Eu já disse que acho sempre muito interessantes os seus tópicos. Contudo, a tradução não está lá grande coisa, né? Já no primeiro vídeo confundiram Platão com Pilatos!!!
Vou continuar vendo, porque o assunto é muito bom
Abraço!
Antes que pergunte, eu sou católico e não acredito em macumba e afins.
Alguns protestantes (com todo respeito) ficam muito impressionados com qualquer macumbinha.
Pois bem, eu acho que nom ecziste macumba etc.
Por outro lado, o vídeo mostra que é uma blasfêmia misturar o nome do senhor com o de entes mitológicos.
A maçonaria não é lá flor que se cheire, mas cada um tem um livre-arbítrio e pode escolher a religião que quiser. Um maçom não é pior do que nenhum pai-de-santo ou do que o "bispo" Macedo.
Existem de fato muitas sociedades secretas, como estamos vendo, mas nem um mísero jornal, canal de TV, estação de rádio ou partido de direita atuante no Brasil.
Isso é o que me preocupa.
A pergunta que sempre faço é qual o objetivo dos maçons? Bom o que eu vejo é que são um bando de pessoas que se protegem em detrimento do próximo para ganhos financeiros e que nos altos escalões tem compromissos estranhos com o que há de pior. É o que a gente sempre ouve no senso comum e não consigo fugir disso.
O problema é que existe muita bobagem circulando a respeito da maçonaria, então tu não sabes exatamente o que é acreditável e o que é brincadeira. Essa bola de neve é aumentada constantemente por palpiteiros de plantão que, sem rigor nenhum, inventam qualquer besteira para posarem de eruditos no assunto. Nesse oceano de palpites e conspirações fica difícil saber o que é e o que não é real.
Eles adoram um "deus" que seria formado por 2 deuses mitológicos. Bullshit!, deuses mitológicos não existem.
..............
DE ONDE VC TIROU ISSO ???
??????????????
Segundo o vídeo, o nome do grande arquiteto do universo, (deus da maçonaria), apenas é revelado àqueles que atingem o grau de “Real Arco” maçom.
Apenas nesse momento o verdadeiro nome do "deus" da maçonaria é revelado.
"JaBulOn", junção de “J”eovah, “B”aal e “O”siris.
* Apenas um alerta.
As igrejas Protestantes no BRASIL, em quase sua totalidade, 99% (pois para tudo há exceções, ou melhor aberrações), CONDENAM a participação de um cristão na maçonaria.
O último que me veio essa conversa mole que protestantismo e maçonaria são irmãos foi o EMBUSTEIRO DO URIEL que, após ser refutado com inúmeras fontes, calou-se.
...
Ayrton, vc não acredita no Diabo, tampouco acreditará em macumba. Rrss
"Eles adoram um "deus" que seria formado por 2 deuses mitológicos. Bullshit!, deuses mitológicos não existem.
..............
DE ONDE VC TIROU ISSO ???
??????????????"
Do vídeo, oras:
Osíris - era um deus da mitologia egípcia.
Baal -
"Comparação biblico-judaica com mitologia da região
A determinada altura na história dos antigos habitantes da zona da mesopotâmia começou a existir uma confusão relativa à identificação dos deuses. Cada lugar adorava um mesmo deus mas com um nome diferente e isto tudo fomentou a dificuldade de hoje em identificar a diferença entre os deuses.
Mais tarde Baal deu origem a Beliel o qual vem grandemente referido até no novo testamento. Este personagem teve a sua origem muito anteriormente como o principe do mundo epiteto que lhe garantia uma superioridade em relação aos outros componentes da divindade desta época. Este deus era conhecido também por Enki - O Senhor da Terra
Na Bíblia se faz referência a Baal que poderia ser um epiteto de Hadad ou Adad que era uma divindade cananéia e suméria. Um deus da fertilidade.
Este deus Adad dos sumérios viria a ser o deus Sin dos acádios mais tarde, pai da bíblica Astarte (filisteus) e do seu irmão Camos ou Camoesh. Ambos também fizeram parte da mitologia Suméria e Acaádia, como Ishtar e Shamash."
O grande problema de se debater a maçonaria é que por ser uma sociedade secreta a gente não tem o outro lado, não aparece alguém aqui nesse fórum, por exemplo, pra dizer: eu sou maçom, essa história do nome de Deus "Jabulon" é falsa, ou não é bem isso que foi dito no documentário, ou que se defendesse e explicasse de alguma forma esse e outros pontos polêmicos.
