"Se as chamadas ‘ditabrandas’ – caso do Brasil entre 1964 e 1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente."
Editorial da Folha de S.Paulo (17 de fevereiro), sobre os sucessivos golpes de Hugo Chávez para se perpetuar no poder na Venezuela
"Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de ‘ditabranda’? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar ‘importâncias’ e estatísticas."
Maria Victoria de Mesquita Benevides, petista militante da Faculdade de Educação da USP
"O autor do vergonhoso editorial de 17 de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou, deveria ser condenado a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada."
Fábio Konder Comparato, professor aposentado
"A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua ‘indignação’ é obviamente cínica e mentirosa."
Nota da Folha de S.Paulo em resposta aos dois missivistas
O caso é bastante claro: reclama do tratamento dispensado à ditadura aquele que mais saiu prejudicado por ela - o professor universitário. Ele está agindo coerentemente com sua percepção individual do caso, me perseguiram (seja lá o que isso queira dizer), perseguiram meus amigos, sou contra. Esse é o máximo de coerência que se pode esperar desses sujeitos. Proteger os amigos e tentar destruir e humilhar os inimigos.
Comunista é imune a duas coisas muito importantes, a primeira é o senso de proporções - já disse muito bem o patrono desta comunidade -, a segunda é a influência de dois mil anos de cristianismo (e olha que o Comparato está tão gagá que se acha muito amigo de Jesus Cristo, talvez por não ter entendido o Mestre direito). Sem esses dois elementos é impossível entender o que aconteceu na época da ditadura. Os beneficiados da anistia, hoje políticos e professores, "intelectuais" e "artistas" ainda pensam com a mesma cabeça de terroristas raivosos, sem perceber que eles mesmos no lugar dos militares teriam feito pior. Isso é delírio.
Professor, data venia, peça para cagar e saia andando.
O mesmo pode se dizer dos artistas. Qual deles pode negar que o cinema, a música e o teatro tiveram bons anos durante o regime militar? Qual deles nega que morre de saudades da "ditadura" e dos "bons tempos que não voltam nunca mais"...
Tanto é verdade que não conseguem se desprender daquela época; tudo pra eles é ditadura, enxergam ditadura em tudo, não se cansam de fazer protestos e proselitismo em peças de teatro, em filmes etc...
Se a Folha os achava cínicos e mentirosos porque dava espaço pra eles no jornal? Esse caso me fez entender que mais do que a impostura ideológica o que mais ofende os editores dos jornais é questionar a sua autoridade. Não se enganem, meus amigos, a Folha não está rachando a esquerda. São esquerdistas que não toleram abuso uns dos outros, briga de casal, de camaradagem... Tal como nos regimes de esquerda, esses seres folclóricos vão se esganar uns aos outros e ainda nos levar juntos... É um querendo mandar mais que outros... O mal não divide o poder...
Aconteceu com o Olavo no JB: ele sempre pegou pesado com a esquerda, mas mexer com a imprensa foi a gota d'água...
O pessoal da Folha era pra ter mandado esse Comparato tomar naquele lugar, aproveitando da liberdade que a democracia dá para isso. A idéia dele me lembrou de imediato das humilhações públicas que Mau Tsé-Tung (com "u" mesmo) fazia na China, aquele terrorista de Estado. E assim é a mentalidade desse sujeito, já me deu raiva esse negócio. Nessas situações, só as 4 palavrinhas mesmo. E olha que é a primeira vez que eu escrevo sugerindo-as.
[url]/Main#CommMsgs.aspx?cmm=58513&tid=5307883513982056332&start=1[/url]
Resposta (ou ausência dela) da acadêmica analfabeta à nota da Folha. Na comunidade de Letras da USP.
70.000 cubanos morreram tentando fugir. Aliás se socialismo fosse bom não precisaria impedir ninguém de sair, oras!
Isso é tão óbvio, que a alternativa que resta é a que esses comunas ex-Folha (além de outros) provavelmente estavam (estão) na lista de pagamento do PC cubano ou chinês.
"O autor do vergonhoso editorial de 17 de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou, deveria ser condenado a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada."
Esse Fábio só faltou dizer que depois de ajoelhado e pedir perdão deviam levar um tiro na cabeça. É só apertar um pouquinho que essa raça mostra a sua essência.
Eu tenho um amigo que apesar de ter tendências esquerdistas (brizolismo) não é comunista, devido ao raciocínio lógico que faz uso: "Como pode ser bom algo em que ninguém quer entrar e quem está lá está, está louco para fugir". Pois é...
Antonio Candido, professor aposentado da USP
Margarida Genevois. Fundadora da Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos
Goffredo da Silva Telles Júnior, professor emérito da USP
Dalmo de Abreu Dallari, jurista e professor de Direito da USP,
Oscar Niemeyer, arquiteto,
Francisco de Oliveira, professor titular aposentado, FFLCH, USP,
Sérgio Ferro, artista plástico;
Andréia Galvão, professora da Unifesp
Antonio Carlos Mazzeo, professor da Unesp
Augusto Buonicore, doutorando da Unicamp
Caio N. de Toledo, professor da Unicamp
Cláudio Batalha, professor da Unicamp
Eleonora Albano, professora do IEL, Unicamp
Emir Sader, professor da USP
Fernando Ponte de Souza, professor da UFSC
Heloisa Fernandes, socióloga
Ivana Jinkings, editora
Luiz Felipe de Alencastro, Universidade de Paris,
Marcos Silva professor titular da FFLCH, USP,
Maria Eugênia da Silva Telles, advogada
Michel Löwy, Diretor do CNRS, Paris, França
Sérgio Silva, professor da Unicamp
Patricia Vieira Tropia, Universidade Federal de Uberlândia
Paulo Silveira, sociólogo