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Irmãs siamesas

Iniciado por collector em 08/03/2009 · 8 mensagens

collector#1
O nascimento de irmãos siameses ocorre com a freqüência de um para 200.000 partos. Por alguma razão, é mais comum o de meninas, na proporção de 3 para 1. São sempre gêmeos univitelinos – isto é, gerados num único óvulo e idênticos. A anomalia na divisão das células se dá de forma aleatória nas primeiras semanas de gestação.
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Nos casos em que os gêmeos compartilham órgãos como fígado, intestino, rins ou pulmões, a cirurgia para a separação de corpos tem maiores chances de sucesso. A separação é mais complicada quando um dos gêmeos atua como parasita do irmão, por não ter um ou mais órgãos. É o caso das irmãs "Mary" e "Jodie" e só há uma solução médica possível: sacrificar o mais fraco para tentar assegurar a sobrevivência do mais forte.
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O destino das gêmeas que nasceram no dia 8 de agosto num hospital de Manchester, na Inglaterra, é o centro de uma batalha judicial. De um lado da batalha jurídica estão os médicos do hospital, que lutam para realizar a operação e garantir a vida de "Jodie". De outro, os pais das meninas, que se negam a dar o sinal verde para o sacrifício de "Mary".
collector#2
"Jodie" tem cérebro mais desenvolvido e funciona como máquina de sustentação para a irmã, que não possui coração nem pulmões. Por suportar dois corpos, os órgãos compartilhados funcionam no limite.
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O nível normal de oxigenação no sangue deve ficar acima de 90%, mas no caso das meninas atinge patamares críticos: na mais forte está em torno de 39% e na mais fraca é de apenas 21%. Com oxigenação tão precária, a cada dia que passa aumenta o risco de ocorrência de danos irreversíveis, principalmente no cérebro.
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Se permanecerem unidas, as duas sobreviverão poucos meses. Se forem para a mesa de cirurgia, "Mary" morre no momento em que os vasos que a ligam à irmã forem desconectados. É natural que qualquer pai hesite na hora de tomar a decisão de deixar morrer um de seus filhos, mesmo que para salvar outro.
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No caso dos pais dessas meninas, a questão é religiosa. Eles mudaram-se para a Inglaterra exatamente para ter melhor assistência médica no parto, que já sabiam seria difícil. O desfecho da história depende agora de decisão da Corte de Apelação. Nesta quarta-feira, os juízes anunciam se mantêm decisão de um tribunal de primeira instância que no dia 25 de agosto deu permissão para que os médicos operassem as meninas.
collector#3
"Não podemos aceitar que uma de nossas crianças deva morrer para permitir que a outra viva", disseram os pais em comunicado escrito. "Acreditamos que nenhuma das meninas deveria receber cuidados especiais. Temos fé em Deus e queremos deixar que ele decida o que deve acontecer com nossas filhas." O que há de raro no caso em pauta na Inglaterra é o fato de a discussão ter ganho os tribunais.
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Casos envolvendo o sacrifício de um dos gêmeos são normalmente decididos pelos pais, sem publicidade nem a intervenção de médicos. O cirurgião pediátrico João Macksoud Filho, do Hospital das Clínicas de São Paulo, já participou de três cirurgias de separação de siameses. O caso mais parecido com o das meninas de Manchester que passou pela suas mãos não chegou à mesa de cirurgia.
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Por decisão dos pais, duas irmãs que dividiam um coração permaneceram internadas à espera de algum doador de coração para a menina acardíaca. As duas morreram antes de completar 1 ano. "Mesmo sabendo que o aparecimento de um doador de coração para bebês era virtualmente impossível, deixamos a decisão para os pais", explica João Macksoud Filho. "Cabe somente a eles decidir o que fazer, e os médicos não devem interferir de jeito algum."
collector#4
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Justiça inglesa julga se sacrifica uma das irmãs siamesas para salvar a outra
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http://veja.abril.com.br/130900/p_110.html
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collector#5

Por que ninguém quer comentar o caso das meninas siamesas?? Coragem irmãos!!! Coragem!!!!!!!
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Existe algum médico aqui, poderia nos esclarecer mais as circunstâncias de um caso desses??
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Grato!
collector#6

Ninguém tem coragem. Lamentável!!
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orkut_7#7
Caso complicado. São duas pessoas e duas almas com certeza. Cumpra-se a vontade de Deus. Se tiverem que morrer, morrerão, se tiverem que sobreviver sobriverão. O sacrifício de uma para a sobrevivência de outra é infanticídio. Lembro-me de um caso dos gêmeos japoneses ligados pela bacia apenas por uma cartilagem, a operação poderia ser feita de forma muito simples, mas eles depois que cresceram não quiseram fazer, pois se apresentavam em circos e ganhavam a vida com aquilo, se casaram com duas mulheres e viviam uma semana, os dois juntos, na casa de uma delas de cada vez (estranho, não?). Passsaram os anos e eles ficaram velhos e um acabou morrendo. Isso não significava que o outro teria que morrer também, pois o que os uniam é apenas um fragmento de tecido. Chamou-se um cirurgião para separá-los, porém não deu tempo o outro morreu também, pouco tempo depois inexplicavelmente.
collector#8
Pois é! Nos casos menos complexos, uma cirurgia pode separar os irmãos sem maiores problemas. É o caso dos gêmeos de Pernambuco.
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Há casos, em que a cirurgia não é recomendada - e os Gêmeos sobrevivem e crescem juntos. É o caso de 2 irmãs Norte-americanas, que compartilhavam o mesmo quadril e um par de pernas.
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Mas num caso extremamente complexo, onde muitas vezes, há apenas um coração. Será que os médicos poderiam se negar a fazer uma cirurgia?? Não seria omissão de socorro?? ... parece fácil demais deixar que as crianças morram!
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