Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Islã cresce na periferia das cidades do Brasil

Iniciado por gbschmitt em 07/02/2009 · 29 mensagens

gbschmitt#1
Jovens negros tornam-se ativistas islâmicos como resposta à desigualdade racial. O que pensam e o que querem os muçulmanos do guetoPara contar essa história é preciso voltar a 1835, em Salvador, na Bahia, onde a revolta dos malês, liderada por negros muçulmanos, foi a rebelião de escravos urbanos mais importante da história do país. Pouco citada nos livros escolares, depois de um largo hiato ela chegou às periferias pela rima do rap. Lá, uniu-se ao legado do ativista americano Malcolm X, assimilado pela versão do filme de Spike Lee, de 1992. E ao 11 de setembro, que irrompeu na TV, mas foi colado às teorias conspiratórias que se alastram na internet.

É esse o islã que chega para os mais novos convertidos. E com maior força em São Paulo, porque a capital paulista foi o berço duro do hip-hop no Brasil – movimento histórico de afirmação de identidade da juventude negra e pobre. A tentacular periferia paulista é, como dizem os poetas marginais, a “senzala moderna”. E cada novo convertido acredita ter dentro de si um pouco de malê. Não é à toa que Mano Brown, o mais importante rapper brasileiro, mesmo não sendo muçulmano, diz no rap “Mente de vilão”: No princípio eram trevas, Malcolm foi Lampião/Lâmpada para os pés/Negros de 2010/Fãs de Mumia Abu-Jamal, Osama, Saddam, Al-Qaeda, Talibã, Iraque, Vietnã/Contra os boys, contra o GOE, contra a Ku-Klux-Klan.

“Fico assustado com a linguagem desses rappers, mas não tem mais jeito. Alastrou. Depois que o fogo pega no mato, vai embora. O islã caiu na boca da periferia. E não sabemos o que vai acontecer. É tudo por conta de Alá”, diz Valter Gomes, de 62 anos. Ele parece mais encantado que temeroso. Nos anos 90, “advogou” diante das organizações do movimento negro do ABC paulista e dos guetos de São Paulo com grande veemência.
gbschmitt#2
Defendeu que a salvação para os afro-brasileiros era a religião anunciada por Maomé quase 15 séculos atrás: “Irmãos, vocês estão querendo lutar, mas não têm objetivo. Trago para vocês um objetivo e uma bandeira. O objetivo é o paraíso, a bandeira é o islã”.

Essas palavras encontraram material inflamável no coração de alguns rappers, que há muito procuravam um caminho que unisse Deus e ideologia. Enquanto o islamismo soou como religião étnica, trazida ao Brasil pelos imigrantes árabes a partir da segunda metade do século XIX, não houve identificação. Mas, quando o movimento negro, e depois o rap, difundiu a revolta dos malês como uma inflexão de altivez numa história marcada pela submissão, a religião passou a ser vista como raiz a ser resgatada. Os jovens muçulmanos dizem que não se convertem, mas se “revertem” – ou voltam a ser. Para eles, a palavra tem duplo significado: recuperar uma identidade sequestrada pela escravidão e pertencer a uma tradição da qual é possível ter orgulho.

As igrejas evangélicas neopentecostais, que surgiram e se multiplicaram a partir dos anos 80, com grande penetração nas periferias e cadeias, não tinham apelo para jovens negros em busca de identidade e sem vocação para rebanho. “Na igreja evangélica da minha mãe, me incomodava aquela história de Cristo perdoar tudo. Eu já tinha apanhado de polícia pra cacete. E sempre pensava em polícia, porque o tapa na cara é literal. Então, o dia em que tiver uma necessidade de conflito, vou ter de virar o outro lado da cara?”, diz Ridson Mariano da Paixão, de 25 anos. “Eu não estava nesse espírito passivo. Pelo Malcolm X, descobri que, no islã, temos o direito de nos defender. Deus repudia a violência e não permite o ataque, mas dá direito de defesa. Foi esse ponto fundamental que me pegou também quando eu vi pela TV o 11 de setembro e achei que o mundo ia acabar.”

Eles se inspiram em Malcolm X e acreditam que o 11 de setembro divulgou o islã entre os oprimidos
gbschmitt#3
Ridson tornou-se Dugueto Sharif Al Shabazz em 2005. Seu nome é uma síntese histórica da trajetória do islã na periferia brasileira. Ridson, o nome que deixou, foi escolhido pelo pai, um negro que gostava de piadas racistas. Dugueto é o nome do rap, para marcar a origem do gueto. Sharif é o nome do personagem de um filme de gângsteres. Shabazz foi tirado do nome islâmico de Malcolm X.

