"Há idéias que persuadem não pela razoabilidade, mas precisamente pela estupidez. Combater o consumo de drogas por meio da liberação é tão inteligente quanto defender-se da tentação do adultério comendo a mulher do vizinho três vezes por semana, no intuito de tornar-se imune aos encantos das demais esposas dos arredores. Pode-se também suprimir o homossexualismo dando o traseiro por aí até que ele se torne insensível."
Os que se assustaram com o artigo sobre o Big Mac vão ficar escandalizados com esse! hahaha
Ainda tem os que apresentem falsamente a Holanda e a experiência em Portugal da liberação. Quandfo na realidade a Holanda hoje é um país assolado pela AIDS, e a liberação das drogas é considerado uma calamidade de saúde pública. Em Portugal, na tal praça, dizem a mesma coisa. Fora a criminalidade, que apenas aumentou nesses países por causa disso. As pessoas não tem dinheiro pra sustentar o vício liberado pelo Estado.
Isso fora os aspectos morais, tão importantes e tão esquecidos quando alguns tratam de "descriminalizar" as drogas.
Eu já nem sei mais como agradecer ao Olavo pela brilhante organização de idéias que ele faz e nos entrega sempre. Enfim, sempre peço as bênçãos de Deus para ele e sua família, e amigos, e admiradores.
E, é claro, nunca deixo de divulgar seus artigos, mesmo que divididos em pedaços (seguindo a lógica quântica de que cada um dos pedaços conserva a força do todo), pra espalhar nos incontáveis espaços que passam pela minha frente necessitando da luz do entendimento.
Entendimento óbvio, simples, inquestionável, perfeito - e divertido, como disse o Christian.
Mais um artigo excelente pra minha modesta contribuição na divulgação das boas idéias, eixo Rio - Sydney - Nova Iorque - Berlim!!!!!
Depois desta argumentação brilhante do Olavo não nos resta mais nada a dizer a não ser que a venda de bebidas alcoolicas deve ser imediatamente proibida pois a sua liberação é a anistia a um dos criminosos mais violentos de todos os tempos: Al Capone.
o álcool já era fator socializante enraizado há milênios antes da Lei Seca, que foi mudança radical e abrupta imposta de cima (as pessoas não iriam deixar de beber ou fumar cigarro da noute para o dia).
por isso a lei seca não funcionou. Não desestimulou um hábito consagrado. da mesma forma, a proibição do cigarro não funcionaria.
o mesmo não ocorre com as drogas ilícitas, que já eram marginalizadas em nossa sociedade.
por isso o mesmo não se pode dizer da proibição dessas outras drogas, pois sua proibição realmente desestimula o uso. ou vocês não acham que um número imensamente maior de jovens iriam consumir ecstasy, maconha etc e consumir mais se não fosse proibido?
nos países em que tais drogas foram legalizadas seu consumo aumentou, o que mostra a proibição delas realmente desencorajava seu consumo.
não dá para comparar o uso da cocaína, crack e ópio com o alcool e cigarro, em nosso contexto social.
1) Em um texto, Olavo diz que Soros é responsável por fazer certas cosias. No outro, ele diz que não entende a consequências de suas ações. Isso não é uma contradição.
E, mesmo se houvesse contradição, qual o problema? Ele mudou de idéia, ora! Recebeu uma informação que não possuia antes, e reavaliou sua posição. Acontece o tempo todo, como todo mundo. Não cobro perfeição de ninguém.
2) A propaganda no meu avatar tem um motivo surpreendente! Ela está lá... porque eu voto nele! oooh!
Bom, isso eu falei em relação a Soros, vamos a Alckmin.
Veja bem: selecionado assim, você está mudando o sentido do texto!
"Segundo o senhor Geraldo Alckmin, cuja fidelidade admirável à segunda opção lhe valeu o apelido de Chuchu, isso sim é que é democracia. Baita democracia."
O termo em negrito não se refere ao segundo ítem, que você grifou, mas ao trecho mais próximo, esse aqui:
"O leque das opções disponíveis resume-se ao esquerdismo e à inocuidade acomodada."
Cuidado com a interpretação de texto!
Olavo não diz que Alckmin é pró-comunista, mas sim que ele é um acomodado inócuo.
Há uma diferença e, mais uma vez, não há contradição aqui.
Calma, rapaz! Ainda estava respondendo a mensagem anterior!
