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Incoerência(?)

Iniciado por jeferson_2 em 25/09/2004 · 2 mensagens

jeferson_2#1
O último parágrafo do texto do OdeC no 'O Globo' de hoje critica a decisão da UnB na questão da aceitação de transferência de militares e seus dependentes para cursos da universidade. O trecho pertinente é o seguinte:

'A universidade brasileira é inimiga inconciliável dos militares e colaboradora do establishment globalista na destruição das nossas Forças Armadas. Sua recusa de cumprir a lei que garante vaga a soldados e oficiais transferidos é um ato de rebelião ao mesmo tempo criminoso e pueril, bem característico de uma instituição ridícula, cuja contribuição ao progresso do conhecimento é torrar dinheiro público para imbecilizar as novas gerações por meio de uma propaganda política abaixo de ginasiana.[...]' (http://olavodecarvalho.org/semana/040925globo.htm)

Num trecho de um texto da equipe editorial do MSM, expõe-se o seguinte:

'Veja, leitor, a que ponto a psicose política nacional chegou: enquanto o ministro Tarso Genro vai empurrando goela abaixo as cotas para negros em todo o País, o PFL faz o jogo do avestruz, insistindo que o governo Lula estaria paralisado e, pior, pedindo para que o mesmo governe. Alguém aí viu alguma propaganda do PFL mostrando que as cotas para negros são racistas até a medula?' (http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=1830)

Para mim, há uma incoerência em ser permissível ao acesso a universidades federais para militares e dependentes e criticar a legitimização da cota para negros. Nos dois casos, os procedimentos oficial e comumente adotados para ingresso à universidade são ignorados.

Os dois grupos não estariam contidos na categoria de "minoria privilegiada"? No que diferem os dois que faz um merecer e o outro não?

PS: Outro ponto que não entendi foi a defesa para que os militares estudem "numa instituição ridícula, cuja contribuição ao progresso do conhecimento é torrar dinheiro público para imbecilizar as novas gerações por meio de uma propaganda política abaixo de ginasiana"...
klauber#2
A diferença essencial é que o militar, ou o servidor público civil, quando removidos por interesse da administração, sofrem um ônus em suas vidas: seus conjuges frequentemente perdem o emprego, e seus filhos, a faculdade.
É por isto que a lei ciou a possibilidade de matrícula na universidade em que o servidor irá passar a residir. Vejam bem, a lei só contempla a transferência, não o ingresso na faculdade.
No caso em tela, o problema é a UNB (pode ser qualquer faculdade, inclusive de um filho de militar que estude na UNB e depois tenha de estudar na Universidade do Amazonas)) em relação aos militares (porque os civis também estão contemplados pela lei.)
Definitivamente, não ó o caso dos negros.

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