Essa geração também não perdoa ao catolicismo sua omissão no período da escravidão africana. “Minha família é católica, mas comecei a investigar a história e descobri que a Igreja deu sustentação à escravidão. Diziam que os negros não tinham alma”, afirma Honerê. “Sem contar que Jesus era branco, os anjos eram brancos. E tudo o que era ruim era negro. Aí eu pensava: ‘Então tudo o que é ruim vem de mim?’. Isso parece pequeno, mas na cabeça de um adolescente maltrata, faz com que a gente se torne ruim, viva uma vida ruim. Então conheci o islã.”

Honerê tornou-se um dos principais divulgadores da religião no ABC paulista. Ele é dirigente do Movimento Negro Unificado (MNU) e funcionário do Centro de Divulgação do Islam para a América Latina (CDIAL). Para ele, como para a maioria dos muçulmanos negros, não faz a menor diferença que raça não exista como conceito biológico. Raça é um conceito cultural, que determinou todas as assimetrias socioeconômicas que determinaram sua vida e hoje representa um elemento fundamental na construção de sua identidade, inclusive a religiosa. Ele narra com clareza como Carlos Soares Correia transformou-se em Honerê Al Amin Oadq, em meados dos anos 90:
gbschmitt#4
– Minha mãe era doméstica em casa de branco, muitas vezes foi chamada de “negra infeliz”. Eu percebia que, no sistema de saúde e a todo lugar que eu ia, só gente da minha cor passava por dificuldades. Eu mesmo já levei coronhada da polícia sem justificativa, já defendi mulher negra no metrô, porque branco bêbado achava que era prostituta. Não tem um negro neste país que não tenha uma história de discriminação para contar. Então fui em busca da minha história. Era o tempo em que o rap era música de preto para preto. E o rap me apresentou Malcolm X. Aos 14, 15 anos, ele se tornou a minha grande referência político-racial. Depois descobri a história dos malês. Eles estavam num nível diferente se comparar com os outros negros da senzala. Não bebiam, não fumavam, sabiam escrever, eram instruídos. Se tivessem conseguido tomar a Bahia naquele 25 de janeiro de 1835, teriam o país em suas mãos, e o Brasil seria um estado islâmico.
fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI25…+BRASIL.html
gbschmitt#5
Segundo o Wikipédia: [url]/Main#CommMsgPost.aspx?cmm=44668&tid=5300170134974196257[/url]Revolta dos Malês
Planejada por elementos que possuíam experiência anterior de combate, na África, de maneira geral, os malês propunham o fim do catolicismo - religião que lhes era imposta -, o assassinato e confisco dos bens de todos os brancos e mulatos e a implantação de uma monarquia islâmica, com a escravidão dos não muçulmanos.
De acordo com o plano de ataque, assinado por um escravo de nome Mala Abubaker, os revoltosos sairiam da Vitória (atual bairro da Barra, em Salvador) "tomando a terra e matando toda a gente branca". De lá rumariam para a Água de Meninos e, depois, para Itapagipe, onde se reuniriam ao restante das forças. O passo seguinte seria a invasão dos engenhos do Recôncavo e a libertação dos escravos.
andr_10#6
Hehe.. a reportagem dá um exemplo de uma muçulmana convertida:
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"Essa mesma mulher traz na cabeceira O capital, de Karl Marx, e diz admirar Che Guevara com fervor revolucionário."
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Outro trecho interessante:
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"A força do levante dos malês inspira os novos muçulmanos do gueto. Muitos sonham com um estado islâmico no Brasil – “ainda que seja um estado dentro do Estado”. “Acredito que daqui a dez, 15 anos, isso será possível. Há uma geração tentando fazer isso de forma organizada."
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O processo de desmoralização do Brasil está mesmo mais que completo, por isso não discordo muito da declaração do sujeito. Do jeito que está nem haverá Brasil daqui há 15 anos.
thepriestman#7
Complicado. Mas será que está crescendo mesmo? Quer dizer..será o dado confiável?

Moro em Sampa. Já trabalhei com pessoal de favelas de vários bairros da zona leste. Os poucos islamitas que vi eram mulheres, e que queriam separação dos maridos (nossa, e elas não usam desodorante por debaixo daquela roupa...argh).

Esse trabalho durou um ano e meio, mais ou menos. E não tem tanto tempo assim que justifique esse boom.

