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Um guru da educação brasileira

Iniciado por antnioluiz em 08/02/2009 · 13 mensagens

antnioluiz#1
Trecho:
.Se vasculharmos todas as bibliotecas, todos os registros, todos os arquivos sobre a história da educação burguesa, não encontraremos um só documento, um só memorando, uma só ata onde apareça, mesmo indiretamente, uma discussão nestes termos: “Os interesses objetivos da nossa classe são tais e quais, os meios de forçar as pessoas a trabalharem para nós são estes e aqueles, e os meios de camuflar toda a operação são x e y.” Nenhum educador, ministro da educação, professor ou inspetor do ensino primário, médio ou superior jamais disse uma coisa dessas, ou pelo menos não há documento que o registre.
.
Eles falam, sim, de valores, de fins da educação, de aprimoramento da inteligência humana, de virtudes cívicas, etc., mas nunca, jamais, de uma operação para forçar invisivelmente os dominados a uma conduta que, alertados, eles poderiam não aprovar. Como é possível que uma operação tão delicada não deixasse o menor rastro, senão numa linguagem tão desligada, aparentemente, de qualquer intenção manipulatória, de qualquer imposição camuflada, de qualquer “violência simbólica”?
.http://www.olavodecarvalho.org/semana/090204dc.html.
Comentem.
matheusbacila#2
A maioria dos professores (sociologia e afins) critica o "modelo de educação burguesa", ao passo que a sua conduta profissional se baseia no óbvio "modelo de educação esquerdista".

Pensam que a escola impõe ao aluno valores burgueses (o padrão de orgnização dos alunos nas salas de aula, por exemplo, como diria minha antiga professora de sociologia), o que não é de todo uma mentira, embora eu com certeza concorde com essa organização. Porém, o que eles transmitem ao aluno são claros conceitos marxistas, a doutrinação esquerdista.

Criticam a imposição de certos conceitos aos alunos, ao mesmo tempo que também impõem outros conceitos a eles! Não querem que eles sejam doutrinados ideologicamente (com "valores burgueses"), mas é justamente o que eles fazem (com valores marxistas). Depois falam que o aluno tem que adquirir senso crítico. Mas como que ele vai conseguir isso, se na escola ele só é exposto a um viés ideológico?
antnioluiz#3
Boa pergunta.
besmenov#4
O pior é quando eles vêm com esquerdismo travestido de isentismo, p/ usar uma expressão de Reinaldo Azevedo.
antnioluiz#5
E os empresários donos de escolas particulares nem aí...
priscila#6
Sim, sem dúvida que uma das coisas mais hipócritas possíveis é a doutrinação feita em nome do "senso crítico". Quando eu fui reclamar do livro - da cartilha doutrinária - na escola da minha neta e recebi essa resposta, fiquei enfurecida! A cartilha justamente pretende, tem como OBJETIVO, anular qualquer VISLUMBRE de "senso crítico" na criança, se possível ANTES QUE ESTE SENSO CRÍTICO NASÇA! Já está o pobrezinho oprimido aos seis anos de idade, impedido de PENSAR!

Um escândalo, um CRIME, isso!
Essa caterva tinha que responder por crime de lesa-pátria, por crime contra a humanidade!
priscila#7
A MESMA diretora que privadamente se declarava contra Luifináfio, os petralhas, o governo - ADOTOU NA SUA ESCOLA UMA CARTILHA DE DOUTRINAÇÃO COMUNISTA!!!!!

E eu lá, encarando aquilo - e as mães com cara de tacho, "não sabendo a que eu me referia"! E eu - "nunca LERAM os livros escolares de seus filhos, idiotas? Nunca se interessaram em saber o que ensinam a eles, relapsas, preguiçosas, relaxadas?

A diretora calmíssima, maior aplomb dizendo sorridentemente que era até CONTRA o PT e "tudo o mais que está aí", etc, como "todas ali eram testemunhas", mas o "senso crítico", etc - e o livro lá, na minha mão! Eu uma FÚRIA, e as pessoas com caras e bocas, todas me achando "maluca", "estressada" e "radical"!

