Benedito Ruy Barbosa faz críticas no lançamento de 'Paraíso'
Ontem foi lançada para a imprensa a novela “Paraíso”. Tudo corria bem até que o autor Benedito Ruy Barbosa, de 77 anos, começou a falar barbaridades. Ele criticou de tudo um pouco. Ninguém foi poupado. Veja as declarações polêmicas do novelista:
'Não entendo por que tem gente que faz novela sobre a Índia. O Brasil é tão grande e tem tanta coisa para mostrar'
'As novelas hoje só mostram putaria. Nenhuma mulher quer ver outra que no quinto capítulo já dormiu com três ou quatro caras'
'As pessoas não sabem mais fazer novela. O problema (na audiência) está em quem faz'
'Quando vou para o interior, converso com as pessoas e elas me dizem que na Globo só tem bicha e sapatão'
Padres sinuqueiros, beatas fanáticas, mocinhas curandeiras... não é de se estranhar que até o dito cujo assuma a merda que está sendo feita.
"Eu acredito que a população nivela por baixo, não adianta você produzir programas com extrema qualidade intelectual num país de analfabetos(zé povinho), não ira vender.
A globo é como toda empresa, quer ganhar dinheiro.
Que alias é muito saudável, ganhar dinheiro de forma honesta com produção."
(2)
O problema não é o povão; o problema são as elites(!?) tupiniquins. É a elite(!?) que manda na programação da "grobo", assim como na indústria cultural em geral.
Agora, uma coisa é certa: entretenimento de massa é entretenimento de massa. Vcs não esperam que, no lugar da novela das 20h, passe um documentário sobre as libéluas africanas, né?
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"Em Tieta, existia o personagem Coronel da Tapitanga, vivido por Ary Fontoura, que era pedófilo. Que comprava menininhas para criar. É uma história que não existia no livro do Jorge Amado, que foi inventada por mim e que era delicadíssima. Era pedofilia. As pessoas viram aquilo e não ficaram chocadas. Pode-se falar de qualquer coisa na televisão e nas novelas, desde que se leve em conta que se está escrevendo para 60 milhões de pessoas. Agora mesmo, a personagem da Glória Pires em Suave Veneno fez um aborto. A Igreja não teve nenhuma reação." (...)
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"Estamos no final do milênio. Achei que não era possível que as pessoas continuassem com a cabeça fechada em relação ao homossexualismo. Em Suave Veneno, cada passo dessa história foi pensado. No começo, os personagens usavam uma linguagem cifrada de homossexuais. Hoje, as gírias gays são constantes."
. http://www.terra.com.br/istoegente/01/reportagens/agnaldo.htm (IstoÉ)
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. Novelas provocam queda em fertilidade no Brasil, diz estudo
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BBC Brasil
A queda na taxa de fertilidade no Brasil está relacionada com a audiência das telenovelas, segundo sugere um estudo realizado no Centro de Pesquisas para Política Econômica da Grã-Bretanha (CEPR, na sigla em inglês).
Segundo o estudo, publicado neste mês, o tamanho pequeno d]as famílias representadas nas tramas das novelas brasileiras seria distante da realidade e influenciaria as mulheres a desejar poucos filhos.
Dados do Censo indicam que a taxa de fertilidade caiu de 6,3 crianças por cada mulher em 1960 para 2,3 em 2000.
De acordo com a pesquisa, esse declínio se deve não apenas pelo hábito de assistir televisão, mas especificamente pela audiência das telenovelas produzidas pela Rede Globo.
"Descobrimos que as mulheres que vivem em áreas cobertas pelo sinal da Globo apresentaram taxa de fertilidade muito menor. As novelas mexicanas e importadas transmitidas por outros canais não causaram impacto na fertilidade", diz o estudo, conduzido pelos pesquisadores Eliana La Ferrara, Alberto Chong e Suzanne Duryea
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Alcance
Os pesquisadores analisaram o conteúdo de 115 novelas transmitidas pela Globo em dois horários diferentes entre 1965 e 1999 e descobriram que 72% das personagens femininas com idade até 50 anos não tinham filhos, comparados com 21% das personagens que eram mães.
