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URGENTE - O KHMER VERMELHO NO PARÁ

Iniciado por stalin em 19/04/2009 · 4 mensagens

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Matéria publicada no jornal O Liberal, edição de 17 de abril, mostra o que já sabíamos: A a ação explícita entre o crime organizado do MST e o crime oficial, instalado no Estado pelo maldito governo petralha. A novidade são os números absurdos, mas verdadeiros! Leiam:
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CARLOS MENDES

Especial para O LIBERAL

Há muita terra sobrando no Pará, mas os invasores não parecem interessados nisso. Eles querem demarcar terreno político em propriedade particular legalmente constituída, que gera emprego, renda e dinamiza a economia regional. A reforma agrária poderia tranquilamente ser feita no nordeste, sul e oeste paraense se o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) cumprisse seu papel de assentar quem realmente tem vocação para a agricultura. Mais que entregar cestas básicas para os invasores, alimentando o círculo vicioso da violência fundiária, deveria também dotar os assentamentos de infra-estrutura necessária a quem precisa de um lote para nele morar e produzir.

Os números não mentem. Apenas demonstram que o Pará poderia ter uma reforma agrária séria e exemplo para todo o país se destinasse uma pequena parte de seus imensos estoques de terra para as menos de dez mil famílias que vivem hoje sob barracas de palha e lona nas mais de 1.000 fazendas e terrenos invadidos em todo o Estado. As três superintendências regionais do Incra, para se ter uma idéia, concentram mais de 18 milhões de hectares. É terra para a maior reforma agrária já feita no mundo. Infelizmente, não sai do papel. Não há vontade política para fazer isso e a infernal burocracia impede qualquer avanço.

A superintendência de Belém, com 1,5 milhão de hectares; a de Marabá, com 4,5 milhões, e a de Santarém, com 12,5 milhões, somam áreas destinadas a projetos de assentamento que equivalem ao tamanho dos estados de Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e do Distrito Federal. Isso representa uma capacidade de assentamento do tamanho do estado do Paraná. Daria, com folga, para fixar nessas terras todos os invasores que hoje ocupam fazendas paraenses e ainda atrair e assentar famílias de outras regiões do país.
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De acordo com levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), os 893 projetos de assentamento existentes no Estado revelam a fragilidade do processo de fixar o homem ao campo, uma vez que a falta de suporte governamental aos assentamentos tem gerado diversos problemas, como a devastação ambiental, alto grau de desistência dos colonos e abandono dos lotes, gerando uma concentração de terras por proprietário.

O presidente da Faepa, Carlos Xavier, afirma que a capacidade de assentamento nas áreas das três superintendências do Incra é de 257.882 famílias, mas o órgão assentou apenas 187.251, ou seja, 72%. E a estimativa indica que apenas 30%, ou seja, 56.175 famílias, permanecem no local. 'Isto significa que as superintendências poderiam receber mais de 201 mil famílias sem a necessidade de invasões', argumenta.

Para ele, o número de invasões em propriedades do Estado é 'alarmante': são mais de mil fazendas, com 350 pedidos de reintegração de posse e 111 liminares confirmadas pela Justiça, mas não cumpridas pela polícia. Em muitas áreas invadidas há destruição de casas, morte de animais, roubo de gado, ameaças de morte, saques e incêndios.

As invasões em terras produtivas geram impactos danosos para a economia do Estado. O agronegócio, abrangendo o sistema agroindustrial completo, segundo dados da revista Exame, Anuário do Agronegócio 2008, é responsável por 45% do Produto Interno Bruto (PIB) paraense, gerando 16 bilhões de reais. Somente a pecuária cria emprego para cerca 400 mil trabalhadores.
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Invasores inibem investimentos no Estado e prejudicam a economia

A diretora técnica da Faepa, Eliana Zacca, declarou em recente debate promovido pela entidade que os desdobramentos das invasões de terras produtivas causam a desestabilização da economia. Onde há invasão não há investimento e o que havia deixa de existir. Também falta atratividade de novos investimentos. 'Isso ocorre quando o produtor perde a confiança de investir em uma região ameaçada por conflitos de terra. Para completar, as economias locais se desarticulam. Quando toda a cadeia da agropecuária é afetada há queda do nível de emprego e renda e do processo de desenvolvimento', salienta Eliana.

O presidente do Instituto Alerta Pará, professor Edson Franco, é de opinião que as consequências das invasões implicam negativamente não só para a economia, mas para toda a estrutura do Estado. Ele acrescenta que a impunidade permite que o estado de direito seja ameaçado e a lei desrespeitada, sendo necessário rever a forma como esses problemas estão sendo resolvidos. E mais: 'a problemática das invasões de terra não é só um caso de polícia, e sim de políticas'.

Segundo o presidente da Academia Paraense de Jornalismo, Walbert Monteiro, é preciso ir mais fundo sobre uma questão: o investimento do dinheiro público nos projetos de assentamento. Seria necessário esclarecer quanto está sendo investido para que a sociedade saiba de que maneira o dinheiro de seus impostos está sendo aplicado. 'Todos nós queremos a reforma agrária, mas uma reforma agrária que traga paz, progresso e justiça social, não a violência, a ameaça e a destruição de áreas produtivas', diz o jornalista.

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