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Inverno Demográfico: O declínio da família humana

Iniciado por tiago_5 em 15/01/2009 · 11 mensagens

tiago_5#1
Um dos eventos com maior impacto na história moderna está a desenrolar-se silenciosamente. Os sociólogos e os economistas estão de acordo: estamos a ir na direcção de um inverno demográfico que ameaça ter consequências sociais e económicas catastróficas. Os efeitos serão severos e duradouros e estão já a manifestar-se em grande parte da Europa.

“Inverno Demográfico: o declínio da família humana” é um filme espantoso, mostra de forma cristalina como as sociedades com uma reduzida influência da família são vistas agora como estando com sérias ameaças a nível social e económico.

O “Inverno Demográfico” é desenvolvido sobre os testemunhos de peritos de todo o mundo - demógrafos, economistas, sociólogos, psicólogos, líderes civis e religiosos, parlamentares e diplomatas.

Juntos, revelam os perigos que as sociedades e economias mundiais enfrentam, perigos muitíssimo mais iminentes do que o aquecimento global e, pelo menos, tão graves. Estes peritos discutirão como:
tiago_5#2
A “bomba da população”, não somente não teve as consequências previstas, como quase todos os países desenvolvidos estão a experimentar agora taxas de fertilidade bem abaixo dos níveis de reposição. As taxas de natalidade caíram tanto que mesmo a imigração não pode substituir as populações em declínio, e esta emigração está a minar o potencial dos países em desenvolvimento, cujas taxas de natalidade estão agora a cair a um ritmo mais rápido do que aconteceu nos países desenvolvidos.

As economias mundiais continuarão a contrair-se à medida que “o capital humano”, referido pelo prémio Nobel de Economia Gary Becker, for diminuindo Os motores do comércio serão postos à prova à medida que os trabalhadores de hoje não conseguirem ser substituídos e serão incapazes de assumir a responsabilidade de suportar uma população em envelhecimento.

Os programas dos governos reduzirão pela diminuição dos impostos recebidos de uma força de trabalho sempre a diminuir. A relação exponencial dos aposentados versus trabalhadores jovens tornará os actuais sistemas da segurança social totalmente incapazes de suportar a população em envelhecimento.

As nossas tentativas de modernização com as políticas e os programas de engenharia social deixaram as crianças crescer em lares quebrados, com pais ausentes e pouco amparo da família alargada, desligada das gerações, e estas crianças estão a sofrer graves consequências psicológicas, sociológicas e económicas. O incomensurável papel da família intacta no desenvolvimento e na prosperidade das sociedades humanas está em desintegração.
tiago_5#3
A influência dos problemas sociais e económicos nas gerações em permanente redução e cada vez mais desligadas acelerará a deterioração. Os nossos filhos e os nossos netos carregarão a responsabilidade económica e social de regenerar “o capital humano” que é responsável por 80% da riqueza na economia, e eles estarão limitadamente preparados para o fazer.

Será que existe um ponto de não-retorno a partir do qual as consequências da aceleração tornarão a recuperação impossível sem colapso social e económico completo? Mesmo os peritos não podem dizer-nos até onde poderemos seguir esta rampa descendente até que alcancemos um ponto onde se torne inevitável a queda no abismo.

Só se se ultrapassar a incorrecção política de se falar na família intacta nos círculos políticos é que poderão começar a ser encontradas soluções. Estas soluções passarão necessariamente por alterações nas políticas, mudanças que promoverão a família natural intacta.

Da mesma forma que foi necessário o envolvimento cumulativo de organizações de activistas, políticos, o mundo de negócios e a comunicação social para provocar estas consequências involuntárias que estamos a começar a sentir, também terá que ser o envolvimento combinado de todas estas entidades, juntamente com as organizações civis e religiosas, para alterar os corações e as mentalidades de toda a sociedade para nos levar a uma reversão.
tiago_5#4
Talvez seja já demasiado tarde para se evitar algumas consequências muito graves, mas com esforço talvez possamos evitar uma calamidade. O “Inverno Demográfico” constitui uma plataforma e motivo para discussão. As vozes de aviso neste filme têm que ser ouvidas antes que um silencioso, intenso Outono, se torne num longo e duro inverno.
Trailer do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=VZ3QvIdyQZE
silvana#5
Mesmo entre essas mulheres de favela, o número de filhos é menor do que a "favelada" do passado. Se no passado elas tinham 10 filhos, agora elas tem 4,5 vamos dizer. E a mulher de classe média que tinha de 2 a 5, agora tem 1 e 2 ou nenhum.
Essa tendência de queda demográfica é tão forte que realmente teremos o que falaram. É algo muito grave que ninguém liga pois falar em ter filhos vai de encontro ás mulheres que querem trabalhar ao invés de ter filhos e não há nada que vá mudar isso pois fazer com que a mulher e homem se desliguem da família é uma estratégia contra o ocidente...
rorschach#6
Acho que esta muito caro ter filhos hoje em dia.
priscila#7
Sim, haverá os "herdeiros do mundo".
Mas, na verdade, eles não herdarão o patrimonio que seus ancestrais construíram - pelo motivo muito simples de que este patrimonio terá sido destroçado. Ou seja, herdarão o mundo na condição crua, na condição anterior àquela que deveria ser legitimamente a deles.

O castelo que representa o conhecimento foi arrasado - e entre os escombros vagarão os seus herdeiros legítimos, que sequer saberão que HAVIA uma herança, e que ela foi perdida!

O Sapiens reverte ao Orango, e Deus não prometeu uma Terceira Aliança, e sim o cumprimento das duas anteriores.
priscila#8
Custará muito mais caro não tê-los, prezado amigo.
hiranclair#9
Ano passado foi feita uma pesquisa mostrando que no Brasil a taxa de natalidade caiu para 1,8 filhos por casal sendo que para repor a população precisava de pelo menos 2,1.
A curto prazo isso não será problema para o Brasil, mas continuando assim o Brasil também passará pelo seu inverno demográfico e sofrerá economicamente também.
O certo seria aqui no Brasil que já se começasse agora uma política de incentivo para as pessoas terem filhos, não os mais miseráveis que já tem vários, mas principalmente as famílias de classe média que poderiam criar 2, 3 ou 4 filhos com um conforto razoável e muitas vezes só tem 1 ou nenhum.
As Igreja Católica e as Igrejas evangélicas poderiam ajudar enfatizando mais como ter filhos é importante. Isso já é algo que elas ensinam mas podem reforçar mais esse ponto.
Se isso começasse a ser feito agora o resultado não viria de imediato, mas começaria a vir a longo prazo quando a população estivesse começando a cair e criar problemas.
Espero que mais brasileiros comecem a enxergar isso nos próximos anos...
luizpaulo#10
Esse argumento foi bem debatido pelo economista Julian Simon. Ele que inspirou aquele outro economista Bjorn Lomborg a escrever ¨O ambientalista cético¨. Segundo ele, o problema atual nao é de excedentes demográficos mas da falta dos mesmos.
http://www.mercatornet.com/backgrounders/view/population/
http://www.juliansimon.org/writings/Norton/
alexandre_5#11
Acho mais facil eles permitirem se matar os idosos do que colocarem as mulheres para parirem .

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