Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Como vocês avaliam isto?

Iniciado por peregrino em 24/02/2009 · 18 mensagens

peregrino#1
Eu entendo que não deixa de estar inserido em uma guerra de propaganda, mas também não nego que é uma conquista de como o Irã trata os judeus. Existem 30 mil judeus vivendo livremente no Irã, e este fato é um resultado desse bom tratamento, e ocorre em um momento crucial para o Irã.
http://www.youtube.com/watch?v=Jv8TW2Pts_w&NR=1
orkut_7#2
Parecem ser judeus ortodoxos. Eles odeiam mais o Estado judeu que os muçulmanos. Normal.
marcioneijr#3
Sionistas...

O inferno pra eles é pouco!
thiago_7#4
judeus antisionistas se vê que são ortodoxos, obviamente e se fossem sionistas não estariam semdo recebidos pelo iraniano de nome difícil
orkut_7#5
Esse velhnhos de chapéu e trancinhas são a fina flor do judaísmo.
marcos_8#6
Pedro,
estes aqui não são do Neturei Karta, certo?
http://www.youtube.com/watch?v=-fcDtmv5gmM
ayrton#7
São contra o estado de Israel.
Já li uma reportagem sobre eles.
marcos_11#8
Acho que esse número de judeus vivendo no irã está erado.
Pelo q sei não passam de 200. Tvz sejam 300 e isso tenha confundido c/ 30mil.
Qto ao pessoal do Naturei Karta, até membros desse grupo acharam meio "over" essa ida à Teerã. Mas é fato q ele são contra o estado de Israel e constantemente participam de manifestações, inclusive em Nova York, jto c/ os palestinos.
De fato alguns muçulmanos aceitam bem a existência de comunidades judaicas em seus países, mesmo os q não têm governos seculares.
O problema é q alguns desses, como é o caso do Irã, querem jogar os judeus no mar e isso está errado.
O terrorismo "fundamentalista" islâmico tem feito c/ q essas comunidades venham diminuindo ou mesmo desaparecendo. Marco dessa evasão de judeus residentes em países muçulmanos foram os atentados em Istambul e na Tunísia há poucos anos atrás.
Os judeus da Turquia, concentrados quase q todos em Istambul, q até pouco tempo formavam uma comunidade pujante c/ cerca de 50 mil almas, quase todos descendentes de portuguêses e espanhóis e ainda falando o ladino, recuaram p/ cerca de 30 mil atuais.
O mesmo de certa forma aconteceu na Argentina q tinha um número de judeus bem maior em termos relativos e absolutos. Eram + de 400 mil. Acho q não foi só a emigração natural para Israel q fez diminuir a comunidade senão o atentado ocorrido lá há + de uma década atrás mas q atingiu aquela comunidade pela primeira vez num país q, mesmo c/ um passado comprometedor em relação aos nazistas, era lugar de gde tranquilidade p/ os judeus.
marcos_11#9
Diga-se, de passagem, q o judaísmo, jto c/ o islamismo (obviamente) e o cristianismo ortodoxo são as únicas religiões permitidas na Turquia.
Esse é um dos motivos pelos quais a Turquia não deve ser aceita de jeito nehum na comunidade européia. Os católicos não podem professar sua religião livremente por lá.
Mesmo os ortodoxos sofrem constante pressão e tiveram a abertura de um seminário dificultada pelas autoridades do governo atual c/ manifestações de rua de muçulmanos protestanto contra a abertura do tal seminário.
Portanto, vejam q mesmo um governo secular como o turco, q não quer ver os fundamentalistas avançar de jeito nenhum, mantém pressão sobre os cristãos.
A mesma pressão está acontecendo contra os cristãos na Cisjordânia e no Líbano por pte dos muçulmanos.
No Líbano, questão já histórica, por desdobramento das guerras havidas na região. Tinha o Líbano 60% da populaç cristã (maronita sobretudo) até o final da década de 70.
Hoje mal passam de 40%. O Líbano está irremediavelmente perdido e os xiitas já atingem lá 40% da populaç. Isso significa em boa pte (mas não podemos generalizar) massa de manobra p/ o Hamas.
Mesmo em Belém, debaixo de governo do Fatah q pretende ser laico tanto q mantinha mtos cristãos palestinos (alguns ainda estão) e até judeus em seu ministério, os cristãos palestinos estão sendo mto pressionados e, c/ medo da situaç, acabam emigrando. De algo entre 60 e 70% da populaç da cidade não passam hoje de 30%.
Os cerca de mil cristãos q vivem na faixa de Gaza, esses então vivem em constante medo debaixo do governo do Hamas. Até ir à igreja está tornando-se perigoso por lá.
marcos_11#10
O problema p/ mim está, então, no segte: como viver em países cujos líderes ou forças políticas hegemônias pensam em eliminar ou constranger até q saiam, pessoas q simplesmente professam religião diferente?
E nem isso basta pois se contarmos os números de mortos civis no Iraque tvz cheguemos à conclusão q a maioria tenha morrido em atentados terroristas ( a imprensa ocidental gosta de chamá-los de insurgentes) promovidos por iraquianos sunitas contra xiitas. Ou seja, muçulmano matando muçulmano.
É verdade q isso tb é consequência do monte de lambança q a Inglaterra fez por lá criando países q não correpondem à nações e nesse sentido o espólio do Império otomano foi mal redesenhado. Mas isso já é outra história...
marcos_12#11
Na conferência patricinada pelo governo do Irã com o nome "Um Mundo sem Sionismo" participaram judeus ortodoxos (creio que anti-sionistas, o evento deve falar por si) e anti-semitas.

