A corte disse na segunda que concordou com um pedido da promotoria para mover o processo de Maracaibo a Caracas para garantir "a segurança de todas as partes envolvidas" e porque é um caso sério que provocou um "escândalo público". Manuel Rosales, que desde as eleições presidenciais é o maior opositor ao presidente Hugo Chávez, foi acusado de enriquecimento ilícito. Ele afirma que é inocente e acusa os promotores de praticarem "um linchamento político ordenado por Chávez."
O presidente disse no ano passado que faria "de Manuel Rosales um preso", embora agora negue que tenha influência sobre o processo atual. Rosales, prefeito de Maracaibo, disse na segunda-feira, enquanto deixava um tribunal na cidade, que mover o julgamento para Caracas é um "plano político" que viola os seus direitos. Ele também disse suspeitar que exista um esforço para "buscar um juiz que seja obediente" ao presidente.
Quatro juízes no Estado de Zulia, do qual Maracaibo é a capital, foram suspensos das suas funções pela Suprema Corte após se encontrarem com Rosales. O parlamentar Calixto Ortega, pró-chavista, disse nesta terça-feira à emissora de televisão estatal que os encontros precisam ser totalmente investigados e alegou que um dos juízes estaria em posição de influenciar o julgamento, se o processo tivesse ficado em Zulia.