Eu, que não sou maçom, mas conheço muitos maçons, me incomodo um pouco com isso, pode ser que as críticas desse documentário sejam todas corretas, as informações sejam verdadeiras, mas talvez não, o que pensar?
Parece-me claro, mesmo sem um conhecimento aprofundado, que a Maçonaria não combina com a ortodoxia católica ou protestante, tanto que é condenada por ambas, mas tirando esse fato, analisar sobre outros aspectos se a maçonaria é boa ou não, acho uma questão bem difícil...
tanto q na maçonaria ta repleta de cristaos(evangelicos, catolicos..) e juram q nao tem nada de ocultismo. A manipulacao la dentro eh forte.....
perdoem a acentuacao...eh preguica mesmo...teclado americano eh um saco pra colocar acento.rsrs
Um membro da ODC do "B"eicinho disse que "Albert Pike" não é fonte segura pois o mesmo era satanista e, logo fazia a interprertação dos símbolos da maçonaria em analogia ao satanismo.
- O gentil membro me recomendou o Livro de Rene Guenon para o estudo dos símbolos maçonicos.
Alguém aqui já o leu?
Pode adiantar o que ele diz?
Tem para baixar na net?
- Pelo que vi em comunidades Maçonicas, eles não criticam "Albert Pike", ao contrário, procuram apenas desmerecer ou ridicularizar seus críticos.
Quanto aos seus escritos satânicos, os mesmos desconversam, partindo de um ponto mais fácil de contestar, para, ao final, englobarem o restante, (não analisado), como um todo especulativo.
Por que será??
- Não sou o dono da verdade, alias, ninguém o é, portando mister fazer desse tópico um local de esclarecimentos e de estudos mais aprofundados sobre o assunto.
O problema em falar em Albert Pike é que ele é um ilustre desconhecido. Albert Pike tinha influência sobre uma jurisdição do rito escocês nos Estados Unidos. Ele não era, nem nunca foi, autoridade mundial sobre Maçonaria.
"Morals & Dogma", tido pelos maçonófobos como leitura obrigatória, é, também, desconhecido. Eu, ao menos, não conheço tradução para o português. Tive a oportunidade de trabalhar na organização da Biblioteca da loja maçônica onde está instalado o Capítulo DeMolay do qual sou membro, tive em minhas mãos centenas de livros maçônicos: Nenhum de Pike ou Mackey.
Dizem que Pike era satanista. Eu li num site maçônico americano ( http://masonicinfo.com/ ) que muitas citações "satânicas" dele estão descontextualizadas. Não sei. Mas o fato é que a leitura que Pike faz dos símbolos maçônicos é individual, e não institucional. É como interpretar a Doutrina Católica pelas obras de Leonardo Boff.
33º grau é o máximo do Rito Escocês, um dos vários ritos maçônicos usados em lojas ao redor do mundo.
No Rito de York (também chamado Real Arco), são 12 graus apenas.
Tem um rito, acho que se chama Mênfis, ou algo assim, que tem mais de 90.
Fala-se muito em "maçons de graus menores" sendo enganados pelos "de graus maiores", William Schoebelem, que escreveu um livro anti-maçônico ("Do outro da luz") é um que deu popularidade a esta tese.
Se fala muito no 33º, mas ele só diz respeito a um Rito, e não a toda a Maçonaria.
Bullshit. O básico para alguém ascender aos cargos de comando das lojas é estar no grau de Mestre, o terceiro (o primeiro é o de aprediz e o segundo de companheiro).
Eu conheço, pessoalmente, mais de uma dezena de maçons do 33º do Rito Escocês. Não é nada raro atingir este grau, ou algo reservado a uma cúpula rica e poderosa. Conheci um que era mecânico de automóveis. Tinha a oficina na garagem de casa. Meu avô, que foi do 33º, foi investigador de polícia e escrivão de uma vara crime a vida toda. Nada de muito poder e influência.
vc como militante do Direito devia esquecer de arrazoar com essa plebe rude que pulula por aqui.Ora o Marcionei( um psicotico) , ora o esse Yuri , ora o retardado do Urinol(Uriel)...toda essa gente discute sobre o que NÃO tem a menor possibilidade de entender.