Para alcançar os resultados, a equipe comparou os dados das novelas com o índice de fertilidade do país e o alcance do sinal da emissora em diversas áreas.
O estudo indica que há uma relação entre o alcance do sinal da emissora e uma diminuição nas taxas de fertilidade das mulheres que vivem nas áreas cobertas pelo canal. Segundo a pesquisa, o impacto é maior em mulheres com nível sócio-econômico mais baixo e na fase central e mais adiantada do ciclo de fertilidade.
Além da análise do impacto no índice de fertilidade, a pesquisa aponta ainda que as personagens femininas influenciam de maneira "surpreendente" as escolhas dos nomes dos filhos.
"As mães que vivem em áreas cobertas pela Rede Globo são quatro vezes mais propensas a batizar seus filhos com o nome de um dos personagens das telenovelas", diz a pesquisa.
Os pesquisadores compararam 15 nomes de estudantes do ensino fundamental recolhidos no Ministério da Educação em 2005. A equipe comparou os padrões dos nomes mais comuns com os nomes dos personagens principais das telenovelas da Globo no ano em que as crianças nasceram - a maioria em 1994.
Depois da análise, os pesquisadores descobriram, entre os 20 nomes mais comuns de bebês nascidos em 1994, pelo menos um era também o nome de um personagem de alguma novela transmitida naquele ano.
"Acreditamos que estes dados sobre o padrão dos nomes sugere uma relação forte entre o conteúdo da novela e o comportamento da audiência", diz o estudo.
Para os pesquisadores, o impacto das telenovelas na população pode ter implicações importantes para os governos elaborarem suas políticas públicas em países em desenvolvimento, onde a taxa de analfabetismo é elevada.
"Nosso trabalho sugere que os programas direcionados para a população local têm potencial para atingir um número enorme de pessoas a um custo muito baixo", diz a pesquisa.
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MERCHANDISING SOCIAL
Etienne Jacintho e Keila Jimenez
"Indústria do Social", copyright O Estado de S. Paulo, 6/04/03
"Elas são criticadas por estimular a violência, abusar do erotismo e
dar mau exemplo aos jovens e crianças. Na contramão dessas, entre
outras críticas, as novelas brasileiras adotaram um discurso
politicamente correto, incluindo em suas tramas mensagens com
preocupações sociais e educativas. São os chamados merchandisings
sociais.
Mas o que era ocasional, só para inglês ver, se tornou uma poderosa
indústria, que ganha cada vez mais força na televisão. As idéias e as
manifestações esporádicas de alguns autores deram espaço a uma grande
equipe na Globo centrada em levantar oportunidades para inserir
mensagens sociais nas tramas. Até um consultor especializado em
marketing social é ferramenta dessa ‘linha de produção do bem’, Márcio
Schiavo, diretor da empresa de marketing social Comunicarte. Schiavo,
que é especialista em merchandising, presta consultoria ‘de graça’
para a Globo.
Como o merchandising social tem de ter o compromisso ideológico com o
pensamento do autor, o trabalho do consultor não é nada fácil. Schiavo
atua em parceria com a Central Globo de Comunicação, a CGCOM,
analisando os capítulos, um a um, com certa antecedência e sugerindo
temas.
‘O merchandising social começou no México, anos atrás, mas o Brasil é
um dos poucos países que usa suas telenovelas também como instrumento
educador e com sucesso’, diz Schiavo. ‘Desde 1984 venho me
especializando nesse serviço, mas só em 88 é que demos os primeiros
passos. Lembro-me que o problema do alcoolismo da personagem Heleninha
Roitman (Renata Sorrah), em Vale Tudo (1988), foi um dos primeiros
merchandisings sociais de destaque na TV’, continua. ‘Agora temos toda
uma metodologia para essas ações. No início, não tínhamos nenhum
domínio técnico, hoje temos ONGs de todos os lados nos sugerindo
temas, gente especializada em pesquisa social e autores sem medo de
defender causas importantes.’
