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DEMISSÃO NO BANCO DO BRASIL CHEIRA MAL, MUITO MAL

Iniciado por rodrigo_22 em 08/04/2009 · 3 mensagens

rodrigo_22#1
Logo que ouvi essa notícia hoje pela manhã ja senti que tinha coisa estranha no ar... há alguns dias a imprensa começou a falar sobre spread, juros e tal... será que o Reinaldo tem razão?

DEMISSÃO NO BANCO DO BRASIL CHEIRA MAL, MUITO MAL

Quarta-feira, Abril 08, 2009

DEMISSÃO NO BANCO DO BRASIL CHEIRA MAL, MUITO MAL
Quer dizer que o spread é alto no Brasil, e a culpa é do presidente do Banco do Brasil? Faz bem a oposição em exigir explicações do ministro Guido Mantega (Fazenda) e de Antonio Francisco Lima Neto, que foi defenestrado. Essa história cheira muito mal. E vou dizer por que é mister suspeitar de algum cadáver incômodo no armário.

Porque o governo está assumindo, com uma impressionante e desabrida desfaçatez, que está se imiscuindo na instituição segundo critérios que não seriam aqueles normalmente aceitos pelo mercado — isso para uma instituição que tem ações negociadas na Bolsa de Valores. Na própria entrevista coletiva concedida em companhia de Lima Neto, Mantega chegou a falar que a nova diretoria terá um “contrato de gestão”, comprometida com a cobrança de taxas menores. É mesmo? Então se está acusando o presidente demitido de ter sabotado os interesses do país? Qual seria o seu interesse particular em manter elevado o spread? Ou ele praticava, vamos dizer, preços compatíveis com a saúde do Banco do Brasil, mas a saúde do Banco do Brasil começa a ser incompatível com a saúde do projeto político de Lula e Dilma Rousseff.

A ministra e o presidente Lula estiveram num encontro com sindicalistas. Segundo testemunhos de alguns deles, ela não economizou e atacou gestores de bancos públicos que se comportariam como se fossem dirigentes de bancos privados. Voltando à coletiva, Mantega defendeu que o Brasil use seus bancos públicos para concorrer com os privados, oferecendo juros menores, para ganhar mercado. Como se vê, a mudança do dirigente de uma instituição com essa importância, feita de maneira um tanto brusca, teria raiz numa questão, admitamos, quase prosaica.
rodrigo_22#2
Só no ano passado, o Banco do Brasil comprou a Nossa Caixa, o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e o Banco do Piauí. Neste ano, já comprou 49% das ações do Banco Votorantim (uma operação que salvou o banco, deixando-o, no entanto, sob o cuidado dos antigos controladores — de pai para filho, mesmo...) e negocia a aquisição do Banco de Brasília (BRB) e do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). E tudo é negócio realmente de vulto. Não se chega ao comandante de uma instituição como essa e se diz: “Você está demitido”, assim como quem declara: "Hoje é quarta-feira”.

Por que o governo, por intermédio dos ministros Guido Mantega e Dilma Rousseff, assume o risco de admitir uma interferência de caráter claramente político no Banco do Brasil? Isso me lembra a piada do sujeito que chega numa roda de amigos e diz: “Me contaram que aqui só tem corno e ladrão”. E todo mundo, imediatamente, se declara “ladrão”...

Traduzindo a piada para os desprovidos de tecla SAP: quem assume com muita rapidez o ruim pode estar temendo o pior.

Por Reinaldo Azevedo | 18:28
rodrigo_22#3
tudo parece realmente ser orquestrado, planejado, combinado... tudo acontece na mídia brasileira no monento correto.

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