O que vocês acham?
A religião deve influenciar o estado?
Estou com vocês, em parte.
Tenham atenção ao se referirem ao termo "ateu". Em verdade, os países da civilização ocidental não são ateus, mas "laicos".
O termo "laico" significa que o estado se abstém da competência de conduzir a religião, pois esta passa a ser dos indivíduos.
O termo "ateu" significa que o Estado não acredita em Deus, de modo que se reserva o direito de perseguir os crentes, como acontece em Cuba, China, e Coréia do Norte.
Portanto, o termo certo é "laico".
Tenham atenção ao se referirem ao termo "ateu". Em verdade, os países da civilização ocidental não são ateus, mas "laicos".
O termo "laico" significa que o estado se abstém da competência de conduzir a religião, pois esta passa a ser dos indivíduos.
O termo "ateu" significa que o Estado não acredita em Deus, de modo que se reserva o direito de perseguir os crentes, como acontece em Cuba, China, e Coréia do Norte.
Portanto, o termo certo é "laico".
A discussão não é tão simples assim. Um Estado professar uma religião não é sinônimo de perseguição.
Não sei se sabem mas a Inglaterra não é um Estado Laico. A Rainha também é chefe da Igreja Anglicana.
Não sei se sabem mas a Inglaterra não é um Estado Laico. A Rainha também é chefe da Igreja Anglicana.
Pelo que li até agora, percebo que será erguida para me crucificar se eu disser que sim, a religião deve influenciar o Estado.
Claro que não estou defendendo a união da Igreja com o Estado. Foi uma conquista não sei se do cristianismo, ou do Estado, mas como separatista que sou, a idéia de um conselho de religião introduzindo idéias de Rubem Alves ou Rubem Cesar Fernandes na nossa doutrina não seria nada bem-vinda...
Mas, deixo no ar a pergunta.
Por que devemos ser justos?
Claro que não estou defendendo a união da Igreja com o Estado. Foi uma conquista não sei se do cristianismo, ou do Estado, mas como separatista que sou, a idéia de um conselho de religião introduzindo idéias de Rubem Alves ou Rubem Cesar Fernandes na nossa doutrina não seria nada bem-vinda...
Mas, deixo no ar a pergunta.
Por que devemos ser justos?
Ou quase isto: percebi que a pergunta que inicia este tópico cria uma dúvida de interpretação.
Assim, reforço a tese de que o estado seja laico, isto é, neutro. Isto não significa, entretanto, fazer como nos EUA e França, onde se estão proibindo manifestações religiosas dentro de escolas. Entendo que esta neutralidade tenha de funcionar de maneira totalmente passiva. Quem quiser carregar um crucifixo, ou portar um lenço à cabeça, ou rezar durante o horário do recreio, que esteja livre para tal.
Mas, se religião é religião, e não folclore, obviamente influencia a vida das pessoas e seus conceitos perante a vida. Consequentemente, influencia o estado.
Precisamos entender que nossa civilização advém dos nossos princípios religiosos, e que evoluímos no sentido de que a religião é patrimônio do povo, não do estado.
Assim, reforço a tese de que o estado seja laico, isto é, neutro. Isto não significa, entretanto, fazer como nos EUA e França, onde se estão proibindo manifestações religiosas dentro de escolas. Entendo que esta neutralidade tenha de funcionar de maneira totalmente passiva. Quem quiser carregar um crucifixo, ou portar um lenço à cabeça, ou rezar durante o horário do recreio, que esteja livre para tal.
Mas, se religião é religião, e não folclore, obviamente influencia a vida das pessoas e seus conceitos perante a vida. Consequentemente, influencia o estado.
Precisamos entender que nossa civilização advém dos nossos princípios religiosos, e que evoluímos no sentido de que a religião é patrimônio do povo, não do estado.