Bandeira - É justamente aí que as coisas se misturam. Segundo Schiavo,
o merchandising social tem duas origens: essa do levantamento de
oportunidades na trama, que é o trabalho dele, e a vontade do autor de
defender temáticas sociais. ‘Há autores que, quando criam suas tramas,
já incluem uma campanha social de destaque misturada na ficção. Alguns
nem precisam da minha consultoria’, diz ele. ‘Às vezes, acabo dando
alguma dica ou indicando fontes de pesquisa’, observa. ‘Nas barrigas
(períodos em que a trama está mais parada, sem muitas ações) é que
costumam surgir espaço para as minhas sugestões.’
Manoel Carlos, Benedito Ruy Barbosa e Glória Perez entram nesse time
que cria o próprio merchandising. O mais recente ‘filhote’ de Maneco é
a campanha em prol do respeito à terceira idade, questão levantada em
seu novo folhetim, Mulheres Apaixonadas. Sabe aquela raiva que você
sente da Dóris (Regiane Alves), neta má que chega a exagerar ao
maltratar os avós velhinhos, Flora (Carmem Silva) e Leopoldo (Oswaldo
Louzada)? Sim, é essa raiva que o autor acredita que vá sensibilizar
as pessoas e abrir caminho para que ele possa mostrar como os idosos
são relegados a um plano inferior no País. Na mesma novela, Raquel,
papel de Helena Ranaldi, levantará o problema da agressão à mulher. O
ex-marido da personagem aparecerá na história, fazendo-a relembrar
momentos difíceis que passou ao lado do agressor.
‘A ficção tem sido uma boa aliada no esclarecimento de questões
importantes para a sociedade e a telenovela, como o mais abrangente
dos gêneros ficcionais, precisa estar atenta a isso’, diz Manoel
Carlos. ‘O fato de a novela ser cultura de massa não lhe tira o valor,
muito pelo contrário. O último capítulo de O Clone (2002) foi visto
por cerca de 45 milhões de pessoas. Que ficcionista não sonha com
isso, em qualquer lugar do mundo?’
Autores e consultor concordam que a dimensão de pessoas atingidas pelo
merchandising social nas novelas é o que realmente vale a pena.
Detalhes pequenos como uma cena de Laços de Família (2000) em que
Capitu (Giovana Antonelli) mostrava uma camisinha, ou campanhas
importantes, como a de doação de medula, encabeçada pela personagem
Camila (Carolina Dieckmann), que tinha leucemia na novela, têm efeitos
grandiosos. Na época, a Secretaria de Saúde chegou a registrar um
aumento de doação de medulas de 20 para 200 por mês. ‘Questões
familiares, taxa de natalidade, trabalho infantil, não faltam
bandeiras a serem levantadas e discutidas nas tramas’, diz Schiavo.
‘Pesquisas nos mostram que uma mulher brasileira assiste, em média,
dos 15 aos 40 anos, 15 mil horas de novelas. Imagine o poder que uma
mensagem subliminar numa trama tem?’
Resultados - Mas nem sempre a mensagem é tão subliminar assim. De
tanto aparecer na telinha, o merchandising social às vezes rouba a
cena e se transforma no argumento principal de um folhetim, vencendo
até os tradicionais triângulos amorosos. Os protagonistas Jade, Lucas
e Said perderam espaço em O Clone para os personagens Mel (Débora
Falabella) e Lobato (Osmar Prado). As desventuras dos dependentes
químicos prenderam a atenção do telespectador que respondeu bem. A
audiência do folhetim aumentou depois que a autora Glória Perez teve a
idéia de colocar depoimentos reais de dependentes químicos em cena.
‘Vi que seria mais bacana e menos moralista ter depoimentos de pessoas
que estavam passando pelo problema’, conta a autora. ‘É muito mais
eficiente do que botar a família, a polícia ou psicólogos falando
sobre o assunto’, ela completa.
As campanhas sociais são recorrentes nas tramas de Glória Perez.