Lembro que o governo do Irã (ou um apoiador da conferência) anunciou a presença de judeus nesse evento era a prova de que Teerã não era anti-semita. Cínico desgraçado...
gilberto_2#12
Isso dos judeus iranianos viverem maravilhosamente é falácia pura.

Eles já estão lá há milenios, é o país deles, e por isso já adquiriram uma capacidade de adaptação tremenda.

Resumindo: Já são conformados com a condição de inferioridade -- civil, jurídica, etc..-- e vivem dessa meneira.

Procuram desemprenhar funções que a sua condição de judeu não atrapalhem tanto. São emgenheiros, farmacéuticos, médicos, alfaiates...

Políticos, funcionários públicos, etc, etc, etc...? Nem pensar.
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Na Europa cristã até bem pouco tempo, era assim também.
gilberto_2#13
Os judeus iranianos vivem pisando em ovos. Se o governo islamico convoca uma manifestação anti-israel, e convoca os judeus de lá, é óbvio que eles irão(trocadilho. hahah) por medo de retaliações.
gilberto_2#14
Islamismo é uma bosta infinita.
rodrigo_19#15
Vale a pena checar este link, explana de forma satisfatória a situação da comunidade iraniana. Fala sobre a existência de sinagogas e escolas judaicas em Teerã, mas fala também da condição de dhimmi, da obrigatoriedade de alinhamento com a política anti-israelense, da restrição à emigração e mesmo da proibição das crianças judias guardarem o Shabath.
http://www.morasha.com.br/
O link acima não leva diretamente ao artigo. Vocês têm que clicar no link, e na área de busca da página que abrir digitem Irã. Em seguida cliquem no artigo:"COMUNIDADE JUDAICA NO IRÃ NÃO PENSA EM DEIXAR O PAÍS".
thiago_7#16
marcos pena eu não entender inglês,mas o cara vive no irã, vai criticar o governo?
e tambémn basta o cara se antissionistae nunca ter sofrido nada...
o irã talvez não seja mais hostil com os judeus,mas quem não é islâmico tem problemas e quem é sionista também...
peregrino#17
Acho este video fala melhor sobre a situação dos judeus no Irã.
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http://www.youtube.com/watch?v=-fcDtmv5gmM&feature=related
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Eu não falo inglês, mas pelo que pude perceber, embora eles de fato tenham problemas, e limitações, não deixam no entanto de viver relativamente bem. Pelo que vi eles não vivem sob uma opressora perseguição onipresente. Ser judeu em Terã não é o mesmo que ser cubano ou norte coreano. E isto é sem sombra de duvida um mérito do Irã e do sistema islâmico.
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Acho que sobre a conferência com Armadneja, de fato, trata-se mais de um teatro, não confio nas palavras dos judeus participantes.
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Mas não deixo de ver o fato de Armadneja conseguir convencer, mesmo judeus doidos a fazerem isto como resultado da boa vivência com os judeus de Terã.
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O que acho mais importante é que o Irã é um estado teocrático. Isto é algo importante de perceber. O ocidental é politicamnte laico, enquanto que o muçulmano é politicamente muçulmano. Estado laico para eles é um ser extraterrestre sem qualquer sentido. Portanto os judeus que vivem no Irã não vivem lá sob a garantia de um Estado laico, mas sim sob a garantia de um Estado teocrático. No cristianismo creio que seria mais difícil ocorrer esta convivência. Um Estado teocrático cristão dificilmente toleraria outras religiões como o Irã tolera.
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Acho que isto é um merito do Islam, que consegue fazer isto, mesmo sem precisar se laicisisar para tanto. Mas de fato, fazem isto apenas com as religiões que consideram toleráveis (as religiões do livro e algumas outras), o que de certa forma não deixa de ser o que qualquer outro país do mundo também faz, qualquer Estado avalia até que ponto permite a liberdade religiosa.
marcos_11#18
Então eu errei, são entre 20 e 30 mil a comunidade judaica no Irã? Q bom então.
Na diáspora são mtos mais. A do Iraque tb era mto numerosa, + de 200 mil, mas emigrou praticamente toda no final da década de 40 e início dos 50. O Yehud Barak veio de lá.
Pedro, de qquer forma então, até pouco tempo a da Turquia era maior q a do Irã, eu acho. E tvz ainda seja um pouco maior pq o nº, atualmente, lá tb gira em torno disso ou um pouco +.
Isso q o Gilberto falou de na Europa ter sido assim até pouco tempo atrás, bem, tirante a perseguição q levou ao genocídio de judeus na segunda guerra, acho q, na Europa Ocidental pelo menos, não havia gdes problemas em relação aos judeus a partir do século XIX. Se bem q cento e poucos anos em termos de história é mto pouco. Se o Gilberto estiver analisando assim, eu concordo.
Tvz algumas restrições residuais nas leis de cada país qto ao exercício da cidadania plena.
Mas isso acontece, nesses termos de restrições legais, c/ relação a outras religiões tb. É curioso q até hoje haja restrições qto aos católicos, por exemplo, na Inglaterra, qto ao exercício de certas funções. Mesmo q seja letra morta (acho q não é tanto assim) o fato é q o Tony Blair teve q esperar deixar o governo p/ converter-se ao catolicismo. É lógico q seria inadequado fazê-lo enqto estivesse como 1º ministro mas acho q nem poderia pela lei.

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