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Bach, o pai da música Ocidental

Iniciado por rafael_8 em 21/02/2009 · 7 mensagens

rafael_8#1
Nova comunidade para quem aprecia a vasta obra do grande mestre Johann Sebastian Bach.
[url]/Main#Community.aspx?cmm=83256329[/url].
marcelo_18#2
rafael_8#3
O link certo é este: [url]/Main#Community.aspx?cmm=83256329[/url]
priscila#4
Bach é uma extraordinária manifestação do que a humanidade pode produzir de melhor.
Grande consolo, imensa alegria, ouvir sua obra!

Bach é uma mensagem de renovação da esperança na humanidade.
Eu acho absolutamente ESSENCIAL ouví-lo. Salutar, indispensável, magnífico!
priscila#5
Fui lá assistir ao video postado pelo Guilherme... !

Realmente, dá pra chorar.
Os posteriores soam como uma espécie de "último suspiro", um grito de desespero diante da decadência, da desumanização caótica que se instalava. É a humanidade se despedindo de si mesma, marcando a sua entrada na mediocridade, rumo ao buracón.

Se o video continuasse, mostraria funk, rap, rock e hip hop - a "música" dos orangos.
tiago_8#6
Vídeo fantástico. Estou me sentindo bem menos sozinho em minhas opiniões agora que vi que outras pessoas tem os mesmos preconceitos musicais que eu. Quero crer que o declínio da música clássica em termos de audiência acompanha o declínio da qualidade da mesma. Não é à toa que o grupo B referido no vídeo tenha conquistado o público como o fez, vide a popularidade do famoso concerto de Rodrigo.

Muito obrigado pela reflexão.

Ab,

Tiago
tm_orkut#7
Meus amigos, deixo claro que não quero defender Stockhausen pela asneira imperdoável que ele disse no auge de sua caduquice, mas chamá-lo de empulhador, assim como Cage, já é um pouquinho demais.
Não podemos comparar a música eletroacústica com a música tonal porque são produtos distintos, feitos com materiais e técnicas diferentes.
Não há empulhadores, tanto no grupo A, quanto no B. O que temos são procedimentos composicionais distintos que levam a resultados mais ou menos digeríveis pelo grande público, devido à proximidade com a música tradicional. O único parâmetro de julgamento válido, nesse tipo de comparação é o velho e bom "gosto" ou "não gosto".
E a música contemporânea pode ser sim, extremamente difícil de engolir, feia e esquisita, porém pode ser igualmente densa, complexa e bonita. Até mesmo por ser uma extensão dos procedimentos tradicionais. Isso mesmo, não há uma ruptura aí, e sim uma continuidade. Quando falamos de estruturas formais, não há diferença se a música é feita por notas diatônicas ou ruídos.
Vale lembrar que qualquer tipo de manifestação mais "inovadora" era abominada pelos soviéticos. Inclusive temos Schoenberg e Stravinsky como dois baluartes reaças.
Devemos considerar ainda que Schaeffer propôs a música concreta em 1948 no aconchego da França e Stockhausen brincava com seus aparelhos eletrônicos na livre Colônia, na Alemanha Ocidental. Nada disso teria vingado no seio do realismo soviético.
Mas parece que, hoje em dia, a esquerda vem tentando se apropriar de mais essa vertente, opondo à música tradicional uma música "revolucionária", conceito absurdo, mas que cai muito bem entre os desavisados (como já disse, é uma continuidade, não uma ruptura!).
Mas o fato é que Stockhausen foi absurdamente infeliz naquela declaração e conquistou a antipatia de muitos, a minha inclusive. Mas mesmo assim, não podemos cometer o erro de ouvir Varèse, Boulez, Berio, Messiaen, etc. e encontrar neles uma ponte ao funk carioca à atual penúria cultural brasileira! Eles não têm culpa disso!

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