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Quando era criança, aprendi que os EUA queriam tomar a Amazônia. Depois lendo o Olavo de Carvalho aprendi que isso é uma mentira e na verdade são organismo internacionais, ONGs européias e a ONU e os EUA não tem nada que ver com isso.
Sobre as ONGs ligadas à ONU que lutam pela internacionalização da Amazônia, todos sabemos.
Mas no final das contas, o governo americano também apoia isso.
A notícia é "velha" (2005), mas é interessante:
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. Folha de São Paulo 15 Julho 2005
Parcerias Brasil-EUA na Amazônia
JOHN DANILOVICH
Entre os dias 17 e 26 de junho, fiz uma memorável visita à Amazônia brasileira. Conheci projetos de proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e pesquisa científica copatrocinados pelo governo dos Estados Unidos, sempre em parceria com instituições brasileiras. Além de conhecer as maravilhas naturais e culturais da região, também tive a oportunidade de conversar com lideranças do governo, da sociedade civil e do empresariado em Macapá (AP), em Belém e Santarém (PA), e em Manaus e Parintins (AM).
“A Amazônia é um magnífico patrimônio do Brasil, mas o mundo se preocupa e quer ajudar os brasileiros a preservá-la”
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. Nessas conversas, identifiquei nos interlocutores o desejo de construir um Brasil ambientalmente protegido, socialmente justo e economicamente próspero, que seja inclusivo para toda a Amazônia. Também percebi uma preocupação com a presença estrangeira na região e com a absurda teoria conspiratória de que, no futuro, poderia haver uma "invasão" ou alguma forma de "internacionalização" da Amazônia.
Ressaltei e gostaria de enfatizar para todos os brasileiros que tais temores são totalmente infundados. A Amazônia é um magnífico patrimônio do Brasil, um presente da natureza para os brasileiros. Acredito que o Brasil está preparado para enfrentar os problemas daquela região e os desafios do desenvolvimento sustentável, mas o mundo se preocupa com o que acontece na Amazônia e quer ajudar os brasileiros a preservá-la.
Gostaria de exemplificar aqui como alguns projetos copatrocinados pelos EUA que visitei estão contribuindo para o conhecimento científico, a conservação ambiental e o desenvolvimento humano da região amazônica.
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"Em Santarém, participei, com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, da abertura do segundo Seminário Nacional do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG-7), no dia 21 de junho. Meu país contribui, por meio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), com esse esforço internacional para o desenvolvimento sustentável, a conservação da biodiversidade e a redução dos gases do efeito estufa. A massa de conhecimentos acumulados pelo PPG-7 já começa a ficar evidente no planejamento de políticas para a região, como os planos Amazônia Sustentável e BR-163 Sustentável.
Com o mesmo espírito de cooperação para a preservação da Amazônia, os EUA copatrocinam importantes projetos de pesquisa científica na região de Santarém. O Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) é uma iniciativa de pesquisa internacional liderada pelo Brasil que conta com a participação da Nasa e estuda as interações físicas, químicas e biológicas entre biosfera e atmosfera da Amazônia e de todo o planeta.
Outro projeto de grande impacto científico é o "Seca-Floresta", estudo conduzido em cooperação entre o Woods Hole Research Center, dos EUA, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e o Ibama, com apoio da Nasa, da Usaid, da Fundação Nacional de Ciência (NSF) e de outras agências do governo dos EUA para entender a resposta da floresta a condições controladas de seca. Ambos os projetos oferecem grandes avanços tanto ao entendimento da "ciência pura" sobre a ecologia do planeta como à preservação imediata das riquezas da floresta.
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"Também trabalhamos com as pessoas, não apenas com a floresta, em projetos como a clínica da Fundação Esperança, que oferece educação e cuidados médicos para a população da região há 30 anos, com apoio da Usaid. A poucos quilômetros de Santarém, subindo o rio Tapajós, a Usaid apóia as Oficinas Caboclas dos Tapajós, projeto do Ipam dentro da Reserva Extrativista de Tapajós-Arapiuns. Esse projeto é um exemplo de pequenas comunidades manejando seus recursos florestais de maneira sustentável por meio da extração de madeira em pequena escala para a produção de móveis e objetos decorativos." (...)
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" Usaid aposta na geração de empregos e no aumento das exportações de todo o setor açaizeiro do Pará de forma ambiental e economicamente sustentável." (...)
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"Entre os princípios exigidos para certificação pelo FSC, que oferece condição privilegiada para exportação de produtos madeireiros para os Estados Unidos e a Europa, estão: obediência à legislação ambiental, respeito aos direitos dos povos indígenas, investimento na comunidade local, observância da legislação trabalhista e cumprimento de um plano de manejo que proteja a integridade e a produtividade da floresta."
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John J. Danilovich, 55, cientista político, mestre em relações internacionais, é o embaixador dos Estados Unidos da América no Brasil.
