Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/20…sil_np.shtml
Bom, eu não assisto a novelas - mas desconfio que deveria. Porque o que me dizem é que as novelas induzem a idéias as mais estapafúrdias, mais absurdas, mais desvinculadas da realidade.
E eu já cheguei à conclusão de que esse desvinculamento é um perigo.
De novela em novela, a pessoa vai se emburacando num modelo distorcido que depois passa a ser o dela. É o que me dizem. Mas ainda não fiz esse sacrifício. Me lembro da última novela que assisti, que se chamava "Saramandaia"- mas era uma coisa tão fabulosa que era engraçada (pelo menos eu me lembro assim), impossível de ser confundida com realidade alguma. E me dizem também que os chamados "reality shows"são ainda piores, porque além de ser modelos distorcidos vêm com o carimbo de "real", e portanto confundem ainda mais. Mas assistir a eles está acima das minhas forças.
De qualquer modo, as redes de televisão com certeza são capazes de alterar o padrão de relacionamento das pessoas com a realidade. São indutoras não só de idéias, mas de padrões completos de pensamento e de comportamento.
Sempre bati papo com porteiros, empregadas e anônimos de boteco. É claro que não é sobre filosofia ou Dostoievsky.
Muitas empregadas me disseram que "aprendem muito com as novelas". As novelas da Globo são as de maior Ibope (exceto uma ou outra).
Num país em que ninguém lê e o presidente se vangloria de não ter estudado e de não gostar de ler, as novelas são as principais referências para essa gente. É triste, mas é verdade.
Eu não aguento novela (gostei do "Bem Amado", Roque Santeiro" e uns capítulos de "Putaria noPantanal", hehe.