O nascimento de irmãos siameses ocorre com a freqüência de um para 200.000 partos. Por alguma razão, é mais comum o de meninas, na proporção de 3 para 1. São sempre gêmeos univitelinos – isto é, gerados num único óvulo e idênticos. A anomalia na divisão das células se dá de forma aleatória nas primeiras semanas de gestação.
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Nos casos em que os gêmeos compartilham órgãos como fígado, intestino, rins ou pulmões, a cirurgia para a separação de corpos tem maiores chances de sucesso. A separação é mais complicada quando um dos gêmeos atua como parasita do irmão, por não ter um ou mais órgãos. É o caso das irmãs "Mary" e "Jodie" e só há uma solução médica possível: sacrificar o mais fraco para tentar assegurar a sobrevivência do mais forte.
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O destino das gêmeas que nasceram no dia 8 de agosto num hospital de Manchester, na Inglaterra, é o centro de uma batalha judicial. De um lado da batalha jurídica estão os médicos do hospital, que lutam para realizar a operação e garantir a vida de "Jodie". De outro, os pais das meninas, que se negam a dar o sinal verde para o sacrifício de "Mary".
"Jodie" tem cérebro mais desenvolvido e funciona como máquina de sustentação para a irmã, que não possui coração nem pulmões. Por suportar dois corpos, os órgãos compartilhados funcionam no limite.
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O nível normal de oxigenação no sangue deve ficar acima de 90%, mas no caso das meninas atinge patamares críticos: na mais forte está em torno de 39% e na mais fraca é de apenas 21%. Com oxigenação tão precária, a cada dia que passa aumenta o risco de ocorrência de danos irreversíveis, principalmente no cérebro.
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Se permanecerem unidas, as duas sobreviverão poucos meses. Se forem para a mesa de cirurgia, "Mary" morre no momento em que os vasos que a ligam à irmã forem desconectados. É natural que qualquer pai hesite na hora de tomar a decisão de deixar morrer um de seus filhos, mesmo que para salvar outro.
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No caso dos pais dessas meninas, a questão é religiosa. Eles mudaram-se para a Inglaterra exatamente para ter melhor assistência médica no parto, que já sabiam seria difícil. O desfecho da história depende agora de decisão da Corte de Apelação. Nesta quarta-feira, os juízes anunciam se mantêm decisão de um tribunal de primeira instância que no dia 25 de agosto deu permissão para que os médicos operassem as meninas.
"Não podemos aceitar que uma de nossas crianças deva morrer para permitir que a outra viva", disseram os pais em comunicado escrito. "Acreditamos que nenhuma das meninas deveria receber cuidados especiais. Temos fé em Deus e queremos deixar que ele decida o que deve acontecer com nossas filhas." O que há de raro no caso em pauta na Inglaterra é o fato de a discussão ter ganho os tribunais.
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Casos envolvendo o sacrifício de um dos gêmeos são normalmente decididos pelos pais, sem publicidade nem a intervenção de médicos. O cirurgião pediátrico João Macksoud Filho, do Hospital das Clínicas de São Paulo, já participou de três cirurgias de separação de siameses. O caso mais parecido com o das meninas de Manchester que passou pela suas mãos não chegou à mesa de cirurgia.
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Por decisão dos pais, duas irmãs que dividiam um coração permaneceram internadas à espera de algum doador de coração para a menina acardíaca. As duas morreram antes de completar 1 ano. "Mesmo sabendo que o aparecimento de um doador de coração para bebês era virtualmente impossível, deixamos a decisão para os pais", explica João Macksoud Filho. "Cabe somente a eles decidir o que fazer, e os médicos não devem interferir de jeito algum."
Por que ninguém quer comentar o caso das meninas siamesas?? Coragem irmãos!!! Coragem!!!!!!!
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Existe algum médico aqui, poderia nos esclarecer mais as circunstâncias de um caso desses??
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Grato!
Ninguém tem coragem. Lamentável!!
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Caso complicado. São duas pessoas e duas almas com certeza. Cumpra-se a vontade de Deus. Se tiverem que morrer, morrerão, se tiverem que sobreviver sobriverão. O sacrifício de uma para a sobrevivência de outra é infanticídio. Lembro-me de um caso dos gêmeos japoneses ligados pela bacia apenas por uma cartilagem, a operação poderia ser feita de forma muito simples, mas eles depois que cresceram não quiseram fazer, pois se apresentavam em circos e ganhavam a vida com aquilo, se casaram com duas mulheres e viviam uma semana, os dois juntos, na casa de uma delas de cada vez (estranho, não?). Passsaram os anos e eles ficaram velhos e um acabou morrendo. Isso não significava que o outro teria que morrer também, pois o que os uniam é apenas um fragmento de tecido. Chamou-se um cirurgião para separá-los, porém não deu tempo o outro morreu também, pouco tempo depois inexplicavelmente.
Pois é! Nos casos menos complexos, uma cirurgia pode separar os irmãos sem maiores problemas. É o caso dos gêmeos de Pernambuco.
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Há casos, em que a cirurgia não é recomendada - e os Gêmeos sobrevivem e crescem juntos. É o caso de 2 irmãs Norte-americanas, que compartilhavam o mesmo quadril e um par de pernas.
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Mas num caso extremamente complexo, onde muitas vezes, há apenas um coração. Será que os médicos poderiam se negar a fazer uma cirurgia?? Não seria omissão de socorro?? ... parece fácil demais deixar que as crianças morram!
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