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RURALISTAS BLOQUEIAM ACESSOS DO MST NO RGS

Iniciado por gbschmitt em 17/04/2009 · 3 mensagens

gbschmitt#1
As noites de lua cheia nas estradas da região, se tornam mais iluminadas sob os flashes de lanternas, fogueiras e faróis de caminhonetas. São os olhos vigilantes dos produtores rurais que estão atentos a qualquer ação do Movimento dos Sem Terra (MST) e assentados. Barreiras foram montadas nas estradas e rodovias. Quem transita, avista ao longe uma luz piscando e de repente se depara com grupos de ruralistas silenciosos sob a luz do luar. Ninguém escapa do pente fino. Tudo que se movimenta é identificado.
A ação dos produtores rurais começou com o lançamento do “Alerta Verde” no dia 31 de março. O movimento é um contraponto ao “Abril Vermelho” do MST. Ao longo desses dias, os ruralistas vêm monitorando as estradas de Aceguá, Bagé, Candiota e Hulha Negra. Nesses municípios foram montados 15 postos de vigilância. Seis deles em Bagé.
Com aproximação do dia 17 de abril, data em que é lembrado o massacre de 19 sem terra em Eldorado dos Carajás o movimento dos produtores se intensificou ainda mais. Nesse dia, o MST e assentados costumam promover manifestações para lembrar o massacre. Precavidos, os produtores querem coibir qualquer ação dos sem terra.
Além dos quatro municípios, agora outros de toda a região da Campanha estão em alerta máximo. Ontem, Dom Pedrito montou oito postos de vigilância. São Gabriel que tem estado na mira dos sem terra também está em alerta total. Todos os acessos da região estão bloqueados.

Na espreita
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Ontem, depois das 22h, a reportagem do MINUANO percorreu uma das estradas de acesso a Bagé que está sob intensa vigilância. O cenário parece que saiu das telas do cinema. A sensação é de mistério e de que cada passo é observado. Antes de chegar na primeira barreira, ao longe uma luz solitária pisca sem parar na noite de lua clara. Somente mais próximo é que se tem uma noção do que está ocorrendo. Ao lado das picapes, estão os vigilantes silenciosos.
gbschmitt#2
Mais adiante, próximo a uma ponte estreita, uma fogueira arde ao lado de um trator. No local uns quatro rapazes vigiam o movimento na via. Do outro lado da ponte de forma mais discreta, um grupo bem maior está agasalhado do frio gelado em uma tenda de lona. Uma pequena fogueira do lado de fora e muitas picapes complementam o cenário pitoresco. Para passar pelo local, o motorista tem que manobrar num lado bem estreito da estrada. Essas cenas se repetem em toda a região do pampa.

Sem jagunços
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Desta vez os ruralistas se anteciparam a qualquer movimento dos sem terra. Em anos anteriores o MST anunciava com bastante antecedências qualquer ação prevista para o 17 de abril. Desta vez eles estão quietos. Para o presidente da Associação Rural de Bagé, Eduardo Móglia Suñe, os ruralistas resolveram agir antes.
O presidente da Ong Flora Sul e produtor rural, Eduardo Mércio Condorelli, enfatiza que na região da Campanha quem defende as propriedades são os ruralistas e não jagunços como acontece no norte do País.
Eduardo Suñe informou, que na noite de amanhã, em que antecede o dia D dos MST, os produtores vão dormir na Associação Rural de Bagé e assim vai ocorrer em outros municípios. Além disso, as outras bases de observação vão estar em alerta máxima.
Suñe disse que durante esses dias de campana é proibido o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de armas.

fonte: http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=829
massasofrida#3
os melhantes ocuparam area em frente rodovia Dutra tida como a mais movimentada do Brasil.

Intenção: parar a Dutra?

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