Na UnB, aluno arma cilada para professora
Em e-mail, militante da questão racial conta como a faria 'de trouxa'
Paulo Moreira Leite
Num episódio que marca novo lance de tensão racial na primeira universidade federal a criar o regime de cotas para o exame vestibular, os alunos da Universidade de Brasília (UnB) enfrentam uma situação de perplexidade desde que se descobriu, ontem, uma operação clandestina para tentar desmoralizar uma das mais respeitadas pesquisadoras do País, a professora Lúcia Avelar, diretora do Instituto de Ciência Política.
Conhecida por ter assumido um papel ponderado nas investigações em torno de um professor acusado de cometer ofensas racistas em sala de aula, cobrando que todas as partes envolvidas fossem ouvidas antes de qualquer deliberação, Lúcia Avelar aceitou convite para participar de uma mesa-redonda sobre eleições e democracia no Brasil, marcada para hoje, na abertura de uma atividade definida como 'Semana Política'. O que ela não sabia é que se pretendia aproveitar a oportunidade para, conforme palavras textuais do aluno que idealizou o plano, deixá-la com 'cara de trouxa'.
http://txt.estado.com.br/editorias/2006/09/12/pol-1.…912.11.1.xml
Em e-mail, militante da questão racial conta como a faria 'de trouxa'
Paulo Moreira Leite
Num episódio que marca novo lance de tensão racial na primeira universidade federal a criar o regime de cotas para o exame vestibular, os alunos da Universidade de Brasília (UnB) enfrentam uma situação de perplexidade desde que se descobriu, ontem, uma operação clandestina para tentar desmoralizar uma das mais respeitadas pesquisadoras do País, a professora Lúcia Avelar, diretora do Instituto de Ciência Política.
Conhecida por ter assumido um papel ponderado nas investigações em torno de um professor acusado de cometer ofensas racistas em sala de aula, cobrando que todas as partes envolvidas fossem ouvidas antes de qualquer deliberação, Lúcia Avelar aceitou convite para participar de uma mesa-redonda sobre eleições e democracia no Brasil, marcada para hoje, na abertura de uma atividade definida como 'Semana Política'. O que ela não sabia é que se pretendia aproveitar a oportunidade para, conforme palavras textuais do aluno que idealizou o plano, deixá-la com 'cara de trouxa'.
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