Reclamam com razão da esquerda mas fazem o mesmo: pegam como fato verídico videos do youTube como se verdade fossem e passam a discutir sobre o tema, sem nunca terem conversado com um maçom de verdade, ido a uma Loja, etc.
Esse recurso patético vem estragando a comunidade do Olavo, que antes , bem antes, tinha gente com equilibrio e conhecimento para discutir assuntos pertinentes ao tema da Comunidade.
Mas hj em dia é só isso: baboseira sobre baboseira.
Tá dificil participar, pois tirando a doutora Priscila , o Luis Filidis , vc e alguns poucos outros , o nivel aqui está Hatters-like, ou seja, pega-se um tema, de origem duvidosa e fica-se discutindo a exaustão do que não se sabe.
Uma pena: o professor Olavo, a quem reputo ser pessoa com ENORME contribuição a discussão dos problemas brasileiros, poderia ser melhor acompanhado, pelo menos aqui.
Uma curiosidade que fiquei sabendo sobre a maçonaria é que um dos nomes de Deus que eles usam é "Gadu", inclusive tinha um artista, não lembro o nome que no final de seus shows falava, ao invés de obrigado, "obri-gadu", e quem era da maçonaria sabia que ele era maçom... Sobre outros nomes de Deus, aí não tenho informações.
Sobre a opinião de autores eruditos a respeito da maçonaria, para Guénon a maçonaria é uma instituição esotérica portadora da sabedoria tradicional, e o Olavo, pelo que me lembre das vezes que mencionou a Maçonaria, não é um defensor entusiasta mas também não é contra.
"The Lost Keys of Freemasonry is a work often quoted by anti-Masons due to some of the statements made by Hall about the religious nature of Freemasonry. Published in 1923, it was written when Hall was barely 21 years of age - and some thirty one (31) years before he became a Mason! Because of this, it can easily be seen that the book represents merely the personal theories of a non-Mason. Further, Mr. Hall (who passed away in August 1990) was a self-avowed mystic and hardly a "leading authority" of Freemasonry.
Anti-Masons make much over Hall's writing being highly 'influential' on Masonry. The publishers of the 1976 reprint of his book (53 years after its original publication!) note (somewhat proudly) that Hall's work had sold over 30,000 copies. By contrast, however, we'd comment that the anti-Masonic book by World War I German General Erich Ludendorff sold over 100,000 copies."
Tem maçon nessa comunidade? Que coisa estranha maçons trabalham pra causa anti-conservadoras não é?
Não necessariamente. Há maçons de todas as tendências, corretes e religiões. Como o próprio Olavo já falou um True Outspeak, a maçonaria e os maçons não formam um bloco monolítico.
George Washington, José Bonifácio de Andrada e Silva e Winston Churchill eram maçons. Eram todos anti-coservadores?
Nós , maçons, chamamos de GADU ao Senhor dos mundos, para mim , Elo-in, para o Muçulmano(Alá) etc.
Por respeitarmos a religião de TODOS os seres humanos , denominamos de GADU a D-us, pois achamos que D-us , é algo do interesse e foro íntimo das pessoas e portanto , deve ser respeitado como tal.
Não abrimos mão de nosso D-us: só respeitamos ao irmão que professe outra fé.Só isso.
É de se lamentar que tanta gente teime em manifestar-se sem ao certo ter autoridade e conhecimento para tanto.
A única pessoa que tem mencionado informações corretas quanto a Maçonaria , por aqui, é o Edgard( por ser De Molay- uma entidade paramaçonica e portanto patrocinada por nós maçons) e o prof Olavo, que tem conhecimentos até que sólidos sobre a Ordem.
Alguém aqui escreveu que estranha que existam maçons conservadores......mas não deveria: a Ordem é plural, respeita a posição ideologica e politica dos seus membros.Tem , no Brasil, um perfil nitidamente nacionalista e por vezes até bastante conservador no que tange a costumes.
Eu também lamento ver muita coisa que se diz sobre a maçonaria que não me parece séria. Acho que as pessoas devem ser cuidadosas ao se discutir a maçonaria e já disse isso aqui.
Mas já que você é maçom espero que você possa então colaborar quando surgirem discussões sobre a maçonaria nessa comunidade e esclarecer o que for possível e estiver ao seu alcance.
