O blogueiro Pedro Picoito comenta sobre o avanço da prepotência estatal. Impossível não notar a semelhança com o Brasil:
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"O Parlamento aprovou anteontem a obrigatoriedade de uma disciplina de educação sexual no ensino público. Não vou discutir aqui os pormenores da coisa - os anos, os conteúdos, o programa, a carga horária, os professores. É o princípio que contesto. E o princípio é este: o Estado sabe melhor do que nós o que é melhor para os nossos filhos. O mesmo Estado que não consegue ensinar-lhes gramática e aritmética quer agora ensinar-lhes que 1+1 é igual a 3, às vezes, e que tu e eu tendem a conjugar-se na terceira pessoa. Porque o que está em causa é apenas a multiplicação da espécie ou, no jargão dos engenheiros das almas da 5 de Outubro, a prevenção. Por outras palavras, ópio do povo para quem acredita que a educação sexual pode prevenir comportamentos de risco. Talvez, se for mais educação do que sexual. Mas duvido que os engenheiros vão por aí. Uma educação sexual "neutra", técnica, fora do contexto familiar, é como ensinar a conduzir desmontando o motor de um carro: ficamos a saber como funciona, mas não para que serve e onde nos leva.
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Não nos iludamos. Isto é mais um round do longo combate pelo aborto livre e, de caminho, pelo domínio da intimidade dos contribuintes. Dá algum jeito ter lido Foucault. E Tocqueville: nas curvas da história, o crescimento do poder do Estado fez-se sempre pelo esvaziamento das comunidades intermédias. A educação sexual é um direito e um dever das famílias. Não me surpreende que os profetas dos amanhãs cantantes queiram fazer o Homem novo ignorando os seus paizinhos. O que me surpreende é que a direita portuguesa alinhe no maior ataque à sociedade civil desde a renacionalização da banca.
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"O Parlamento aprovou anteontem a obrigatoriedade de uma disciplina de educação sexual no ensino público. Não vou discutir aqui os pormenores da coisa - os anos, os conteúdos, o programa, a carga horária, os professores. É o princípio que contesto. E o princípio é este: o Estado sabe melhor do que nós o que é melhor para os nossos filhos. O mesmo Estado que não consegue ensinar-lhes gramática e aritmética quer agora ensinar-lhes que 1+1 é igual a 3, às vezes, e que tu e eu tendem a conjugar-se na terceira pessoa. Porque o que está em causa é apenas a multiplicação da espécie ou, no jargão dos engenheiros das almas da 5 de Outubro, a prevenção. Por outras palavras, ópio do povo para quem acredita que a educação sexual pode prevenir comportamentos de risco. Talvez, se for mais educação do que sexual. Mas duvido que os engenheiros vão por aí. Uma educação sexual "neutra", técnica, fora do contexto familiar, é como ensinar a conduzir desmontando o motor de um carro: ficamos a saber como funciona, mas não para que serve e onde nos leva.
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Não nos iludamos. Isto é mais um round do longo combate pelo aborto livre e, de caminho, pelo domínio da intimidade dos contribuintes. Dá algum jeito ter lido Foucault. E Tocqueville: nas curvas da história, o crescimento do poder do Estado fez-se sempre pelo esvaziamento das comunidades intermédias. A educação sexual é um direito e um dever das famílias. Não me surpreende que os profetas dos amanhãs cantantes queiram fazer o Homem novo ignorando os seus paizinhos. O que me surpreende é que a direita portuguesa alinhe no maior ataque à sociedade civil desde a renacionalização da banca.
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