‘Desde o começo de minha carreira vi a TV como um instrumento de
mobilização nacional’, fala a autora, que fez a primeira campanha
sobre a aids na TV - na novela Carmem, da Manchete, em 1986. Para
emplacar seus merchandisings, a autora diz que é necessário estar
antenada. ‘Costumava andar pela cidade e via as mulheres da Cinelândia
que procuravam por seus filhos desaparecidos’, diz.
Daí a idéia de
colocar a causa na novela Explode Coração (1996). ‘Queria dar voz a
quem não tem voz.’
Para Glória Perez, o merchandising social funciona muito bem. ‘Durante
o período em que Explode Coração esteve no ar, 100 crianças foram
recuperadas’, comenta a autora, que também recebeu elogios do
Instituto do Coração por sua campanha a favor da doação de órgãos. O
argumento fazia parte da trama de De Corpo e Alma (1992). ‘Pela
primeira vez sobrou coração’, fala Glória Perez sobre o fim da fila de
transplante no Incor. Mas a autora afirma que não é função dos
folhetins resolver problemas sociais. O ideal, para ela, seria que as
instituições aproveitassem o momento em que se forma o interesse
nacional e dessem continuidade ao trabalho após o término da novela.
‘É só uma questão de informação’, acredita a autora. ‘Na época de De
Corpo e Alma, a doação de órgãos não era freqüente pois as pessoas não
entendiam o que era a morte cerebral’, diz. A autora conta que uma
enfermeira do Incor disse a ela que, no dia em que a cena da doação de
coração foi ao ar, uma família vivia uma situação idêntica nos
corredores do hospital. Um pai, que não queria doar os órgãos da
filha, se sensibilizou e fez a doação.
Recordista - Malhação, por exemplo, fez do merchandising social a
estrutura principal de boa parte de suas histórias, mesmo que
bobinhas. A novelinha juvenil já teve personagem portador do vírus da
aids, um homossexual, um drogado, um alcoólatra, um menino de rua, um
portador de deficiência física, entre outros casos. Seu cenário, que
era uma academia de ginástica, deu lugar a um colégio, o que facilita
a discussão de temas mais sérios. ‘Em 2002 , Malhação teve 1.138 ações
de merchandising social em suas histórias: 244 sobre uso de drogas,
116 sobre sexualidade, 567 sobre causas sociais. É a campeã absoluta
da Globo’, diz o diretor da CGCOM, Luís Erlanger. ‘Ganhamos prêmios,
fazemos nossa parte e ainda ensinamos como se faz isso no exterior.
O merchandising social da TV está ultrapassando os limites da
teledramaturgia e indo para outros programas, como Big Brother. Ao que
tudo indica, essa indústria vai crescer ainda mais.’
No Big Brother Brasil, o merchandising surgiu já na primeira edição do
programa, quando os participantes ajudaram a divulgar a campanha
contra a dengue. Nesta última edição, o foco foi o combate à fome, com
o projeto Ação da Cidadania, que arrecadou 30 toneladas de alimentos
em todo o País. ‘A idéia principal era chamar a atenção do público
para esse tipo de ação, não estávamos procurando um resultado na
arrecadação propriamente dita. Mas, de acordo com a equipe da Ação,
foi um resultado impressionante’, diz o diretor do programa, Boninho.
Para ele, as campanhas dão resultado e o BBB é um exemplo disso. ‘Se
as pessoas se mobilizam para eliminar um candidato do programa, é
lógico que estão dispostas a interagir com boas idéias e ações.’"
'Quando vou para o interior, converso com as pessoas e elas me dizem que na Globo só tem bicha e sapatão'
Já faz tempo que noto que nas novelas da Globo sempre tem, pelo menos, 1 personagem gay relevante. E ele nunca é retratado caricaturalmente ou como alguém cuja conduta seja reprovável, muito pelo contrário.
