http://www.axisglobe.com/news.asp?news=14311
Think Tank do qual ele é simpatizante (IPS):
http://www.ips-dc.org/
WASHINGTON - Oito militares americanas - sete da reserva e uma da
ativa- abriram nesta terça-feira um processo judicial em que afirmam
terem sido estupradas, agredidas e sexualmente assediadas nos quartéis,
além de sofrerem retaliações ao se queixarem. O processo, na Corte
Distrital de Washington, é a mais nova denúncia apontando para
violências sexuais disseminadas na mais poderosa força militar do
planeta.
Há menos de dois meses, o secretário de Defesa dos EUA,
Leon Panetta, anunciou medidas para coibir milhares de casos de
violência sexual ocorridos a cada ano. As denunciantes acusam os
comandantes militares de terem uma "elevada tolerância com predadores
sexuais em suas fileiras", e de não tomarem providências contra o
problema apesar de repetidas declarações nesse sentido.
A única
envolvida na ativa pertence ao Corpo de Marines. As sete veteranas foram
da Marinha e dos marines. Sete delas acusam colegas de cometerem
estupro ou tentativa de estupro, e a oitava diz ter sido assediada
durante missão no Iraque. Entre os réus apontados estão Panetta e atuais
e ex-secretários de Defesa e Marinha e comandantes do Corpo de Marines .
Cynthia
Smith, porta-voz do Pentágono, disse em nota que seria inadequado
comentar um processo em aberto, mas que o Departamento de Defesa não
tolera violências sexuais. Ela acrescentou que, conforme regras
implantadas em dezembro, o militar que denunciar agressão sexual deve
ser rapidamente transferido de unidade. Smith salientou ainda que o
Pentágono aumentou as verbas para a capacitação de investigadores e
juízes em questões de abusos sexuais, e para a montagem de um banco de
dados de denúncias.
Uma das autoras da ação, Ariana Klay, disse
ter sido estuprada por um oficial graduado e um amigo civil dele em
agosto de 2010, na residência dela, perto do quartel dos marines em
Washington. O assédio e as retaliações dos superiores após a denúncia a
levaram a tentar o suicídio, segundo a ação. O suposto estuprador
militar foi condenado em corte marcial por adultério e linguagem
indecente, mas não por estupro.
Formada pela Academia Naval dos
EUA, Klay já havia se queixado anteriormente de sofrer assédio sexual, e
por causa disso pediu transferência para o Afeganistão - o que foi
negado, segundo o processo.
- As ações cúmplices dos meus
superiores foram mais traumáticas do que o fato em si - disse Klay,
diagnosticada com transtorno do estresse pós-traumático.
Em
janeiro, ao anunciar medidas contra a violência sexual, Panetta disse
que 3.191 ataques desse tipo foram relatados nas Forças Armadas em 2011.
Como muitos casos não são relatados, ele estimou que o número real se
aproxime de 19 mil.