«Sim, diz o historiador Shlomo Sand num livro que há meses é um best-seller em Israel. Não há um povo judeu como “nação-raça”, apenas uma religião judaica, que sobreviveu pela conversão. O exílio, em 70 d.C. é um “mito”, cristão e sionista. E os palestinianos de hoje serão os “genuínos descendentes” dos antigos habitantes do reino de David. “É uma obra radical”, reconhece o autor ao P2. “Fascinante”, concordam admiradores e críticos.
Shlomo Sand, historiador na Universidade de Telavive, é "um homem muito corajoso". É ele quem se vangloria ao P2, depois de ter publicado um livro (em hebraico e em francês) e um artigo (no Monde Diplomatique) onde conclui, após oito anos de estudos, que "o povo judeu é uma invenção".
Segue nesse link: http://nonas-nonas.blogspot.com/2008/09/pblico-judeu…ventado.html
Discutir esse livro ou fazer críticas ao mesmo é coisa para especialista no assunto, se mal interpretado pode até provocar anti-semitismo. Em todo caso o autor é um historiador e, assim sendo, é uma obra que tem que seguir o rigor científico da historiografia. Talvez o Professor Olavo venha a falar sobre isso, caso leia esse livro.
Ou o contrário, o judaismo carece de documentação para se auto-definir como raça.
"Os judeus existiram como religião mas não como uma nação-raça. Foi no século XIX que intelectuais de origem judaica na Alemanha, influenciados pelo nacionalismo germânico, levaram a cabo a tarefa de criar um moderno povo judeu, herdeiro de um reino, errante durante 2000 anos e de regresso à pátria".
Tem um "porém" aí, ele admite que o livro tem "interesses políticos". Isso lhe tira a credibilidade.
Mas nem mesmo os judeus se vêem como uma raça pura - de outro modo como se explicaria a existência de judeus loiros de olhos claros, brancos como a neve (maioria ashkenazi), morenos como árabes (maioria entre sefaradis) e negros como petróleo (falashas da Eitópia)?
O povo Judeu se caracteriza por ser um legado histórico-cultural de mais de 5000 anos e só um louco questionaria que ñ houve miscigenação nos 2000 anos de diáspora. Mas o fato de vc casar com alguém de outro povo ñ impede q sua religião e cultura continue entre seus descendentes, qndo na maioria das vezes agrega aquele estrangeiro e seus descendentes a sua antiga religião e etnia.
Ñ devemo dar atenção a um historiador qualquer que disfarça anti-semitismo com pretenso rigor científco ao dizer que os judeus são umas fraude de si mesmo pq eles tem dois olhos, uma boca e insistem em andar pra frente.
Ué... então por que você postou aqui se automaticamente desqualifica qualquer um que o critique ou queira discutir?
Ôpa, não estou desqualificando ninguém. Apenas admiti que o livro parece ser polêmico, além disso ninguém aqui deve ter lido ele ainda. Em princípio abri o tópico porque achei o assunto "curioso", uma novidade a ser investigada.
Se existem judeus neonazistas, o que espantaria o fato de um judeu dizer q ele é um ser invetado? Se ele é msmo inventado pq ñ nos faz um favor e desaparece?
Pedro eu não sou 'anti-semita' nem 'pró-semita'em qualquer sentido. Sobre judaísmo o Luíz disse que entende pouco, eu vou mais longe, não entendo nada. Não estou capacitado a discutir o assunto. Sou todo silêncio e meus post anteriores são meros palpites. Creio que na "do B" um tópico desse tipo tenha melhores resultados. Parece que lá tem mais judeus que aqui e esse assunto lhes interssa mais.
De fato existe uma diferença bem evidente entre asquenazis e sefaradis. Aliás, pergunto, qual é o certo, sefaraditas, asquenazitas, asquenazim, sefaradim ou como aludi primeiro?
Em Amsterdam, nem mesmo eram enterrados juntos. A comunidade portuguêsa que construiu a esnoga não aceitava sequer ser enterrada com os judeus asquenazitas. Com o tempo foram sendo engolidos à medida que ficaram em muito menor número. Num determinado momento, os bancos da frente da esnoga eram das famílias de origem ibérica até que desapareceu a diferença por discriminação embora tenha ficado, em parte, por identidade como, de resto, acontece em todo o mundo em relação a esses dois grandes grupos. E a Sinagoga Portuguêsa de Amsterdam está lá até hoje, com belíssimo e muito paramentado interior.
A história da diáspora dos judeus portuguêses é muito interessante.
Mas, falando sobre raça, não é fato que existe um marcador genético que ajudou a reconhecer a identidade dos falashas e de outra tribo bem mais ao sul cujo nome não me recordo agora?
Não sei quanto ao judaísmo, mas Cristo e o cristianismo é vastamente documentado e testemunhado. Me parece que é apartir dessa 'falta' de provas, inclusive arqueológicas, que o autor do livro sustente que certos aspectos do judaísmo não passe de mitos. Se ele tem razão, aí é outra história. O revisionismo é em si sempre duvidoso e tendencioso, ademais: "O livro tem um objectivo político, reconhece Sand: 'o de transformar Israel num Estado israelita democrático e não num Estado judaico, porque um terço da população não é judia. Por que é que um rabi em Nova Iorque pode dizer que Israel lhe pertence mais do que um colega árabe israelita da minha universidade?'"
Ele foi honesto em admitir o viéz político do livro, porém isso faz a credibilidade cair bastante.
Se é um trabalho de História sério e que segue uma metodologia, o autor obrigatoriamente tem de ter trabalhado com fontes históricas, a questão é, que fontes são essas?
olhe, antissemitismo ou nao interessa saber o fato historico. é dito por aí que ocorreu o exodo (tanto egipcio como romano), que particularmente eu acredito, e o kra vem dizendo que nao ocorreu. eu fiquei curioso, apesar de tentado a jogar logo toda essa conversa no lixo, eu queria saber se tem alguem que consegue rebater os argumentos dele.