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Todos sabemos o que há por trás dessas palavras bonitas. Se a Embaixada americana já apoiava os projectos da Nova Ordem Mundial sob Bush, imagine o que não aprontarão sob Obama.
Mas é... sem querer desvirtuar muito o tópico, olha aqui o que o consulado americano andou aprontando no Brasil durante o governo Bush:
. http://www.embaixada-americana.org.br/index.php?acti…itemmenu=163
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Os republicanos americanos que participaram desse governo trabalharam para a Nova Ordem Mundial assim como os democratas. Há uma diferença evidentemente, mas há sem sombra de dúvidas participação de todos nisso. Se o partido republicano fosse sério, honesto e patriota, jamais permitiria que o Obama assumisse a presidência.
Se a Embaixada americana já apoiava os projectos da Nova Ordem Mundial sob Bush, imagine o que não aprontarão sob Obama [2].
. "Depois lendo o Olavo de Carvalho aprendi que isso é uma mentira e na verdade são organismo internacionais, ONGs européias e a ONU e os EUA não tem nada que ver com isso."
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O que eu entendo do Olavo de Carvalho é que ele diz que é incorreta identificar o globalismo como um americanismo, pois o globalismo é tão anti-americano como é anti-brasileiro. Mas isso não quer dizer necessariamente que o governo americano, mesmo aquele que no discurso se diz patriota e conservador, não trabalhe para o globalismo e portanto contra os Estados Unidos da América.
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"não trabalhe para o globalismo e portanto contra os Estados Unidos da América. "
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É desse "contra" e o que ele traz implícito que eu discordo. Comprei a leitura que o Olavo fez no Jardim das Aflições e leituras posteriores vem só reforçando isso. A América é a Nova Atlantis: uma nação revolucionária. Mesmo que tenha um povo conservador. Ela semeou no continente americano o Liberalismo maçônico republicano revolucionário anti-católico. E esse Liberalismo é revolucionário como os socialistas também são revolucionários. Não por acaso Hugo Chavez admira o maçom Liberal filo-americano Simon Bolivar.
Um estado é constituído por três elementos: povo, território e soberania. Se os globalistas buscam acabar com o território e a soberania americana, logo não é o Estado americano que busca a internacionalização da Amazônia, mas elementos globalistas que ocupam cargos na administração dos EUA.
Todo estado tem uma certidão de nascimento chamada constituição. É na carta magna que estão consignados os princípios fundamentais norteadores do estado. Se a constituição diz que o país é soberano e um político demagogo vai contra esse mandamento, o que deve prevalecer? A vontade da constituição ou a vontade dos grupos de interesse? Quem age contra a constituição age em nome próprio, e não em nome do Estado.
Schimitt,
leia os links acima e verá que os EUA já nasceram com vocação imperialista e revolucionária (pergunte ao México), com uma ideologia de gnóstica de ser um farol para a humanidade ou a city upon a hill ("Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte" - Mt 5:14) .
Essa mística mileranista americana existia tanto entre o povo puritano (gnósticos, segundo Voegelin) quanto entre os Founding Fathers deístas e revolucionários Liberais iluministas.
Vide também Mircea Eliade sobre o americanismo, ideologia progressista e otimista.
Os próprios Founding Fathers, longe de ser "isolacionistas", se já viam a América como sendo imbuída da missão de espalhar a Liberdade (no sentido iluminista) pelo mundo.
"São as pessoas que ocupam lugares na burocracia que agem e tomam decisões"
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E essas vem do povo e existem num meio cultural. Se há uma continuidade na administração do Estado em questão historicamente, esse pattern deve ser um sinal de que há algo de cultural nisso, não é mesmo?
Parecem os comunistas dizendo que "o verdadeiro comunismo nunca existiu".
Como o Uriel não entende porra nenhuma de Teoria do Estado ou Teoria do Direito, prefere inundar o fórum com links que ele mesmo não lê. Segundo Uriel, o fato dos EUA concentrarem o maior número de globalistas (inclusive, em altos postos do governo) faz deste país um estado cuja finalidade é a promoção do globalismo. OK! Imaginemos, então, que amanhã o pessoal da comunidade OC organize uma festa, mas imponha uma regra aos convidados: é proibido o consumo de drogas. O aviso da proibição das drogas é alardeado aos 4 cantos; câmeras são instaladas; seguranças contratados... Tudo para coibir o consumo de drogas na festas. Então, durante a noite de festa, eis que o Mustafá aparece com um baseado escondido nas cuecas... E, escondendo-se no banheiro, começa a fumar a cigarro de maconha. Então, denunciado pelo cheiro de mato queimado, os seguranças e demais convidados flagram o Mustafá consumindo drogas. Dado o exemplo, pelo raciocínio do Uriel, o consumo de drogas no local classifica, automaticamente, a festividade como uma festa de drogados... Cujo objetivo é a promoção das drogas.
Leia a declaração de independência dos EUA; leia sua constituição. O projeto globalista é totalmente contrário à soberania dos EUA. É contrária a própria constituição desse país. Mas, com certeza, o Uriel tem uma infinidade de links contrários para sacar.
