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Países menos religiosos são mais justos?

Iniciado por nildo em 12/01/2009 · 9 mensagens

nildo#1
O sociólogo norte-americano Phil Zuckerman concluiu que países como a Dinamarca e a Suécia, onde poucos acreditam em Deus, são mais justos socialmente. Já países como o Brasil, de forte religiosidade, há mais corrupção, violência e miséria. Sociedades de pouca fé em Deus são mais humanas, constatou.
Fonte: http://e-paulopes.blogspot.com/2009/01/pases-menos-r…-justos.html
gostaria da opnião de vocÊs, estou dando minha opnião nesta comunidade
[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=51279&tid=5290299071771450592&na=4[/url]
gbschmitt#2
E qual conclusão o Sr. Zuckerman chegou sobre Cuba, URSS, Coréia do Norte e demais países socialistas?
stormwatch#3
Mas o socialismo é uma religião, em que se idolatra o "grande líder" do país, seja quem for.
nildo#4
então devemos concluir que independente de comunismo ou socialismo, paizes menos religiosos são mais justos?
priscila#5
Ah, o secularismo humanitário! ! Tão bonzinho, né não? A social-democracia dos países do norte da Europa, que maravilha, né não?

Uma das mais indispensáveis mentiras da estratégia gramscista, certamente. Um dos pilares da Nova Ordem Mundial - a propósito, não custa lembrar que o jornal fundado por Antonio Gramsci em 1919 chamava-se L'Ordine Nuovo. Um visionário e ao mesmo tempo um homem de profundo senso prático, admito!
Enfim: segundo essa estratégia vencedora, a "felicidade", a "verdade"e a "liberdade"só são compreensíveis em termos humanos - trata-se de submeter tudo que é transcendente a tudo que é imanente ao homem. Viveremos todos felicíssimos from hand to mouth, e estamos conversados - sem jamais pensar em outra coisa que não essas materialidades, que são só o que interessa...

ISTO, prezado Nildo - é o gramscismo realizado. A marca do vencedor. O ocidente INTEIRO forneceu o ambiente favorável e fértil, as condições propícias para esta estrondosa vitória do material sobre o transcendente. Todo mundo colaborou.
Alguns dos meus conhecidos mais inteligentes dizem que Antonio Gramsci foi apenas o que se costuma chamar de um accessory after the fact - e que se ele não houvesse existido, outro haveria que viesse desempenhar o mesmíssimo papel. Seria inevitável, segundo eles, que do mencionado "ambiente propício"acabasse surgindo, mais cedo ou mais tarde, como uma bolha pútrida inevitavelmente acaba surgindo de um esgoto, um porta-voz das mesmas idéias que acabaram sendo vistas como propriedade de Gramsci, e de mais ninguém.
priscila#6
A "herança de Gramsci"é, portanto, precisamente esta: a convicção solidamente materialista de que toda a esperança da humanidade, toda a felicidade, todo o "sentido da vida", tudo o que representa a condição humana - é INERENTE a coisas absolutamente MATERIAIS e "deste mundo".
E se a religião não serve a esse propósito torpe, que se apresenta como "nobilíssimo" - então a religião é a INIMIGA DAS GENTES, e como tal deve ser combatida. A Nova Ordem Mundial, bisnetinha da Ordine de Gramsci, diz que quer paz, união e em suma unidade entre os homens - secularizados até a medula, e que rejeitarão a religião como fonte de guerra e separação.

A Nova Ordem exige os robôs, filhos do orango que atualmente domina a terra.
O autômato é um passo à frente - o descendente do orango imbecil virá, e a Transcendência será não apenas execrada, como hoje - mas completamente esquecida.

O que, é claro, é infinitamente pior.
andr_10#7
Por esses critérios de justiça materialistas, o Brasil só piorou quando os anti-cristãos tomaram o poder, pois apesar de o Brasil ser um país aparentemente católico, nós elegemos nos últimos tempos um macumbeiro, um ateu e um "caótico". O fato é que a "elite" brasileira, quem de fato dirige o país não é nem um pouco religiosa.

Pelo menos na Dinamarca o Estado reconhece uma religião, que o monarca deve seguir. São essas coisas que ainda restam do cristianismo que sustentam o que resta da Europa.
priscila#8
Sempre que eu falo nisso, me vem à lembrança a nazista presente no banquete oferecido pelo earl inglês no filme "Vestígios do Dia". Seu discurso era precisamente esse aí: o nazismo quer a paz, o Führer quer a união de toda a Europa, para um futuro de prosperidade e união.

E o babaca do inglês achando aquilo o máximo do humanitarismo, o suprassumo da boa-vontade, e ainda beijando a mão da cobra.
O japonês autor da história acertou no alvo.
priscila#9
TODO o ocidente se submeteu ao gramscismo, amigo. TODO. E quem não se submeteu ainda está em vias de.

A minha atual discussão é se esta submissão aconteceu por causa de Gramsci exatamente ou não. É óbvio que eu acho que não - eu acho que desde a quebra do modelo medieval a vaca saiu andando com as quatro patinhas na rota do brejo, sacomé? Toda contentinha, sacudindo as ancas magricelas, abanando as moscas com o rabo - e sempre firme na direção do brejo...

O homem medieval, aquele que todo mundo acha que vivia pes-si-ma-men-te, e sem o me-nor vis-lum-bre de conforto - SABIA que o que importava não eram suas condições materiais, e sim a salvação de sua alma. Seu caminho para Deus. Este era seu modelo, seu grande fundamento, o chão inefável onde se firmava a vida humana na terra.

E isso foi esquecido, né mesmo?
A água do brejo, amigo, já alcançou o focinho da vaca - se me permite o desajeitado e pobre paralelo. !

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