Ainda acho que o preocupante é o crescimento pentecostal.
orkut_25#8
Enquanto isso a igreja católica luta pelos movimentos sociais, por sem terras e sem tetos...
filipe_7#9
O Brazil sempre se afundando ainda mais na subversão soviética.
alexandre_5#10
Isso é comum, especialmente entre esse pessoal que gosta de Rip Rop,etc ...
Com o passar do tempo se incorporou elementos pseudo islamicos a esta cultura,etc ...
Alguns tem se convertido ao Islam, entretanto não vejo isso como algo tão ruim pois se não fosse o Islam seria qualquer outra ideologia idiota de esquerda , isso esta acontecendo atualmente somente por conta da super exposição do Islam na Midia e pelo fato de que movimentos como o Nation of Islam promoverem um sincretismo que é perfeito para esses jovens idiotas , pois junta radicalismo islamico com odio racial .

São muito raras conversões de pessoas para religiões completamente diferentes, é comum catolicos tornarem-se protestantes, mormons se tornarem catolicos , catolicos se tornarem mormons isso por razão de que são todas religiões dentro do proprio cristianismo, agora conversões por exemplo de budistas para cristianismo é raro, etc ...
O que acontece é apenas adesões e não conversões.

As 'conversões' ao islam em sua maioria que acontecem no Brasil são de mulheres normalmente novas , isso ao que tenho observado acontece primordialmente pelo fato de estas desejarem alguem que lhes resolva toda a vida já que no sistema islamico é assim que acontece pois a mulher sempre terá um "dono" orá o pai, orá o marido , este tera de sustenta-lá ,etc ... E no fim ela praticamente não terá com que se preocupar , pois que decidirá sua vida e fará as escolhas serão sempre outros .

Pode parecer politicamente incorreto , mas é o que observo .
marcosleonardi#11
não sei... será que a conversão é real e com "sutança"? Meu palpite é que esses rappers usam o islamismo para mascarar o complexo de inferioridade mas não abandonam seus velhos hábitos por completo. Se for assim, esperançosamente, bem capaz do Brasil bagunçar o movimento islâmico mesmo. Daqui a pouco vai ter mano fazendo carreira em cima do Al Corão.
Mas mesmo assim é preocupante a possibilidade dessa onda islâmica existir de fato, chegar ao narco-tráfico, e o conceito de estado "islâmico" dentro do Estado, seja aplicado nas zonas dominadas pelo mesmo, embora seja uma contradição monstra, o mundo ta cheio dessas coisas absurdas.
hiranclair#12
Se o Islamismo tiver um crescimento pequeno, continuando religião minoritária, não acho que possa fazer grande mal ao Brasil. Até pelo contrário, sendo adotado por pessoas que não conseguem mais crer em nenhuma religião cristã, pode trazer uma organização para a vida da pessoa, moralidade, estruturar famílias, embora patriarcais e autoritárias, mas isso é melhor que pessoas com vidas desregradas, mães solteiras, pessoas presas ao alcoolismo, drogas, etc.
Mas acho sim que um Islã politizado na linha que foi colocado, de esquerda, associado a ódio racial pode ser um elemento negativo.
Por fim, não vejo o Brasil correr tanto risco de ser islamizado como a Europa. Aqui a força dos pentecostais nas periferias é grande e não acredito que o Islamismo possa superá-la.
orkut_7#13
Ainda acho que o preocupante é o crescimento pentecostal. [2]
silvana#14
O islamismo é permeado de escravidão pesada de tudo que é povo, negro, branco etc. Ele diz que o catolicismo foi conivente com a escravidão mas não cita a escravidão ferrenha islâmica...
Sem falar que com o Brasil é um país de valores masculinos e femininos em declínio, em decadência, em mudança. O islamismo é extremamente conservador nos costumes e na periferia rola a liberalidade, a gravidez precoce, o divórcio, a violência. Até parece que esse pessoal vai deixar sua vida esquerdista liberal libertina por deixar de fazer sexo, casar, deixar de beber e o homem voltar a ser figura forte.

