Logo que ouvi essa notícia hoje pela manhã ja senti que tinha coisa estranha no ar... há alguns dias a imprensa começou a falar sobre spread, juros e tal... será que o Reinaldo tem razão?
DEMISSÃO NO BANCO DO BRASIL CHEIRA MAL, MUITO MAL
Quarta-feira, Abril 08, 2009
DEMISSÃO NO BANCO DO BRASIL CHEIRA MAL, MUITO MAL
Quer dizer que o spread é alto no Brasil, e a culpa é do presidente do Banco do Brasil? Faz bem a oposição em exigir explicações do ministro Guido Mantega (Fazenda) e de Antonio Francisco Lima Neto, que foi defenestrado. Essa história cheira muito mal. E vou dizer por que é mister suspeitar de algum cadáver incômodo no armário.
Porque o governo está assumindo, com uma impressionante e desabrida desfaçatez, que está se imiscuindo na instituição segundo critérios que não seriam aqueles normalmente aceitos pelo mercado — isso para uma instituição que tem ações negociadas na Bolsa de Valores. Na própria entrevista coletiva concedida em companhia de Lima Neto, Mantega chegou a falar que a nova diretoria terá um “contrato de gestão”, comprometida com a cobrança de taxas menores. É mesmo? Então se está acusando o presidente demitido de ter sabotado os interesses do país? Qual seria o seu interesse particular em manter elevado o spread? Ou ele praticava, vamos dizer, preços compatíveis com a saúde do Banco do Brasil, mas a saúde do Banco do Brasil começa a ser incompatível com a saúde do projeto político de Lula e Dilma Rousseff.
A ministra e o presidente Lula estiveram num encontro com sindicalistas. Segundo testemunhos de alguns deles, ela não economizou e atacou gestores de bancos públicos que se comportariam como se fossem dirigentes de bancos privados. Voltando à coletiva, Mantega defendeu que o Brasil use seus bancos públicos para concorrer com os privados, oferecendo juros menores, para ganhar mercado. Como se vê, a mudança do dirigente de uma instituição com essa importância, feita de maneira um tanto brusca, teria raiz numa questão, admitamos, quase prosaica.
DEMISSÃO NO BANCO DO BRASIL CHEIRA MAL, MUITO MAL
Quarta-feira, Abril 08, 2009
DEMISSÃO NO BANCO DO BRASIL CHEIRA MAL, MUITO MAL
Quer dizer que o spread é alto no Brasil, e a culpa é do presidente do Banco do Brasil? Faz bem a oposição em exigir explicações do ministro Guido Mantega (Fazenda) e de Antonio Francisco Lima Neto, que foi defenestrado. Essa história cheira muito mal. E vou dizer por que é mister suspeitar de algum cadáver incômodo no armário.
Porque o governo está assumindo, com uma impressionante e desabrida desfaçatez, que está se imiscuindo na instituição segundo critérios que não seriam aqueles normalmente aceitos pelo mercado — isso para uma instituição que tem ações negociadas na Bolsa de Valores. Na própria entrevista coletiva concedida em companhia de Lima Neto, Mantega chegou a falar que a nova diretoria terá um “contrato de gestão”, comprometida com a cobrança de taxas menores. É mesmo? Então se está acusando o presidente demitido de ter sabotado os interesses do país? Qual seria o seu interesse particular em manter elevado o spread? Ou ele praticava, vamos dizer, preços compatíveis com a saúde do Banco do Brasil, mas a saúde do Banco do Brasil começa a ser incompatível com a saúde do projeto político de Lula e Dilma Rousseff.
A ministra e o presidente Lula estiveram num encontro com sindicalistas. Segundo testemunhos de alguns deles, ela não economizou e atacou gestores de bancos públicos que se comportariam como se fossem dirigentes de bancos privados. Voltando à coletiva, Mantega defendeu que o Brasil use seus bancos públicos para concorrer com os privados, oferecendo juros menores, para ganhar mercado. Como se vê, a mudança do dirigente de uma instituição com essa importância, feita de maneira um tanto brusca, teria raiz numa questão, admitamos, quase prosaica.