Bom, continuando.
Preste atenção e verá que Olavo não diz que Alckmin é do segundo grupo, logo, não é pró-comunista.
Agora, Olavo afirma sim que ele não vai fazer nada para impedir o avanço do comunismo. Ele é do terceiro grupo.
"3. Arrivistas variados, sem cor ideológica definida, provenientes de organizações religiosas ou de interesses regionais, que, gostando ou não gostando dos grupos 1 e 2, acabam se adaptando à sua linguagem e aos seus valores, seja por oportunismo, seja por absoluto desconhecimento de outras alternativas mentais possíveis."
Ele não fará nada contra esquerda. Lula fará muito a favor da esquerda. Percebe a diferença?
Um é inócuo. Não altera a conta geral. O outro é negativo, diminui. Eu queria um que somasse; mas este não existe. Na falta, fico com o Chuchu. É melhor empatar o jogo do que perder.
Respondi suas perguntas? Pode continuar. É divertido quando o pessoal não passa para a agressão.
Além da falta de agressões mútuas (há um pequeno ar de irritação, mas isso é comum e inevitável), temos até mesmo um debate na mais clara dialética aristotélica: Cícero aceitou nossos pressupostos e tentou mostrar a contradição a partir deles. Enfim, uma maneira muito legítima de discutir.
E dou a dica: Se esse caminho não dá certo (ou seja, se a crença mostra coerência interna), o próximo passo é questionar os princípios.
Poderemos então, por exemplo, discutir se Alckmin realmente não é de direita, e por aí vai; entrando até nas cavilosas definições de esquerda e direita.
Infelizmente, não poderia acompanhar os próximos passos.(Há comida no fogo e pessoas chegando). Mas voltarei.
Menos, Cícero.
O Lucas já respondeu, e sua argumentação já entrou na forçação de barra, palavra.
Alckmin não é o Lula, a diferença é qualitativa (a se discutir) e quantitativa (sem discussão possível).
Bom, o George Soros é movido antes por motivações econômicas doque por interesses políticos.
Não sei se lembram que alguns anos atrás quando se discutia a implementação da Tobin tax, cogitou-se no âmbito da OMC que seria necessário a criação de um organismo internacional para administra-la. Rapidamente surgiu o George Soros fazendo o mea culpa na crise Asiática. Em seguida ele saiu com a famosa: como sei causar crises financeiras sou o mais indicado para administrar uma organização que vise evitá-las.
Os protestos e a indignação diante da cara-de-pau dele fez o James Tobin vir a público declarar que a taxa que levou-o ao prêmio nobel de economia visava unica e simplesmente frear os fluxos de capital de curto prazo e não ser instrumento para a centralização da especulação, gerando com isso uma crise política.
Portanto, acredito que se agora está defendendo o liberalização das drogas é porque tem interesses financeiros na jogada, está no meio ou pretende entrar.
Concordo totalmente com o Silvio no: sobre o que deve a direita fazer no segundo turno (ah, o que será que a gente entende por direita? - agora estou curioso), bom, votar no Geraldo Alckimin, é claro.
Forçação de barra, indeed. E isso é muito exato e diz tudo: "Alckmin não é o Lula, a diferença é qualitativa (a se discutir) e quantitativa (sem discussão possível)."
Já que a discussão tomou um rumo sério, vale lembrar que eu só coloque esse trecho para fazer graça com o pessoal que se assuta com estilo... bem, "peculiar" do Olavo!
Ah, sem problema, Ronaldo. A discussão, na verdade, é até mais importante que a piada. Eu só quis lembrar isso para a gente não perder o bom humor.
Um abraço!
Se o George Soros admitisse ter profundo conhecimento do Foro, seria uma criatura monstruosa, um emissário do Anticristo. Como demonstrou desconhecê-lo, ao ponto de convencer o Olavo de sua ignorância, é um abobadinho da enchente, um simplório manipulado por forças superiores. Percebam que o Soros não tinha fuga: seria criminoso de qualquer jeito, por iniciativa ou como instrumento. Percebam também que, colocando as coisas dessa maneira, Olavo não tinha como errar: qualquer atitude que o interrogado tomasse sustentaria sua tese. Imaginar que George Soros desconhecia o Foro porque simplesmente ele não tem o peso estratégico que Olavo o atribui é incogitável, claro.