"Nenhum lutador mais impetuoso, mais tenaz e mais capaz que D. Vital, bispo de Olinda, e a impressão que este me deixou foi extraordinária"
Machado de Assis
''Peçam-nos o sacrifício de nossos cômodos; peçam-nos o sacrifício de nossas faculdades, peçam-nos o sacrifício de nossa saúde; peçam-nos o sangue de nossas veias... Mas pelo santo amor de Deus não nos peçam o sacrifício de nossa consciência, porque nunca o faremos. Sic nos Deus adjuvet. Nunca!"
D. Vital, bispo de Olinda
A infiltração maçônica no Brasil e suas atividades contra a Igreja sempre deram aos observadores a impressão de que os maçons daqui seriam menos rancorosos que os da Europa. De fato, os maçons do Brasil são, como os brasileiros em geral, menos enérgicos, mas não menos rancorosos que os da França. Nem por isso deixam de odiar a Igreja e trabalhar contra ela. O episódio de D. Vital é prova disso.
D. Vital parece ter sido realmente um homem de valor e é uma beleza contemplar o olha que mostra o retrato de capa do livro abaixo referido em que colhemos os dados aqui apresentados. Seus olhos mostram uma tal mansidão e uma tal força, que ninguém pode deixar de se impressionar.
D. Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira nasceu em Pernambuco, num engenho de açúcar, a 27 de novembro de 1844. Seu nome civil foi Antônio Júnior. Estudou no Seminário de Olinda, primeiro, e depois em S. Sulpice em Paris, onde resolveu ser capuchinho (ramo franciscano) sendo recebido no Seminário de Versalhes onde os seus superiores, procurando prová-lo, trataram-no com tal aspereza e tanta falta de atenção que ele pegou uma doença de garganta de que nunca mais se pode curar completamente e da qual provavelmente morreu. No dia em que os religiosos da comunidade franciscana decidiram aceitar (contra a oposição do Pe. Mestre) a sua profissão definitiva, este Padre Mestre disse-lhe: "Você nunca prestará para coisa alguma. Não poderá ser sacerdote e terá muito que sofrer". Tirando a última parte, que se mostrou verdadeira (mas parece que para o bem de D. Vital), no mais não apenas falhou na sua "profecia" como mostrou uma dureza de coração incrível contra um pobre seminarista franciscano que nunca teve nenhuma rebeldia, nenhuma má vontade, nenhuma queixa. Àquela palavra dura do seu Padre Mestre, ele respondeu: "Não pedi a entrada em religião para me tornar notável em trabalhos além dos que Deus me destina. Nem mesmo a glória do sacerdócio procurei. Vim para glória de Deus e salvação de minha alma. Se não puder ser bom padre, pedirei para ficar como simples leigo e que Nosso Senhor tenha pena de mim até o fim". Apesar de tudo, quando a comunidade indagou o Pe. Mestre qual o conceito que fazia do candidato à profissão definitiva, ele declarou que o comportamento de D. Vital tinha sido sempre irrepreensível.
D. Vital foi depois para o convento franciscano de Perpignan e mais tarde para o Seminário de Toulouse onde foi ordenado em 2 de Agosto de 1868. No fim deste mesmo ano de 1868 voltou para o Brasil onde foi mandado para ensinar no Convento dos franciscanos em São Paulo. Em março de 1872 foi sagrado bispo por indicação do Governo do Império do Brasil (que então tinha tais privilégios) e aceitação do Papa Pio IX que hesitou muito porque D. Vital tinha apenas 26 anos! Mas como, em face da demora de Roma em aprovar seu nome, D. Vital, a conselho do Núncio, escrevera a Pio IX pedindo para ser dispensado do cargo (o que realmente desejava para manter-se como um simples religioso), o Papa percebeu todo o seu desprendimento e resolveu nomeá-lo. Foi nomeado bispo de Olinda e Recife e tomou posse de seu cargo em 24 de Maio de 1872.
A luta entre a Igreja e a Maçonaria no Brasil tornou-se acesa pouco depois, em virtude de um incidente ocorrido no Rio de Janeiro. Naquela época e apesar das diversas condenações da maçonaria pelos Papas, havia muitos padres que pertenciam a lojas maçônicas. Também muitos homens notáveis da época eram maçons, alguns por simples ignorância, outros, embora tendo seus nomes ligados à história do Brasil, por convicções maçônicas e mau espírito contra a Igreja. Em março de 1872, pouco antes de D. Vital ser eleito bispo, houve uma festa da maçonaria que comemorava a Lei do Ventre Livre, obtida pelo então principal Ministro do Imperador, Presidente do Conselho (chefe de governo), o Visconde de Rio Branco, pai do Barão do Rio Branco, homem realmente capaz, de notável inteligência e também grau 33 da loja maçônica da Rua do Lavradio. Um dos oradores da festa foi um padre, chamado Almeida Martins. O bispo do Rio, D. Pedro Maria de Lacerda, escandalizado, chamou o Padre Martins em particular para ponderar-lhe que ele não podia ser padre e maçom ao mesmo tempo. O Padre recusou atender a qualquer ponderação.
