Em algum TO, não sei precisar qual, Olavo qualificou a tara que Rodrigo Constantino tinha por Popper como um sinal do despreparo constantínico. Foi um comentário breve sobre a crítica feita por Karl Popper ao historicismo e à sua defesa de uma imprevisibilidade do desenvolvimento científico, na qual Olavo disse já ter acreditado até descobrir que era furada.
E porque que é furada esta teoria? Pelo que eu entendi lendo alguma coisa no Wikipedia, ele mesmo não poderia sustentar o que está falando...qual a influência deste filósofo em George Soros? (sei que o Prof. odeia este cara)
Olá, Ana, tudo bem?
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No site do Olavo, há esse texto que o menciona criticamente a certa altura: http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/serconhecer4.htm
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E há um ou dois trueoutspeaks no qual ele fala sobre o Popper... alguma alma caridosa que recorde o dia em que foi isso.
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té
Com toda razão
Sei que é errado já discordar da filosofia de alguém sem antes lê-la com cuidado mas eu preciso de base pois surgiu um tema na minha aula de inglês a respeito de George Soros tratando o cara como um anjo. Aqui nos EUA estes temas polêmicos são tratados com um cuidado exagerado e como minha sala é basicamente constituída de imigrantes com síndrome de coitadismo queria ter um material bacana para apresentar a quem interessasse, ainda mais depois de ouvir que a guerra poderia ter sido evitada se o governo americano conversasse com o Osaminha...
"Ó Osama, que coisa feia você fez...não pode viu?!"
hehehe
Um pouco antes do Olavo, o próprio Voegelin já desancou o Popper no artigo Plato's Modern Enemies. Vale a pena dar uma olhada. Começo a pensar que não foi por capricho que isolaram o sabichão na London School of Economics. A cria resultante do cruzamento intelectual dele com o Bertrand Russel chama-se Bryan Magee, um esquerdista autor de uma super história ilustrada da filosofia...
Trechinho de carta do Voegelin dirigida a Leo Strauss sobre K. Popper:
"1. To Leo Strauss, on Karl Popper's The Open Society and its Enemies, he concludes his analysis with: "4. Popper engages in no textual analysis from which can be seen the author's intention; instead he carries the modern ideological clichés directly to the text, assuming that the text will deliver results in the sense of the clichés. . . . In its intellectual attitude it is the typical product of a failed intellectual; spiritually, one would have to use expressions like rascally, impertinent, loutish; in terms of technical competence, as a piece in the history of thought, it is dilettantish and as a result is worthless."(April 18th, 1950).
Mas Popper é considerado liberal e fez críticas contra o Marx e apesar da leitura errada que estão falando do Platão, a intenção é criticar o tribalismo e a sociedade livre, procede?
Renan Não foi com o Popper que começou essa viadagem de associar Platão a utopias coletivistas?
Acho que sim. Estou terminando de ler a República. Li pari passu com o capítulo correspondente do "Order and History, Plato and Aristotle", do Voegelin.
Platão passa longe, mas tão longe, de utopias coletivistas totalitárias... É até difícil imaginar como o Popper pode ler isso em Platão. Parece que, na verdade, não se trata de uma leitura propriamente dita, mas de um projeção do próprio Popper - o Voegelin diz algo nesse sentido.
Não causa espanto que o Soros seja discípulo do Popper.
Ele é muito citado, por causa do Falsificacionismo como Princípio de Demarcação da Ciência, mas, fora isso, o que as pessoas sabem de Popper ? Há algo mais em sua filosofia que seja realmente importante ?
Popper criou o falsificacionismo e quem nao gosta dele nao gosta porque ele reduz enormemente o que chamamos de ciência, mas...você pode escolher outra definiçao de ciência e outros critérios.
Popper fez uma critica severa do historicismo e mostrou a falácia da visao marxista do desenvolvimento histéorico: se somos livres par decidir, como Marx afirma, como é que ele pode prever como a sociedade e a economia iriam se desenvolver...logo, nao somos livres!
Afirmar que Popper é ridiculo como filósofo é que é ridiculo!
"Mas, enquanto os filósofos tradicionais afirmam haver uma ciência superior a essa, Popper nega.
É a partir do juízo de que não há ciência acima [da] ciência experimental que ele elogia as conjeturas pré-socráticas"
Mas Popper não nega que há algo acima da ciência empírica, Augusto. Pelo contrário, ele afirma que há, embora seja quase inalcançável. Na verdade, Popper parece afirmar que a Ciência não evoluiria sem algo que está fora dela. Mas parece manter-se em uma posição de indeterminação metafísica, análoga à sua advocacia de indeterminação histórica.