Essa reportagem é sensacionalista pra mim..
hiranclair#15
As exigencias de mudanças de costumes são muito rigorosas no Islã, a roupa das mulheres e outras coisas, mas existem sim pessoas que cansadas da liberalidade aceitam isso, assim como o Pentecostalismo consegue fazer pessoas largarem a bebida, drogas, promiscuidade, etc.
Entretanto, em comparação com o Islã o pentecostalismo é mais flexível e brando nas exigências de costumes, além de ser uma outra forma de Cristianismo, e por isso mais fácil as pessoas aceitarem que o Islamismo.
Acho que isso de Islamismo no Brasil não é motivo de preocupação, pelo menos por enquanto. O Pentecostalismo é a grande barreira que não vai deixar o Islamismo crescer muito nas periferias... Além disso o Brasil não tem um grande fluxo de imigrantes islâmicos como a Europa e por esse caminho também o Islamismo não crescerá.
silvana#16
Hiranclair obrigada por se expressar bem. Eu concordo com você as pentecostais conseguem aparecer bem nas periferias porque permite o sexo desenfreado, a bebida, as mulheres modernas, promiscuidade e gravidez precoce ao fazer vista grossa para essas coisas. As meninas e meninos dessas igrejas não são um exemplo de conservadorismo e nunca aguentariam, aliás, ninguém da periferia brasileira aguentaria o conservadorismo nos costumes do islã, porque eu conheço bem essa gente e só prezam pela frequência na igreja porque por baixo dos panos fazem as coisas mais grosseiras sexualmente falando.
vicente_3#17
Essa mistura de ressentimento social com o islamismo pode dar numa merda monstruosa. (2)
priscila#18
O Islam é uma religião que se presta a distorções e violência - que os muçulmanos me perdoem, mas é.
Essas facções crescem desenfreadamente entre ressentidos, em terras arrasadas. A "simpatia" que os esquerdistas têm pelo Islam já começa daí - é que esses esquerdistas, principalmente os "nossos", são todos ressentidinhos loucos pra estuporar com o próximo. Então são ateus, mas "entre as religiões" até que "vão com a cara do Islam". Vão porque essas facções do Islam são ressentidas igual a eles, tem o mesmo ódio deles, a mesma intolerância, a mesma vontade de "matar infiel". Por isso simpatizam, por afinidade, por empatia. O Islam da minha bisavó essa orangada iria ODIAR.
hiranclair#19
Obrigado por comentar minha mensagem. Tive formação evangélica, conheci várias igrejas evangélicas e acho que se deve sempre ser cuidadoso nas afirmações e generalizações.
Concordo com vc que quase ninguém na periferia aguentaria o conservadorismo islâmico. Agora, sobre as igrejas pentecostais, sua vantagem é que tem várias igrejas diferentes para agradar a todos os gostos. Existem igrejas como a Assembléia de Deus e a Congregação Cristã que ainda insistem em costumes como fazer as mulheres usarem saias compridas e não cortarem os cabelos. Mas quem não gosta dessas pentecostais mais conservadoras pode entrar na Igreja Internacional da Graça, na Igreja Universal e outras semelhantes.
Assim, muitas pessoas conseguem se converter para essas igrejas sem o peso de mudar muito os costumes. E existem sim nas igrejas pessoas que frequentam mas continuam promíscuas, com vícios, porém saliento que não concordo em generalizar que as Igrejas Pentecostais não mudem nada as pessoas, existem mudanças sim, abandono de alcolismo, vícios, essas coisas todas, mas isso é feito de um jeito mais brando que o Islã, existe uma tolerância maior com o pecador e seus pecados, o que é muito mais palatável para o brasileiro. Deve-se tomar cuidado também antes de julgar uma Igreja por conhecer alguns membros, como as Igrejas dizem, lá não é um lugar de santos, mas de pecadores buscando melhorar, então é bom evitar críticas precipitadas. A Igreja evangélica que acho a pior de todas é a Universal, mas acredito que a maioria das Igrejas são sérias e são boas para o povo.
hiranclair#20
Só complementando mais um pouco, o que você falou de as igrejas fazerem vista grossa sobre gravidez precoce essas coisas faz parte do jeito delas de trabalhar e acho bom que seja assim, o público dessas igrejas é cheio de pessoas nessas condições, elas não podem pegar muito pesado na crítica a essas pessoas, mas elas tentam orientar pra não acontecer, dizer que elas permitem isso não acho correto, acontece que como elas tem que lidar com esse público tem que pegar leve, não podem querer ficar punindo, sendo muito duras com essas pessoas. E fazendo assim conseguem bastante sucesso com o povo.
hiranclair#21
Só mais algumas observações. São muitas as igrejas evangélicas, então sobre o que você falou de jovens como exemplo de conservadorismo, sei que em muitas igrejas de periferia e igrejas novas os jovens não são exemplos de conservadorismo, mas em igrejas pentecostais como a Assembléia de Deus e Congregação Cristã, que também são fortes na periferia, se encontram muitos jovens realmente conservadores. Não discordo da sua visão, você conheceu pessoas e viu uma parte do realidade, só quero mostrar que é um panorama amplo, complexo e deve-se ter cuidado com as generalizações.
priscila#22
Eu acho que o Islam vai ser instrumentalizado aqui como foi instrumentalizado em outros lugares - e como as igrejas que vocês citam também são completamente instrumentalizadas. A verdade é que muita coisa PODE SER instrumentalizada, a manipulação de pessoas ignorantes e que vivem em condições extremas é relativamente mais fácil. Não se trata bem da pessoa ser mais ignorante, e nem exatamente da pessoa ser pobre: se trata da pessoa JÁ TER SIDO TRABALHADA pela mistura do que se pode chamar de paradigma rede Grobo e ressentimentos induzidos por inúmeros outros fatores. Se trata da pessoa já vagamente aflita com o que a cerca, sem ter muita certeza de como agir na vida, e já de alguma forma manipulada. Eu conheço uma porção de pessoas que frequentam igrejas Pentecostais e fui numa, uma vez. Saí principalmente atordoada com a gritaria e a repetição quase hipnótica e histérica de "glória" e " aleluia". Aquilo não permite a interiorização que a prática religiosa exige, penso eu. Se atordoou a mim, não vejo por que não atordoe qualquer pessoa. Eu, perdão pela franqueza, não quero ofender ninguém - mas achei aquilo um massacre, de um tipo especial, que impede a pessoa de pensar e faz a pessoa apenas reagir, de forma quase automática, no meio daquela gritaria frenética.

