objetivo de te destruir. A carta de fundação do Hamas, de 1988, diz claramente: Israel existirá e continuará a existir até que o Islã o destrua, como antes destruiu a outros. O que os bondosos pacifistas acham que vão conseguir? Acham que vão comover fanáticos religiosos que querem islamizar o mundo todo nem que seja pela espada? Não há negociação possível com fanáticos. Os que tentaram negociar com Hitler no Acordo de Munique bem sabem disso.
cristina_2#7
Na questão da proporcionalidade, qual seria a ação proporcional adequada com um grupo que tem o propósito declarado de simplesmente extinguir um Estado e seu povo e trabalha pra isso dia após dia inclusive realizando ataques contra esse Estado?

Israel não se opõe à criação de um Estado Palestino, enquanto fanáticos do outro lado simplesmente querem banir Israel do mapa.
cristina_2#8
Dois membros da intifada pacifista me chamaram especial atenção, porém, sem causar nenhuma surpresa. Contra Israel berraram o orangotango Chávez na Venezuela e o PT em carta oficial. Se há uma coisa que eu acho divertidíssima é a união de certa ala da esquerda com o que há de mais anti- esquerda no mundo: “fundamentalistas” islâmicos. Os “fundamentalistas” são misóginos, homofóbicos, teocráticos, entre outras coisas. A esquerda em tese, e veja, apenas em tese, é contra tudo isso. Mas pra ela serve, afinal os “fundamentalistas” são inimigos dos EUA e dão uma bela ajuda na tentativa de destruir séculos de civilização ocidental, que é justamente o objetivo da esquerda revolucionária. Comoveu-me a cara de pau de quem assinou a carta do PT. Foi assinada por Valter Pomar, chefe do Foro de São Paulo, organização que abriga o Partido Comunista Cubano, responsável por cerca de cem mil mortos em Cuba. É asqueroso ver um hipócrita desse tipo falar de paz e humanidade.
cristina_2#9
A paz não é um fim em si, nem fórmula pronta pra nada. A paz não é uma panacéia. Ela é uma conquista, e às vezes para conquistá-la é preciso ir à guerra, como bem mostrou a Segunda Guerra Mundial. Como disse Churchill sobre os pacifistas da época: "Entre a desonra e a guerra, eles escolheram a desonra, e terão a guerra”. Eu escolho a guerra, para que possamos, quem sabe, ter paz. Infelizmente, às vezes é preciso matar a pombinha da paz, antes que o inimigo mate você. Ele não dá a mínima pra ela.
http://www.cavaleiroconde.blogspot.com/
mafiusus#10
O pacifismo é uma das piores armas de destruição em massa, Danilo Querino.

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