Eu não sirvo pra essas coisas, palavra de honra. Eu fico fora de mim. Eu viro as costas, bato as portas, tiro a criança do colégio, chamo todo mundo de imbecil pra baixo, crio dezenas de desafetos num dia só, como aliás meus filhos e amigos apontam. Azar. Não creio que eu "adiante" e nem estou ligando pra isso - e certamente não vou deixar nunca de fazer essas coisas. !
juliocesar_2#8
Excepcional essa coluna do Olavo, não conhecia este dito "guru" da educação brasileira, mas seus "pensamentos" certamente se fazem presentes em todas as salas de aula deste país ...
priscila#9
A verdade é o que aquilo que chamamos de "educação escolar" é uma coisa completamente idiota que não ensina nada a ninguém - mas não ensina porque um imbecil não pode mesmo ensinar nada - não sabe nada, vai ensinar o quê? Como está todo mundo imbecilizado, ficamos nisso eternamente. Quando não era assim, e havia quem SOUBESSE alguma coisa e ENSINASSE o que de fato SABIA, a gente APRENDIA.

Agora acho que cada um tem que fazer lá seu esforço pessoal muito aplicadamente, sem contar com nada "organizado", a não ser que se trate de um benemérito confiável, como Olavo de Carvalho! Que tem só um, ou dois, por aqui! Não acho que tenha outro jeito de se saber coisa nenhuma sem ser esse. Quando me dizem que vão "melhorar"o ensino eu ponho as mãos na cabeça - como "melhorar"? Quem é que vai "melhorar"? É mais idiotice, sempre mais. Ninguém sabe porcaria nenhuma, nem as coisas mais banais. A tal da "informação"é uma babel ridícula, um bestialógico sem fim - as crianças nas escolas não têm a MENOR IDÉIA de coisa nenhuma, estão todos estupidificados, completamente. TUDO o que pensam que sabem está ERRADO, distorcido. Dá vontade de CHORAR quando se vê o nível da ignorância.

Nem os instrumentos básicos de aprendizado existem mais: não sabem ENTENDER o que leem, e consequentemente não sabem escrever. Também não leem nada, nunca, então não faz falta. O homem perde rapidamente sua grande simbologia, a palavra. A "linguagem" hoje no Brasil é um dialeto que tem quinhentos vocábulos, se tiver. E acabou, caput, tem mais na-da. Me contaram que a TV Grobo "adaptou" Machado de Assis, o "Dom Casmurro". Quis ver, e alguém me trouxe a gravação de um capítulo - desisti de ver o resto. O que foi aquilo?! ! E assim vamos acabando com qualquer coisa que um dia tivemos.
matheusbacila#10
Esse monopólio que a esquerda possui em toda a rede escolar brasileira é uma coisa triste. Já discuti várias vezes com vários professores meus (História, Geografia, Sociologia, Filosofia e Prod. de Texto) sobre política e até economia. O mais doutrinador de todos era o de História. Uma vez, após mais uma aula de duras críticas ao capitalismo, alcancei o cidadão no corredor e perguntei "Professor, você já leu alguma coisa do Ludwig von Mises, da Escola Austríaca?", para o que obtive a resposta "Não. Quem é?". O cara nem sabe do que se trata o liberalismo em si e sai por aí criticando o mesmo.

Já apresentei inúúúúmeros textos e links de sites para todos eles. Nenhum via. Nenhum. O único que viu alguma coisa foi aquele mesmo de História, quando mostrei para ele um artigo do MSM sobre o aquecimento global. E, por incrível que pareça, ele me respondeu "Olha, ele tem uma certa razão nisso tudo aqui".