Eu acho que o Islam manipulado tem um efeito parecido, o de anular o sentido crítico das pessoas.

E, como eu mesma apontei, o Islam se presta muito MAIS à manipulação para a violência do que uma vertente do Cristianismo, por mais que essa vertente se preste também à manipulação. O que eu vejo é que essas pobres pessoas são manipuladas no sentido da exploração material, de darem tudo o que têm, mesmo aquilo que vai deixá-las desesperadamente sem nada - e para o enriquecimento criminoso de alguns. Não no sentido da violência, ao contrário. Mas é uma manipulação, sem dúvida.
priscila#23
Deixa eu dizer que não desacredito e nem faço pouco do estado chamado êxtase religioso. Mas precisamente esse estado não pode ser induzido de forma tão obviamente externa, uma vez que seria um estado de máxima e profunda interiorização. Penso que muito poucos atingem este grau de aproximação com a Transcendência, falando francamente. A pré-condição para isto eu não sei qual é, penso que Deus concede o dom a quem Ele quer que tenha o dom, ou a graça - e certamente não se trata de uma coisa que possa ser induzida por agentes externos, na base da "forçação de barra".
hiranclair#24
O que é lamentável também em muitas igrejas pentecostais é a precária formação cultural e teológica dos pastores, em igrejas históricas como a Batista, Presbiteriana, Metodista, todos os pastores fazem vários anos de seminário, se preparam muito, já nas pentecostais a formação é rápida, a base teológica é fraca e eles focam mais no êxtase religioso como foi falado, focam mais na busca na emoção religisa, na busca de milagres e menos na doutrina. Em igrejas históricas existe escola dominical, ensinamento ético forte e constante, o que é mais fraco em muitas igrejas pentecostais, daí a visão de falta de seriedade e moralidade que alguns enxergam.
O protestantismo no Brasil infelizmente não tem uma massa intelectual conservadora forte como nos EUA. Alguns sociólogos e pesquisadores chegaram a pensar anos atrás que o protestantismo no Brasil poderia criar uma nova direita cristã como nos EUA, mas infelizmente o Brasil está longe disso. Embora não consigam dobrar os protestantes para aceitar casamento gay, aborto, coisas assim, salvo exceção da Universal que aceita o aborto, patidos de esquerda e o PT tem conseguido enrolar e manipular grande parte dos evangélicos brasileiros.
É um fenômeno amplo e complexo o protestantismo brasileiro, poderia servir de base a uma política conservadora no Brasil, mas cercado por um ambiente esquerdista, sofre também os efeitos da ação gramsciana e é corroído e debilitado no seu potencial conservador. Mas ninguém pode criticar muito isso, se o Catolicismo brasileiro perdeu quase toda sua força conservadora quem pode criticar os protestantes?
Apesar disso, acredito que o Protestantismo tenha um efeito positivo e benéfico na vida de milhões de brasileiros, e vejo muito mais pontos positivos que negativos. Mil vezes melhor o Pentecostalismo nas periferias que o Islamismo, mesmo a Universal acho melhor opção que o Islamismo.
silvana#25
Hiranclair porque acha que a universal é melhor negócio que o islamismo? Não seria bom uma forte moral na periferia? Com o braço forte do islã gravidez precoce, divórcio, trabalho duro, família poderiam ser reavivados.

