Pará descumpre 111 liminares de reintegração de posseA Justiça do Pará tem 111 mandados de reintegração de posse que não são cumpridos há dois anos pela polícia do governo estadual. Mais de 60% das fazendas invadidas ficam nas regiões sul e sudeste do Estado, dominadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf). Na região do nordeste paraense, que compreende municípios às margens da Rodovia Belém-Brasília, 30 propriedades foram invadidas e transformadas em acampamento de agricultores.
Advogados de pecuaristas entendem que a omissão das autoridades policiais já configura desrespeito à Justiça, o que tornaria o Estado passível de intervenção federal. Uma ação coletiva dos fazendeiros no Supremo Tribunal Federal (STF) não está descartada. O secretário de Segurança Pública, Geraldo Araújo, argumenta que as fazendas ainda não foram desocupadas porque não há dinheiro para colocar em prática um plano de mobilização da Polícia Militar para a retirada de todos os invasores. "As ações serão retomadas assim que tivermos os recursos", disse Araújo.
O presidente da Federação da Agricultura do Pará (Faep), Carlos Xavier, e o diretor-geral da Agropecuária Santa Bárbara, Rodrigo Otávio de Paula, cuja empresa tem cinco fazendas ocupadas por integrantes do MST, estiveram ontem com Araújo. "Não suportamos mais esta situação. O Estado de direito está em xeque no Pará", disse Xavier. Ele diz não ser contra a reforma agrária e nem o assentamento de famílias, mas condena a violência de invasões.
Advogados de pecuaristas entendem que a omissão das autoridades policiais já configura desrespeito à Justiça, o que tornaria o Estado passível de intervenção federal. Uma ação coletiva dos fazendeiros no Supremo Tribunal Federal (STF) não está descartada. O secretário de Segurança Pública, Geraldo Araújo, argumenta que as fazendas ainda não foram desocupadas porque não há dinheiro para colocar em prática um plano de mobilização da Polícia Militar para a retirada de todos os invasores. "As ações serão retomadas assim que tivermos os recursos", disse Araújo.
O presidente da Federação da Agricultura do Pará (Faep), Carlos Xavier, e o diretor-geral da Agropecuária Santa Bárbara, Rodrigo Otávio de Paula, cuja empresa tem cinco fazendas ocupadas por integrantes do MST, estiveram ontem com Araújo. "Não suportamos mais esta situação. O Estado de direito está em xeque no Pará", disse Xavier. Ele diz não ser contra a reforma agrária e nem o assentamento de famílias, mas condena a violência de invasões.