Mas, Priscila, você não gostou de "Capitu"? :O. Nossa, eu achei uma microssérie sublime. Assisti somente a três episódios e foi a melhor série televisiva que eu já vi, com certeza. Realmente fantástica. TUDO foi feito maravilhosamente! Os elementos teatrais, a trilha sonora, a fidelidade ao livro e, principalmente, a perfeita interpretação dos atores (Michel Melamed é foda). Eu li uns comentários de pessoas que assistiram à microssérie e TODOS falaram algo do tipo: "Olha, eu não gosto muito da Globo, mas eles se superaram com essa microssérie!". Ficou realmente muito bonita.
priscila#11
! FIEL à obra machadiana, aquilo?
Eu achei que toda a delicadíssima sutileza - grande, imensa característica de Machado de Assis - foi para o beleléu! Dom Casmurro é um romance absolutamente feito de detalhes, e pra mim foi BRUTALIZADO em público! Considerei aquilo um estupro literário, se você quer saber. Como aliás essas adaptações costumam ser, quase invariavelmente. Mas só vi UM capítulo, é verdade. Me recusei a ver o resto.

Com "Os Maias" do Eça foi a mesma coisa: vi UM capítulo e considero OUTRO ESTUPRO. CURRA, pra ser franca. Não tinha nem uma vaga ligação com o livro do Eça, toda a delicadeza foi pra cucuia. E parece que também foi elogiadíssimo.
ayrton#12
O artigo de Olavo é mais uma vez excelente e deixaria qualquer teórico esquerdiopata tupiniquin sem argumentos.
O ex-espião da KGB ensinou direitinho como agem os agentes comunas de subversão (no senrido russo) nas escolas e universidades.
Eu não sei quanto a outras sociedades, mas, no Brasil, o grau de alienação é altíssimo , nas classes médias:

-Jovens gostam de raves (drogas etc), funk (promiscuidade apelativa em último grau), pagode e futebol. Só.

-Os jovens estudantes das classes médias passam 90 % do tempo em sites de relacionamento.

-Os adultos só pensam em suas especializações profissionais e estão sempre "correndo atrás" para pagar os impostos, faturas etc sufocados pela carga tributária criminosa, que vem sendo aplicada neste país, já a algum tempo. Relaxam vendo a TV Globo (só pode mesmo se idiotizar).

-Os mais velhos e experientes não são ouvidos pelos mais jovens que os consideram "carta fora do baralho".

Não há futuro para este país, infelizmente.
matheusbacila#13
Machado de Assis com certeza foi muito primoroso em suas obras por sempre dar importância aos detalhes e ao que o leitor teria que identificar implicitamente em seus textos. Mas, veja bem, transpor tudo isso para uma microssérie com 5 episódios não é uma coisa das mais fáceis! Além disso, transmitir algo por meio de um texto é diferente de o fazer por meio de uma encenação, sobretudo quando se trata de uma ADAPTAÇÃO daquele para este! Por isso que algumas pessoas podem pensar que a direção pecou com a omissão de certos detalhes.

Contudo, na minha visão (e da interpretação do livro), a essência de "Dom Casmurro" conseguiu ser muito bem mostrada com essa microssérie. O enredo, obviamente que de forma sintetizada, foi exatamente o mesmo que o do livro. Praticamente todas as falas de "Capitu" (as que eu me lembro bem agora são as do narrador) são literalmente as mesmas de "Dom Casmurro". A interpretação dos atores de todas as personagens (principalmente a do Bento Santiago crescido e do Bento narrador) é a mesma da que eu imaginava ao ler o livro. Outra coisa que bateu com a minha interpretação do livro foi a combinação da trilha sonora, a atuação dos atores e o ambiente: aquelas cenas em que o Dom Casmurro (Michel Melamed) aparecia em frente à câmera e "conversava" com o e espectador (leitor) eram magníficas, exatamente como Machado fazia. E a progressão das mudanças na personalidade do Bentinho é perfeitamente exposta, em que ele passa de uma criança para um homem que é cada vez mais afogado pelo ciúme (marcado pelos "olhos de ressaca, de cigana oblíqua e dissimulada" de Capitu, muito bem interpretados), transformando-se aos poucos em um homem fechado, voltado para si, o Dom Casmurro.

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