Eu acho que a TV americana e mediocre, e tambem nao acho americano "mais inteligente" que brasileiro. Acho que o mundo esta POVOADO de imbecis. Mas o ESCRACHO brasileiro, as caras e bocas dai, sao tipicas dai, mesmo. Aqui tem gente que protesta, se enfurece e toma providencias quando as coisas passam dos limites. Ladrao pego em flagrante VAI para a cadeia, pode ser quem for. Ai e uma esculhambacao absoluta, ladrao e imoral MANDA em todo mundo e ninguem diz nada.
E se alguem vai preso, e justamente a vitima.
Quanto a rede Grobo, acho uma jostinha, mas ve quem quer.
Eu pagaria pra NAO ASSISTIR ao tal do BBB - e ate onde sei tem gente que paga pra assistir. Como disse o Joao Ubaldo, que raio de povo e esse que parece se especializar em eleger corrupto, assistir a merdas e depois posar de santo?
Palavra de honra que, quando estou longe, me da saudade da minha terra - mas e so ler dois jornais online que ja engasgo de raiva com tanta baixaria. A rede Grobo tinha que morrer a mingua, sem espectadores! Nao fechada a forca, nada disso. As pessoas tinham era que nao querer saber daquelas merdas daquelas novelas, tinham que nao querer saber daqueles programas jornalisticos mentirosos, vendidos! Ai, sim, seria uma solucao.
Novelas provocam queda em fertilidade no Brasil, diz estudo
Alguns estudos antigamente também diziam que nas sextas-feiras a venda de leite diminuia, porque o pessoal em vez de levar leite para as crianças no final da tarde ia fazer uma fézinha na loteria esportiva. Não posso condená-los, porque ao longo de muitos anos eu perdi uma pequena fortuna no jogo, mas em loteria eu nunca joguei, eu era otário pero no tanto.
Novelas "deseducam" um povo que não sabe o que é leitura e as tem como única fonte de informação. A maioria de leitores também só lê best sellers.
Nesse quadro sinistro, as TVs usam e abusam da putaria apelativa (pleonasmo?) como forma de atrair o público e assim vender mais caro o espaço publicitário, em suas grades de programação.
Fazem isso para pagarem uma absurda carga tributária, além dos encargos e processos trabalhistas.
"Novelas "deseducam" um povo que não sabe o que é leitura e as tem como única fonte de informação. A maioria de leitores também só lê best sellers.
Nesse quadro sinistro(...)"
Eu concordo plenamente que as novelas não são exatamente edificantes e é fato que a absoluta maioria dos livros lida pela grande maioria dos "leitores" são best seller porcarias produzidos em série.
Porém, eu não tenho planos, sonhos ou esperanças de transformar o povo numa horda de intelectuais highbrow. Não faz sentido sequer querer que chegue um dia em que haja, num fim de dia, mais gente lendo clássicos e discutindo temas elevados do que vendo novela e/ou tomando cerveja. Não sei nem se seria bom.
Isso tudo, é claro, é diferente do embotamento intelectual generalizado que vemos hoje. E isso se dá num grau desesperador: Eu, que sou uma porcaria de um leitorzinho meia-boca fico assustado e desanimado com a disseminada incapacidade de pessoas supostas inteligentes de juntarem premissa e conclusão, de defenderem coerentemente um argumento, de reconhecerem uma demonstração, seguir um silogismo, de interpretar uma metáfora, enfim, de fazerem um série de distinções básicas. Esse embotamento intelectual, esse entorpecimento da inteligência, ele é de fato ruim e seria perfeitamente posível que fosse diferente.
Mesmo que seja impossível reproduzir aqui o "milagre" através da educação que aconteceu na Coréia do Sul, eu não consigo e não devo deixar de seguir acreditando no único caminho que é a busca da verdade.
O "milagre" educacional sul coreano reduziu drasticamente a criminalidade e praticamente zerou os homicídios e crimes violentos naquele país.
Lembrando que tudo começou na Coréia do Sul com o liberalismo econômico (privatizações, redução do tamanho do estado, simplificação tributária, redução da burocracia, incentivo ao empreendedorismo etc).
