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A Ditadura Lullista

Iniciado por jeov em 21/09/2006 · 4 mensagens

jeov#1
Após Lulla dizer que tem vontade de fechar o Congresso, algumas pessoas começaram a ficar preocupadas com uma possível Ditadura Lullista.A preocupação maior reside no fato de que, em uma ditadura, Lulla iria fazer o que ele bem entendesse. É uma preocupação justa. Com o intuito de ajudar os desesperados, eu, como Bom Samaritano que sou, pensei um pouco sobre o assunto. Analisei aqui. Fiz um gráfico de probabilidades acolá. E agora sei quais serão as primeiras medidas da Ditadura Lullista. Para você entender melhor a lógica Lullista, elas estão em ordem cronológica. Ei-las:

1) Instituição de um novo título para o Chefe do Executivo Nacional O Chefe de Governo e de Estado do Brasil não será mais intitulado Presidente da República, mas sim Apedeuta-mor, que será considerado por Lulla - assim que escutá-lo - digno do Chefe de uma nação como o Brasil. Fará questão de dizer que não sabe o que significa "Apedeuta". Dirá, depois, que o que importa é o significado que as palavras têm para cada um, minimizando a importância de seu pai - o Pai dos Burros -, o dicionário.

2) Abolição do fonema "f". Após diversos conflitos com ele - como perca excessiva de saliva, considerado por Lulla o motivo principal de seus discursos não durarem tanto quanto os do Fidel Castro -, o Apedeuta-mor irá torná-lo ilegal, considerando que só deveria ser permitido se todos conseguissem pronunciar tal fonema de forma correta. Lulla dirá que é a democratização da fala.

3) Fechamento do curso de inglês Cultura Inglesa. O Apedeuta-mor irá tornar ilegal tal instituição por considerar seu lema ofensivo à imagem do Chefe da Nação. O lema dela: Ninguém avança sem cultura.
jeov#2
4) Proibição de todo e qualquer veículo de imprensa que possua letrinhas ou símbolos similares. Lulla argumentará que, devido ao fato de haver muitos analfabetos no país, a legalidade da leitura é algo anti-democrático, pois privilegia os que podem ler, em face dos que não podem. A proibição inclui livros, revistas, álbuns de figurinhas do Campeonato Brasileiro e revistas em quadrinhos. Serão proibidos outdoors, e, nem na televisão, poderá ser ostentada qualquer letra do alfabeto.

5) Abolição da propriedade privada. Partindo do princípio de que nem mesmo as partes mais íntimas de alguém alcoolizado têm dono - princípio na qual Lulla crê com toda a convicção que só a experiência dá -, o Apedeuta-mor irá obrigar a ingestão diária, por parte de todos os brasileiros maiores de 13 anos, de 30 litros de cachaça por dia. Lulla dirá a seus assessores que tal "taxa de pingucidade" é suficiente para que nenhuma propriedade tenha dono. "E o que não é de ninguém é de todo mundo!". Quanto à ética de tal procedimento, o Apedeuta-mor dirá: "Como disse Camarões, embebedar é preciso!".

Espero ter ajudado. Devo avisar que a margem de erro é alta, pois há grande chance de Lulla ficar bêbado na comemoração do golpe, o que poderia fazê-lo mudar radicalmente seu Plano de Governo.
uriel#3
.

Leia "O Preconceito Lingüístico" do lingüista da UnB (Universidade de Brasília) Marcos Bagno.
assista uma aula de Lingüística em qualquer faculdade de Letras brasileira (trata-se de matéria obrigatória deste curso, logo no primeiro semestre - e o livro adotado por todas elas é o livro do Bagno acima citado).

veja a média da pontuação em português no vestibular dos aprovados em Letras, futuros professores de português. Compare-a com a média dos aprovados em Engenharia, por exemplo.

e concluirá que essa situação absurda hipotética imaginada por você não está tão longe assim.
priscila#4
...vamos todos estar sob o controle dos que concordam com o estupidíssimo professor Bagno, acima mencionado: o sujeito que escreveu

"Pessoalmente, não considero um problema que a escola passe a ser ocupada por falantes do genuíno vernáculo brasileiro e não mais por defensores de um padrão obsoleto inspirado na norma lusitana, apegados a um modelo rançoso de língua literária que nossos melhores escritores têm abandonado nos últimos cem anos."

E ainda

"Na verdade, tudo isso aponta para uma questão estrutural que vai muito além dos câmpus universitários: a educação lingüística (formação de professores e formação de alunos do ensino básico) deveria fazer parte de uma política lingüística e cultural mais ampla, comprometida com as transformações socioculturais do País, para que as perspecitvas oficiais do ensino-aprendizagem escolar de português pudessem funcionar efetivamente como balizas do trabalho docente."

Isto é: quem não falar como o luladaçzçilva, viu cumpã-eros, tá fora! A língua-pátria a partir de agora tá a çzçerviçzço (ciciando, plis, vamo lá, todo mundo!!!!!)da imbeçzçilizçzaçzção ampla, geral e irrestrita. Çzeja lá o que for eçzça porra deçzça merda quer dizçzer. E palavrão façz parte da jogada, taintendeindo? Se não fossem os palavrões, a língua çzçó teria trinta palavras - então, inda bem que o cumpã-ero daçzçilva fala palavrão pacaralho.
E viva a democraçzçia!!!!!

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