O Bispo suspendeu-o de ordens. A maçonaria considerou-se atingida e fez uma grande assembléia que foi presidida pelo Chefe do governo, o Visconde do Rio Branco. Decidiram então iniciar uma grande campanha contra a Igreja e a essa campanha uniram-se os maçons de uma ala dissidente. Coletaram fundos e começaram os ataques. Fundaram inúmeros jornais para a campanha: no Rio, o jornal "A Família"; em São Paulo, o "Correio Paulistano"; em Porto Alegre, "O Maçom"; no Pará, o "Pelicano"; no Ceará, "A Fraternidade"; no Rio Grande do Norte, "A Luz"; em Alagoas, "O Labarum" e em Recife, dois, "A Família Universal" e "A Verdade".
Assim, quando D. Vital chegou ao Recife, já encontrou em atividade os jornais maçons que todos os dias procuravam atingi-lo com sarcasmos e injúrias. O bispo não respondia, é claro. A 27 de Julho começaram a provocá-lo. Primeiro anunciaram que iria haver uma missa em ação de graças numa loja. Diante da proibição sigilosa do bispo, nenhum padre ousou celebrá-la. Depois, pediram missas por maçons falecidos sem arrependimento e, é claro, nenhum padre aceitou. Finalmente, diante do silêncio do bispo que não respondia as provocações, nos dias 22,23,24,25 e 26 de Outubro, o jornal "A Verdade" publicou uma série de artigos contra a Santíssima Eucaristia, a Virgindade e a Maternidade divina de Nossa Senhora e a Imaculada Conceição. E para atingir melhor o alvo, uma Irmandade religiosa (várias estavam infiltradas de maçons) elegeu o autor daqueles artigos como seu presidente. Finalmente, a 21 de Novembro, o bispo D. Vital publica um protesto contra os ataques aos nossos dogmas exortando a população a protestar também. Mais tarde fez um sermão público na catedral, repetindo o protesto e acusando a maçonaria.
continua...
O jornal, para zombar dele, publica uma lista de padres e cônegos filiados à maçonaria local. O bispo chama-os um por um, em particular, e obtém de todos que se retratem publicamente e se desliguem das lojas, exceto dois. O jornal publica então os nomes de presidentes, secretários e tesoureiros de irmandades que também pertenciam às lojas. O bispo faz o mesmo, mas aqui esbarra na obstinação de várias irmandades que se recusam a acatá-lo. Só duas aceitaram e as demais ou recusaram ou nem foram à entrevista. D. Vital procurou obter com amigos comuns que elas, as Irmandades, se submetessem à sua autoridade. Não conseguiu nada. Resolveu então mandar um primeiro aviso canônico aos vigários assistentes das irmandades para que exortassem os irmãos maçons a renunciarem à maçonaria ou se demitirem. As irmandades recusaram aceitar isso. Mais dois avisos se seguem e são recusados. O bispo lança então um interdito sobre as irmandades Santo Antônio e Espírito Santo, impedindo a realização de missas ou quaisquer religiosos nas suas capelas. Os maçons começaram a promover tumultos de rua. Primeiro fecharam capelas e igrejas, roubando chaves de sacrários ou de arquivos. D. Vital publica uma "Carta Pastoral contra as ciladas da Maçonaria". Nela, além de historiar as atividades perniciosas da organização, assinala que não há diferença entre a maçonaria no Brasil e na Europa, que todas obedecem aos mesmos planos. Proíbe a leitura do jornal "A Verdade" e excomunga os maçons que não abjurarem.
Enquanto isso, também o bispo de Belém do Pará, D. Antônio Macedo Costa, combate a maçonaria. As notícias a respeito, chegando ao Rio, provocaram enorme abalo. O Governo reuniu-se, ao saber que irmandades haviam sido interditadas e também por causa da Carta Pastoral.
continua...