Se as mesmas medidas fossem implantadas no Brasil, num prazo não muito longo, mudaríamos a mentalidade de um povo que se acostumou a depender do estado (e por isso mesmo é eleitor de populistas e demagogos); acredito que o brasileiro quer ser o dono de seu próprio negócio, porém sabe que ,hoje, isso é praticamente impossível (menos na informalidade).
Eu nunca estive na Coréia nem conheço nenhum coreano; O que posso dizer a partir do que li a respeito é que trata-se de uma população muito bem instruída, bem educada.
Não implica dizer que é um país de intelectuais na acepção que usei no meu primeiro parágrafo (que é a que considero a original e precisamente oposta ao significado do título de Paul Johnson). Não sei se - e tendo a crer que não - Aristóteles faz mais sucesso lá do que em muitos outros países. Do que no Brasil é bem provável que sim...
O problema é que algumas das faculdades que mencionei acima são, em certo grau, naturais e no Brasil são paulatinamente destruídas. Aqui existe o amor às palavras, aos slogans e o repúdio ao conhecimento genuíno. Mas em "The House of the Intellect", Jaques Barzun deixa claro que (há muito tempo) isso não é uma exclusividade brasileira.
O gosto das massas pela mera opinião em detrimento do cohecimento é um dado da realidade, não uma condição social ou antropológica; O analfabetismo, moral e literário e a incapacidade de pensar é que são parte dos males do Brasil e são curáveis.
Voltando ao tópico: quando falei da TV brasileira, estava me referindo principalmente às produções locais (que eu não assisto a muito tempo e sobre as quais apenas ouço os outros comentarem).
Mudei-me recentemente; agora a TV fica num cômodo e o computador fica noutro, portanto vejo muito menos a programação da TV grobo.
Assistam DVD (e arranjem uma boa locadora) que é melhor! Eu assisti a todos os filmes do Ingmar Bergman e do Stanley Kubrick, depois disso nunca mais o meu gosto foi o mesmo.
De fato, eu tenho é trabalhado pacas e pouco tempo tenho tido para ler, mas ,pelo menos, aqui na OdeC tem sempre um assunto interessante.
"dá para entender que num pais desse o
top less não pegou? "
Meu palpite pra grande dúvida do Massa:
Massa, qual a mulher que vai querer mostrar os peitos em público de graça no Brasil? É pra isso que existe as putas, as "atrizes-modelos" da Playboy e as estrelas pornô... Todas regiamente pagas...
Brasileira, em geral, gosta mesmo é de dinheiro. Ser antenada é coisa de americana e européia.
A mulher conseguiu cagar uma ENXURRADA de bobagens que não lia a muito tempo em tão poucas linhas!!
Ela chorou tanto com a vitória do Lula? Tem muito respeito pela trajetória política de MERDA dele? Vê crescente ameaça de uma direita internacional? O Lula não é de esquerda a muito tempo??
Na PIOR DAS HIPÓTESES, as opiniões da sra. Torloni está na altura da unha do pé da porcaria de personagem dela na novela das 8. Garanto que aquela personagem, burra pra caramba, tem PhD em 30 universidades perto da opinião de merda que a dona Torloni cospe pela boca.
Podem me chamar de cafona mas eu adoro uma novela venezuelana ou mexicana ,la pelos menos os maus recebem o que merecem,nas novelas brasileiras a boazinha é sempre a amante,a esposa é sempre a megera,e os malandros sempre se dao bem no final.
Esses dias liguei a TV e estava dando malhação. Parei para ver por cinco minutos e tinha acabado de chegar a escola uma maquina de camisinhas, decidiram comprar a maquina depois que uma aluna engravidou de um aluno. Porem o diretor do colegio advertiu: "Pessoal, so peguem 3 camisinhas por dia".
A imoralidade, veio com a pomessa de se liberar os jovens da "rígida moral cristã". Portanto, pode-se dizer que o cristianismo colaborou para que o espirito de imoralidade e libertinagem crescesse? Caso não, numa paíz não cristão, a imoralidade e/ou ideologia que prega a libertinagem, iria pregar a liberdade contra oque? È uma pergunta que eu faço, uma "pergunta de oportunidade". Obrigado desde já.