Desculpem minha insistência mas sou fascinada pelo lado dos costumes islâmicos, é incrível como eles não amolecem em nada enquanto o ocidente cristão me deprime por ser um antro de frouxidão e ateísmo.
leandro#26
As pessoas vão rezar pra Alá num terreiro de candomblé enquanto matam uma galinha preta. As cinco preces diárias serão 4, de vez em qndo 3, dependendo do calor. As mulheres irão desfilar peladas no carnaval só de burca. O Brasil é a pior coisa que poderia ter acontecido ao Islã. Inch´allah!
hiranclair#27
Em outra mensagem disse que acho que pode ser benéfico sim para algumas pessoas a conversão ao Islã, que isso resgata a família, diminui gravidez na adolescência, essas coisas. Mas não gostaria de o Islã crescendo muito e o Brasil se tornando islâmico.
Falei que prefiro a Universal que o Islã imaginando que antes um país pentecostal, do que islâmico, porque sendo pentecostal pelo menos teríamos mais liberdade que no Islamismo.
Sobre a questão de os muçulmanos serem rigorosos enquanto no Ocidente e no Brasil predomina uma frouxidão, também me incomoda e acho horrível a frouxidão moral do Brasil. Mas no Islamismo é o oposto, é um moralismo autoritário horrível de se viver. Procure ler um pouco mais sobre a vida das mulheres muçulmanas, o dia a dia, as repressões constantes que uma mulher passa durante a vida.
Eu gostaria que houvesse uma moralidade melhor mas que as pessoas chegassem a isso livremente, não forçados, na marra.
Pra mim, gostaria que o Brasil continuasse predominantemente cristão e que com o tempo se resgatasse uma moralidade tradicional.
Um livro recente que li sobre o Islamismo chama-se Persépolis, que é a biografia em quadrinhos de uma iraniana chamada Marjane Satrapi. Nesse livro aparece muito bem como é ruim o autoritarismo ao qual são submetidas as mulheres. A polícia no Irã importuna as mulheres o tempo todo, prende por causa de pouca coisa, porque está aparecendo um pedaço grande de cabelo, por exemplo, acham que a roupa está apertada, coisas mínimas.
Homens também são submetidos a uma série de regras e restrições. Resumindo, o Islamismo, a não ser que sofra uma reinterpretação moderada, produz sociedades autoritárias, é essa conclusão que cheguei, e disso quero distância. Por isso devoto simpatia e prefiro os pentecostais ao Islamismo, mesmo que não sejam tão fortes no controle moral dos fiéis. Apesar disso, exercem uma melhoria moral na população e pode ser que no futuro essas igrejas melhoresm a formação dos seus quadros, ensine mais doutrina e ética para os fiéis, acho bem possível.
hiranclair#28
Entendo o fascínio que o Islã exerce em algumas pessoas conservadoras ou até em pessoas que sempre foram o oposto disso, mas estão cansadas de uma vida desregrada. Fascina a ordem forte, os princípios morais rígidos e fortes. Mas o preço que se paga por isso é caro, em troca da ordem e moralidade se paga com a liberdade. Quem apóia o Islã horrorizado e cansado da frouxidão moral do Ocidente pode se arrepender no futuro por ter uma vida com pouca liberdade, principalmente as mulheres, é pior pra elas.
Por isso, não apóio o Islã, por ruim que sejam as coisas no Brasil desejo e tenho esperança, por difícil que possa parecer, que um dia possam ir ressurgindo e se fortalecendo no Brasil valores morais que vão crescendo por aceitação voluntária sem ser impostas de forma autoritária. As Igrejas cristãs e outras religiões menores podem com o tempo conseguir reforçar a pregação de valores morais e ajudar o país, acho que pode acontecer, não é impossível.
Se o Islã tiver um pequendo crescimento no Brasil não me preocupo, mas se houvesse um crescimento explosivo não ia gostar nem um pouco, aí sim ia me preocupar.
gbschmitt#29

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