(Eu não tinha visto antes esse texto do Reinaldo Azevedo)
No 24 de Dez. de 2007, Reinaldo Azevedo, em seu blog no site da revista Veja postou um texto no qual publica uma saudação de Natal de Walt Whitman - e até a traduziu. Trata-se de um poema pouco conhecido que Whitman fez em homenagem à então recente Proclamação da República brasileira
Citemo-lo pois:
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BLOG
Reinaldo Azevedo
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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)
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Segunda-feira, Dezembro 24, 2007
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Uma saudação de Natal do poeta da democracia aos brasileiros
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Walt Whitman (1819-1892) dedicou um texto à então recém-nascida República brasileira pouco antes de morrer. Chama-se “Uma saudação de Natal (de uma Constelação do Norte a uma do Sul, 1989-90”.
Trata-se de um daqueles seus textos cheios de entusiasmo pela democracia, plenos de fé no futuro.
Segue uma tradução que fiz (não poética) com algumas licenças — traduzir “throe” como “dor do nascimento”, por exemplo (pareceu-me o mais adequado ao sentido do texto) ou “impedimentas” como “próprio fardo”.
De qualquer modo, o sentido geral é o que segue lá.
E sempre será o caso de termos saudade daquilo que o poeta americano da democracia anteviu para nós.
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Acho que ainda não aprendemos direito a “verdadeira lição” de uma nação que brilha no céu. Um tanto taciturnos, como diria o nosso Drummond, seguimos tendo grandes esperanças. Bom Natal, queridos! Voltem sempre aqui, que apareço a qualquer momento. Já lhes escrevi isso no ano passado. E repito agora, o segundo desta nossa comunhão.
[GRIFOS MEUS]
CONTINUA
No 24 de Dez. de 2007, Reinaldo Azevedo, em seu blog no site da revista Veja postou um texto no qual publica uma saudação de Natal de Walt Whitman - e até a traduziu. Trata-se de um poema pouco conhecido que Whitman fez em homenagem à então recente Proclamação da República brasileira
Citemo-lo pois:
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BLOG
Reinaldo Azevedo
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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)
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Segunda-feira, Dezembro 24, 2007
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Uma saudação de Natal do poeta da democracia aos brasileiros
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Walt Whitman (1819-1892) dedicou um texto à então recém-nascida República brasileira pouco antes de morrer. Chama-se “Uma saudação de Natal (de uma Constelação do Norte a uma do Sul, 1989-90”.
Trata-se de um daqueles seus textos cheios de entusiasmo pela democracia, plenos de fé no futuro.
Segue uma tradução que fiz (não poética) com algumas licenças — traduzir “throe” como “dor do nascimento”, por exemplo (pareceu-me o mais adequado ao sentido do texto) ou “impedimentas” como “próprio fardo”.
De qualquer modo, o sentido geral é o que segue lá.
E sempre será o caso de termos saudade daquilo que o poeta americano da democracia anteviu para nós.
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Acho que ainda não aprendemos direito a “verdadeira lição” de uma nação que brilha no céu. Um tanto taciturnos, como diria o nosso Drummond, seguimos tendo grandes esperanças. Bom Natal, queridos! Voltem sempre aqui, que apareço a qualquer momento. Já lhes escrevi isso no ano passado. E repito agora, o segundo desta nossa comunhão.
[GRIFOS MEUS]
CONTINUA