Segundo Saul K. Padover em seu livro A CONSTITUIÇÃO VIVA DOS ESTADOS UNIDOS (tradução de A. Della Nina, São Paulo, IBRASA, 1964, p. 3-4): “O objetivo dos delegados era a construção de uma estrutura política capaz de proteger a propriedade da expropriação revolucionária e, ao mesmo tempo, garantir a liberdade das garras de um governo potencialmente tirânico. O que almejavam, noutras palavras, era um governo que tivesse poder, mas que não exercesse caprichosa e nem cruelmente. E a maneira pela qual conseguiram o intento constitui uma das maravilhas da história.”
Aliás, do ponto de vista constitucional o Brasil é muito mais globalista que os EUA (leia o § único do art. 4º e o § 4º do art. 5º). Isso sem falar na legislação dos países membros da U.E.
Quanto ao fato dos EUA serem imperialistas, que país não recorre à força (militar, econômica, política) para defender seus interesses? Ou tu achas que o Acre foi conquistado em um jogo de pokker?
Então o Brasil é imperialista porque conquistou vastos territórios também, pegou o Uruguai pra si tudo na base da matança. Só porque o México é um país fraco militarmente e perdeu pros EUA territórios não é argumento pra que é imperialista desde os primórdios. Os EUA eram desconfiados do mundo e isolacionistas até o ataque de Pearl Harbor.
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Diga isso ao Miguel, Schmitt, que ele tem mais paciência. Evidentemente a cousa não se esgota no plano jurídico constitucional.. A discussão é interessante mas sinto que você está mais interessado em falar sobre mim e em "pelejar" comigo do que debater o assunto.
Não é meu objetivo.
Quando referi que os globalistas que ocupam assentos no governo agiam em busca de seus interesses e não em nome do Estado Americano, não significa que suas ações não gerem responsabilidades civis para os EUA em relações a terceiros. Quando o povo elegeu o Obama para o cargo de presidente (bem como os outros presidentes antes dele) dos EUA, concederam poderes para esse governar o país. Então, quando Obama se manifesta publicamente... Ele está agindo como representante do país e não como a pessoa física Obama. O problema não está aí. Considerando a hipótese que Obama é realmente o presidente americano (excluindo-se as versões de keyes, Berg, etc), quando ele age contrário ao mandamento constitucional, ele já não tem mais legitimidade para representar o país. A isso se dá o nome de teoria da representação: Por ela a vontade da(s) pessoa(s) física(s) exprime a vontade da administração, mas em decorrência da lei e em conformidade com ela. O que acontece com a turma globalista no governo Obama é que eles usurparam o poder, rasgando a constituição. Pode-se chamar isso de traição, golpe de Estado, usurpação, etc. Os objetivos buscados por um país estarão presentes na constituição (pelo menos de forma genérica – explícita ou implícita) e nas leis infraconstitucionais (pormenorizados).
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA -
Nós, o povo dos Estados Unidos, a fim de formar uma União mais perfeita, estabelecer a justiça, assegurar a tranqüilidade interna, prover a defesa comum, promover o bem-estar geral, e garantir para nós e para os nossos descendentes os benefícios da Liberdade, promulgamos e estabelecemos esta Constituição para os Estados Unidos da América.
Antes de entrar no exercício do cargo, fará o juramento ou afirmação seguinte: 'Juro (ou afirmo) solenemente que desempenharei fielmente o cargo de Presidente dos Estados Unidos, e que da melhor maneira possível preservarei, protegerei e defenderei a Constituição dos Estados Unidos."
[...]
Seção 4
O Presidente, o Vice- Presidente, e todos os funcionários civis dos Estados Unidos serão afastados de suas funções quando indiciados e condenados por traição, suborno, ou outros delitos ou crimes graves.
[...]
ARTIGO III
Seção 3
A traição contra os Estados Unidos consistirá, unicamente, em levantar armas contra eles, ou coligar-se com seus inimigos, prestando-lhes auxílio e apoio. Ninguém será condenado por traição se não mediante o depoimento de duas testemunhas sobre o mesmo ato, ou mediante confissão em sessão pública do tribunal.
O Congresso terá o poder de fixar a pena por crime de traição, mas não será permitida a morte civil ou o confisco de bens, a não ser durante a vida do condenado
[...]
Artigo IV
Seção 3
O Congresso pode admitir novos Estados à União, mas não se poderá formar ou criar um novo Estado dentro da Jurisdição de outro; nem se poderá formar um novo Estado pela união de dois ou mais Estados, ou de partes de Estados, sem o consentimento das legislaturas dos Estados interessados, assim como o do Congresso.
O Congresso poderá dispor do território e de outras propriedades pertencentes ao Governo dos Estados Unidos, e quanto a eles baixar leis e regulamentos. Nenhuma disposição desta Constituição se interpretará de modo a prejudicar os direitos dos Estados Unidos ou de qualquer dos Estados.