O principal líder do MST, o economista João Pedro Stédile, é um homem de sorte. Ele parece ter prerrogativas de fazer inveja a qualquer brasileiro. Exemplos não faltam. Por sete anos, a Polícia Federal (PF) alegou que não conseguia encontrar Stédile para que prestasse depoimento num inquérito sobre a destruição de pedágios da rodovia Castelo Branco, em São Paulo. O ataque ocorreu em novembro de 1999. Um mês antes, Stédile havia incitado publicamente os militantes a quebrar os pedágios. O delegado Joel Zarpellon Mazo até que se esforçou para incriminá-lo. Mas, ao avisar à direção da PF que indiciaria Stédile, foi pressionado a deixar a chefia da Delegacia de Ordem Política e Social, hoje Delinst. "O inquérito foi a causa da perda de meu cargo", afirma Mazo. "Fui deslocado para a Divisão de Direitos Humanos, sem cargo de comissão."
Mazo não é um caso isolado de autoridade que enfrentou o poder de Stédile. Ex-ministro da Reforma Agrária, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) disse à ISTOÉ que, no cargo, sofreu "pressões de todos os lados" quando o assunto era Stédile ou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), devido à retaliação da organização. "O Stédile é mais que intocável", diz Jungmann.
"Os governadores têm medo, o governo federal tem medo e nenhum presidente de tribunal de Justiça quer comprar briga com Stédile e o MST. Os governos são reféns do Stédile", afirma o parlamentar. O ministro do STF Marco Aurélio Mello ficou perplexo diante da revelação de que um delegado perdeu a função ao tentar enquadrar o líder do MST. "Não concebo que uma autoridade que esteja incomodando seja afastada do cargo; isso contraria o interesse global da sociedade", diz.
Mazo não é um caso isolado de autoridade que enfrentou o poder de Stédile. Ex-ministro da Reforma Agrária, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) disse à ISTOÉ que, no cargo, sofreu "pressões de todos os lados" quando o assunto era Stédile ou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), devido à retaliação da organização. "O Stédile é mais que intocável", diz Jungmann.
"Os governadores têm medo, o governo federal tem medo e nenhum presidente de tribunal de Justiça quer comprar briga com Stédile e o MST. Os governos são reféns do Stédile", afirma o parlamentar. O ministro do STF Marco Aurélio Mello ficou perplexo diante da revelação de que um delegado perdeu a função ao tentar enquadrar o líder do MST. "Não concebo que uma autoridade que esteja incomodando seja afastada do cargo; isso contraria o interesse global da sociedade", diz.